Estão abertas as inscrições para o programa Para Mulheres na Ciência, que este ano chega a sua 17ª edição no Brasil. Realizado pela L´Oréal, em parceria com a Unesco no Brasil e a Academia Brasileira de Ciências, o prêmio tem como objetivo promover e reconhecer a participação da mulher na ciência, favorecendo o equilíbrio dos gêneros no cenário brasileiro. Todo ano, na edição local, sete jovens pesquisadoras das áreas de ciências da vida, ciências Físicas, ciências químicas e matemática são contempladas com uma bolsa-auxílio de R$ 50 mil cada, para dar prosseguimento aos seus estudos.

As inscrições do programa vão até o dia 9 de maio e as vencedoras serão conhecidas no segundo semestre deste ano. Para participar, é necessário que a candidata tenha concluído o doutorado a partir de 01/01/2014, sendo que, para mulheres com um filho, o prazo se estende por mais um ano e, para quem tem dois ou mais filhos, o prazo adicional será de dois anos. Além disso, a cientista deve ter residência estável no Brasil, desenvolver projetos de pesquisa em instituições nacionais, entre outros requisitos. O regulamento completo e mais informações sobre o programa estão disponíveis no site. Clique aqui!

Na edição anterior, reforçando a importância da inclusão, o programa ampliou o prazo de conclusão do doutorado para cientistas que são mães. Nesta edição, de modo a aumentar a penetração do programa em todas as regiões do país, os organizadores apostam no modelo de roadshow virtual de apresentação do programa pelas principais universidades públicas e estaduais do país. Além disso, com o mesmo intuito, também iniciou a segunda temporada do videocast Para Elas na Ciência, em parceria com o projeto Pretas na Ciência. Em sua primeira temporada, o projeto contou com a participação de convidadas de destaque no ambiente científico brasileiro, como Marcia Barbosa, Rita de Cássia e Fernanda Staniscuaski.

Pesquisas revelam dificuldade de mulheres cientistas durante a pandemia

De acordo com o último Relatório da Ciência da Unesco, as mulheres representam cerca de 33% entre os pesquisadores globais. Cerca de 50% delas disseram ter sofrido assédio sexual no trabalho e menos de 4% dos prêmios Nobel são mulheres. Por isso, é fundamental agirmos em favor de mais inclusão em pesquisas e encorajar mulheres a seguirem em frente no sonho da carreira científica.

Além disso, a pandemia teve um impacto significativo nesse recorte. Diversos estudos mostram como cientistas mulheres, especialmente aquelas com filhos e as nos primeiros estágios de suas carreiras, foram as mais afetadas pela pandemia. Em média, cientistas do sexo feminino reportaram um declínio de 5% no tempo disponível para pesquisas quando comparadas a seus colegas do sexo masculino durante esse período pandêmico. Para as que têm pelo menos um filho com idade de 5 anos ou menos, o declínio chegou a alcançar 17%. Para ajudar a vencer esses grandes desafios a organização tomou a decisão de ajustar o regulamento do programa no Brasil, ampliando a oportunidade para as mães cientistas.

🔊 informações da Academia Brasileira de Ciências
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