{"id":29014,"date":"2026-04-30T10:48:08","date_gmt":"2026-04-30T13:48:08","guid":{"rendered":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/?p=29014"},"modified":"2026-05-06T12:50:08","modified_gmt":"2026-05-06T15:50:08","slug":"pouco-estudada-nevoa-da-amazonia-tem-papel-ambiental-indica-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/pouco-estudada-nevoa-da-amazonia-tem-papel-ambiental-indica-pesquisa\/","title":{"rendered":"Pouco estudada, n\u00e9voa da Amaz\u00f4nia tem papel ambiental, indica pesquisa"},"content":{"rendered":"<p>O ponto a 43 metros de altura de uma plataforma met\u00e1lica no meio da Floresta Amaz\u00f4nica, na Esta\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica de Uatum\u00e3, tem sido o local de trabalho recorrente da pesquisadora curitibana Bruna Sebben nos \u00faltimos sete anos. No Observat\u00f3rio de Torre Alta (ATTO), aonde se chega do aeroporto de Manaus por um trajeto de seis horas que envolve rodovia, barco e estrada de terra, pesquisadores do Brasil e da Alemanha buscam entender a rela\u00e7\u00e3o entre floresta e atmosfera.<\/p>\n<p>Para Bruna Sebben, estar na Amaz\u00f4nia significa desvendar a din\u00e2mica e as fun\u00e7\u00f5es da neblina amaz\u00f4nica. Talvez pouca gente saiba, mas a n\u00e9voa \u00e9 um fen\u00f4meno frequente da floresta. Ocorre entre as 3 e as 7 horas da manh\u00e3, coincidindo com o nascer do dia. Gera uma massa densa que envolve a vegeta\u00e7\u00e3o e muda a paisagem na copa das \u00e1rvores, entre 30 e 150 metros de altura.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cA floresta \u00e9 de tirar o f\u00f4lego, uma experi\u00eancia multissensorial que envolve visuais, sons e cheiros. Os diferentes tons de verde, a movimenta\u00e7\u00e3o da copa pelo vento. E, no meio de tudo isso, uma torre, da qual se v\u00ea at\u00e9 mesmo o relevo por baixo desta selva\u201d, descreve a cientista vinculada ao Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia Ambiental na Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR).<\/p><\/blockquote>\n<p>A neblina \u00e9 resultado da perda de calor para a atmosfera \u00e0 noite e de como esse resfriamento impacta a umidade (o vapor d\u2019\u00e1gua) que a floresta produz o tempo todo. Al\u00e9m de uma caracter\u00edstica da Amaz\u00f4nia, a neblina \u00e9 um dos processos do ciclo da \u00e1gua que fazem da floresta a \u201cbomba d\u2019\u00e1gua\u201d do planeta. Mas, ao contr\u00e1rio dos rios voadores \u2014 as correntes de umidade que circulam pela Terra impulsionados pela floresta \u2014, a neblina \u00e9 menos estudada porque sua presen\u00e7a \u00e9 local.<\/p>\n<h5><strong>GALERIA <span style=\"color: #8eaebd;\">|<\/span><\/strong> Neblina nas primeiras horas do dia da Amaz\u00f4nia muda paisagem<br \/>\n<\/h5>\n<p>Resultado da pesquisa de mestrado de Bruna Sebben, um estudo publicado com outros 35 autores no peri\u00f3dico <em>Communications Earth &amp; Environment<\/em> traz elucida\u00e7\u00f5es sobre o papel ambiental da neblina amaz\u00f4nica. A pesquisa foi liderada pelo professor Ricardo Godoi, orientador da pesquisadora no mestrado que tamb\u00e9m coordena o Laborat\u00f3rio de An\u00e1lise e Qualidade do Ar (LabAir) da UFPR.<\/p>\n<p>As an\u00e1lises indicaram que a neblina sustenta a vida microsc\u00f3pica da floresta, dispersando nutrientes e servindo de habitat para microrganismos, como fungos e bact\u00e9rias.\u00a0Tamb\u00e9m \u00e9 uma facilitadora dos ciclos biogeoqu\u00edmicos, ou seja, dos ciclos naturais que \u201creciclam\u201d os elementos qu\u00edmicos necess\u00e1rios \u00e0 vida, como \u00e1gua, carbono, nitrog\u00eanio e f\u00f3sforo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_29033\" aria-describedby=\"caption-attachment-29033\" style=\"width: 420px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/info_neblina-amazonica_cienciaufpr_cropped_page-0001_m\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-29033\" src=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/info_neblina-amazonica_cienciaufpr_cropped_page-0001_m.jpg\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"1867\" srcset=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/info_neblina-amazonica_cienciaufpr_cropped_page-0001_m.jpg 576w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/info_neblina-amazonica_cienciaufpr_cropped_page-0001_m-461x2048.jpg 461w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/info_neblina-amazonica_cienciaufpr_cropped_page-0001_m-150x667.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-29033\" class=\"wp-caption-text\">(Clique para ampliar | <a href=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/info_neblina-amazonica_cienciaufpr_cropped_compressed.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Baixe em pdf<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n<h2>A vida que mora na neblina amaz\u00f4nica<\/h2>\n<p>Neblinas s\u00e3o formadas basicamente por \u00e1gua condensada, o vapor de \u00e1gua que acabou de passar para o estado l\u00edquido. A pesquisa constatou que a neblina amaz\u00f4nica consegue carregar pela atmosfera part\u00edculas qu\u00edmicas, mas tamb\u00e9m microrganismos e at\u00e9 fragmentos de seres vivos macrosc\u00f3picos (vis\u00edveis a olho nu).<\/p>\n<p>Assim, a an\u00e1lise revelou que a neblina \u00e9 um habitat tempor\u00e1rio para microrganismos ativos. As amostras apresentaram concentra\u00e7\u00f5es de at\u00e9 98 mil c\u00e9lulas por mililitro de \u00e1gua. Ou seja, a n\u00e9voa \u00e9 o ambiente de comunidades vivas de bact\u00e9rias e de fungos que t\u00eam fun\u00e7\u00f5es ambientais importantes.<\/p>\n<p>\u201cEst\u00e1vamos dando um tiro no escuro. Claro que t\u00ednhamos uma no\u00e7\u00e3o da microbiota atmosf\u00e9rica da Amaz\u00f4nia, por conta de estudos de outros colegas, mas nossa ideia era observar como esses micro-organismos se comportam durante os eventos de nevoeiro. De forma geral, os fungos e as bact\u00e9rias observados s\u00e3o essenciais para a decomposi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria org\u00e2nica e a reposi\u00e7\u00e3o de nutrientes ao solo\u201d, conta a pesquisadora.<\/p>\n<p>No caso das bact\u00e9rias, foram encontradas oito esp\u00e9cies vidas. Entre as mais frequentes est\u00e3o a <em>Sphingomonas paucimobilis<\/em> e a <em>Pseudomonas putida<\/em>, que t\u00eam fun\u00e7\u00e3o no ciclo do f\u00f3sforo, ajudando na fertilidade do solo. Houve ainda registros de bact\u00e9rias que agem na decomposi\u00e7\u00e3o de compostos org\u00e2nicos (<em>Serratia marcescens<\/em> e <em>Ralstonia pickettii<\/em>).<\/p>\n<p>Em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, como em ambientes hospitalares ou frequentados por pessoas com problemas de imunidade, algumas dessas esp\u00e9cies s\u00e3o capazes de provocar infec\u00e7\u00f5es no ser humano. Na floresta, por\u00e9m, t\u00eam fun\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas reconhecidas pela ci\u00eancia e participam do equil\u00edbrio de locais sem interfer\u00eancia humana, caso do ponto de vegeta\u00e7\u00e3o cont\u00ednua onde foram colhidas as amostras.<\/p>\n<h2>Nevoeiro age como uma ponte de \u00e1gua entre a atmosfera e o solo<\/h2>\n<p>O diferencial da pesquisa est\u00e1 em apresentar o nevoeiro como um transportador desses microrganismos vivos, ultrapassando a imagem dele como fen\u00f4meno meteorol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Segundo os cientistas, a neblina funciona como uma ponte biol\u00f3gica que facilita o transporte vertical (do ar para o solo) de bact\u00e9rias e fungos. Assim, esses micro-organismos que costumam ficar suspensos no ar, acima da copa das \u00e1rvores, acabam depositados vivos sobre as superf\u00edcies das plantas e do solo.<\/p>\n<p>\u201cAs got\u00edculas do nevoeiro atuam como forma de transporte &#8216;agrad\u00e1vel&#8217; para essas esp\u00e9cies microbiol\u00f3gicas. Cria um ambiente favor\u00e1vel para a atividade metab\u00f3lica [as rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas de troca com o ambiente que mant\u00eam um organismo vivo], porque as protege da radia\u00e7\u00e3o solar e da desidrata\u00e7\u00e3o\u201d, avalia a pesquisadora.<\/p>\n<p>\u201cQuando o nevoeiro goteja nas folhas e no solo esses microrganismos s\u00e3o depositados ainda metabolicamente ativos, facilitando seu papel ecol\u00f3gico e populando outras regi\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Descendo \u00e0 altura das \u00e1rvores, esses micro-organismos passam a compor as col\u00f4nias que vivem sobre a superf\u00edcie das plantas, outro universo particular chamado de filosfera. Essa rela\u00e7\u00e3o com bact\u00e9rias e fungos costuma proteger as plantas contra doen\u00e7as, secas e radia\u00e7\u00e3o solar, al\u00e9m de beneficiar o seu crescimento pela produ\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios vegetais.<\/p>\n<p>Ainda na gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia Ambiental da UFPR, Bruna Sebben examinou como esporos (c\u00e9lulas de reprodu\u00e7\u00e3o de plantas, fungos e bact\u00e9rias) e p\u00f3lens de plantas da Amaz\u00f4nia se relacionam com a neblina. A conclus\u00e3o foi de que, nesse caso, o nevoeiro funciona como ambiente de preserva\u00e7\u00e3o dessas part\u00edculas, mais do que de transporte.<\/p>\n<p>\u201cNo meu TCC observamos que, para noites com nevoeiro, a quantidade de esporos de fungos era muito maior, isso nos deixou pensativos sobre essa rela\u00e7\u00e3o, se o nevoeiro permitia a emiss\u00e3o ou se a emiss\u00e3o favorecia a forma\u00e7\u00e3o de nevoeiro. No fim descobrimos essa conex\u00e3o intr\u00ednseca, os dois se potencializam\u201d.<\/p>\n<h2>Colabora\u00e7\u00e3o m\u00fatua: o mundo microsc\u00f3pico depende do nevoeiro e ajuda a provocar o fen\u00f4meno<\/h2>\n<p>Outra indica\u00e7\u00e3o do estudo \u00e9 que os micr\u00f3bios e demais part\u00edculas da neblina amaz\u00f4nica ajudam que o pr\u00f3prio fen\u00f4meno exista.<\/p>\n<p>Isso porque essas partes s\u00f3lidas agem de duas formas para que a \u00e1gua do vapor da floresta se condense. Primeiro, pela sua capacidade de absorver \u00e1gua, o que atrai mais umidade para a regi\u00e3o onde ocorre a neblina.<\/p>\n<p>A outra forma \u00e9 pela carga el\u00e9trica. As paredes celulares de muitos microrganismos possuem carga superficial negativa. Essa carga negativa \u00e9 atra\u00edda pelas gotas de \u00e1gua, facilitando a incorpora\u00e7\u00e3o e a estabilidade dos seres vivos dentro da neblina.<\/p>\n<p>Essas caracter\u00edsticas mostram a facilita\u00e7\u00e3o que gera a depend\u00eancia m\u00fatua entre a comunidade de micr\u00f3bios e a neblina.<\/p>\n<p>No artigo, cientistas descrevem essa rela\u00e7\u00e3o como colaborativa. Os microrganismos ajudam a criar a gota d\u2019\u00e1gua ao servirem de base para a condensa\u00e7\u00e3o. Em troca, ganham um microhabitat protegido contra a radia\u00e7\u00e3o solar, poluentes e desidrata\u00e7\u00e3o, o que garante sua sobreviv\u00eancia durante o transporte pela floresta.<\/p>\n<p>Dessa forma, os microrganismos n\u00e3o s\u00e3o apenas passageiros passivos, porque agem na din\u00e2mica das nuvens baixas na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Assim sendo, queimadas e desmatamento, dois problemas da Floresta Amaz\u00f4nica, afetam a neblina tanto aumentando as temperaturas quanto impedindo que a comunidade de micr\u00f3bios permane\u00e7a vida e ativa.<\/p>\n<p>Ainda que tenha havido queda nos alertas dos \u00faltimos tr\u00eas anos, segundo a medi\u00e7\u00e3o do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) entre janeiro e mar\u00e7o de 2026 a floresta perdeu 348 quil\u00f4metros quadrados por desmatamento.<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo, <a href=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/no-brasil-a-unica-causa-natural-dos-incendios-sao-os-raios-em-todas-as-demais-o-homem-esta-envolvido-alexandre-tetto\/\">a Amaz\u00f4nia figura no sistema do Inpe como o bioma com mais \u00e1rea queimada<\/a> (quase 9,4 mil quil\u00f4metros quadrados).<\/p>\n<p>A neblina ocorre em \u00e1reas cont\u00ednuas de floresta, o que significa que sua presen\u00e7a \u00e9 um indicativo dos locais intocados e dos que mostram capacidade de se adaptar aos problemas.<\/p>\n<p>\u201cQuanto maior o desmatamento, menor a frequ\u00eancia e intensidade do nevoeiro. Ent\u00e3o definitivamente existe um feedback entre estes fatores. Uma rigorosa fiscaliza\u00e7\u00e3o contra queimadas e desmatamento \u00e9 necess\u00e1ria&#8221;, acredita Bruna Sebben.<\/p>\n<figure id=\"attachment_29054\" aria-describedby=\"caption-attachment-29054\" style=\"width: 420px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-29054\" src=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/20221008_181512-e1777584762158.jpg\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"315\" srcset=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/20221008_181512-e1777584762158.jpg 2116w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/20221008_181512-e1777584762158-300x225.jpg 300w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/20221008_181512-e1777584762158-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/20221008_181512-e1777584762158-768x576.jpg 768w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/20221008_181512-e1777584762158-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/20221008_181512-e1777584762158-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/20221008_181512-e1777584762158-150x113.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-29054\" class=\"wp-caption-text\">Instala\u00e7\u00e3o do dispositivo para coleta de amostras, no observat\u00f3rio da Esta\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica de Uatum\u00e3<\/figcaption><\/figure>\n<h2>Um par\u00eantese: como se coletam amostras de neblina?<\/h2>\n<p>Para coletar a neblina na Amaz\u00f4nia, os pesquisadores utilizaram a vers\u00e3o pequena de um dispositivo cient\u00edfico que colhe amostras de got\u00edculas de nuvens e n\u00e9voa. O aparelho coleta got\u00edculas por meio de fileiras de fios de Teflon, material que n\u00e3o altera a composi\u00e7\u00e3o das gotas e permite que elas gotas se acumulem quando o vento da n\u00e9voa passa em alta velocidade.<\/p>\n<p>\u201cAs gotinhas de nevoeiro impactam [nos fios] e &#8216;pingam&#8217; em uma garrafa. Quando o nevoeiro \u00e9 muito denso conseguimos coletar mais de 125 mililitros\u201d, explica Bruna Sebben.<\/p>\n<p>Para a pesquisa, o amostrador foi instalado a 43 metros de altura em uma plataforma no lado nordeste da torre principal do Observat\u00f3rio de Torre Alta da Amaz\u00f4nia (ATTO), que possui 325 metros no total. Localizado no Amazonas, o observat\u00f3rio \u00e9 uma parceria entre Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa) e o Instituto Max Planck, da Alemanha.<\/p>\n<p>As mostras de n\u00e9voa foram coletadas tr\u00eas vezes entre 2022 e 2023, de 13 nevoeiros diferentes.<\/p>\n<p>Depois de recolhida, a \u00e1gua de n\u00e9voa coletada precisa ser acondicionada em garrafas esterilizadas, para impedir contamina\u00e7\u00e3o. Essa parte da pesquisa ficou a cargo do LabAir da UFPR, em Curitiba, especializado em estudos ambientais relacionados ao ar<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foram realizadas na UFPR, no Laboratory of Cancer Drug Resistance, as an\u00e1lises de citometria de fluxo. Essa t\u00e9cnica laboratorial usa laser e corantes fluorescentes para quantificar a concentra\u00e7\u00e3o total de c\u00e9lulas e avaliar se os microrganismos est\u00e3o vivos e vi\u00e1veis (o equivalente a \u201csaud\u00e1veis\u201d para seres unicelulares).<\/p>\n<p>Por fim, as part\u00edculas encontradas na n\u00e9voa foram incubadas sob temperaturas controladas. Assim fungos e bact\u00e9rias cresceram e as esp\u00e9cies puderam ser isoladas e identificadas. O principal m\u00e9todo para isso, a espectrometria de massa, que analisa a estrutura qu\u00edmica dos microrganismos, ocorreu no Laborat\u00f3rio de Micologia no Instituto Adolfo Lutz, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Como resultado, o estudo, financiado por ag\u00eancias p\u00fablicas, entre elas o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) e a Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes), quantificou que dezenas de milhares de seres vivos habitam cada gota de n\u00e9voa.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: right;\"><span class=\"TextRun BCX0 SCXW240495187\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun BCX0 SCXW240495187\">\u2795 <\/span><span class=\"NormalTextRun BCX0 SCXW240495187\">Leia <\/span><span class=\"NormalTextRun BCX0 SCXW240495187\">o artigo \u201c<\/span><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1038\/s43247-026-03233-4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2Themed BCX0 SCXW240495187\">Amazonian<\/span><span class=\"NormalTextRun BCX0 SCXW240495187\"> fog <\/span><span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2Themed BCX0 SCXW240495187\">harbors<\/span> <span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2Themed BCX0 SCXW240495187\">viable<\/span> <span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2Themed BCX0 SCXW240495187\">microbes<\/span><\/a><span class=\"NormalTextRun BCX0 SCXW240495187\">\u201d<\/span><span class=\"NormalTextRun BCX0 SCXW240495187\">, publicado na <em>Communications Earth<\/em><\/span><em><span class=\"NormalTextRun BCX0 SCXW240495187\"> &amp; <\/span><span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2Themed BCX0 SCXW240495187\">Environment<\/span><\/em><span class=\"NormalTextRun BCX0 SCXW240495187\"> (em ingl\u00eas; aberto)<\/span><\/span><span class=\"EOP Selected BCX0 SCXW240495187\" data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559740&quot;:276}\">\u00a0<\/span><\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ponto a 43 metros de altura de uma plataforma met\u00e1lica no meio da Floresta Amaz\u00f4nica, na Esta\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2800,"featured_media":29019,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":"","fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false},"categories":[1622,2186,1612,2202,1613],"tags":[2854,2225,2093,2913,2912,1909,2911,2625,1184,2421,2910],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.5 - 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