{"id":27704,"date":"2025-11-27T12:45:46","date_gmt":"2025-11-27T15:45:46","guid":{"rendered":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/?p=27704"},"modified":"2025-12-11T16:03:29","modified_gmt":"2025-12-11T19:03:29","slug":"o-mito-mais-dificil-de-quebrar-e-o-de-que-a-emergencia-climatica-nao-esta-tao-grave-yara-moretto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/o-mito-mais-dificil-de-quebrar-e-o-de-que-a-emergencia-climatica-nao-esta-tao-grave-yara-moretto\/","title":{"rendered":"&#8220;O mito mais dif\u00edcil de quebrar \u00e9 o de que a emerg\u00eancia clim\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grave&#8221;| Yara Moretto"},"content":{"rendered":"<p>Ao aceitar o convite da <em>Future Earth International\u00a0<\/em>para participar da Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre as Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas de 2025 (COP 30), a professora Yara Moretto tamb\u00e9m abra\u00e7ou um desafio: abordar os percal\u00e7os da gest\u00e3o h\u00eddrica para tomadores de decis\u00e3o ainda resistentes \u00e0s evid\u00eancias cient\u00edficas.<\/p>\n<p>\u00c0 frente do NAPI \u00c1guas, projeto financiado pela Funda\u00e7\u00e3o Arauc\u00e1ria, que re\u00fane especialistas em recursos h\u00eddricos para construir um banco de dados ambiental do Paran\u00e1, a docente da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) integrou um painel sobre resili\u00eancia h\u00eddrica no Sul Global.<\/p>\n<p>Graduada em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas pela Universidade Estadual de Maring\u00e1 (UEM), al\u00e9m de mestre e doutora em \u201cEcologia de Ambientes Aqu\u00e1ticos Continentais\u201d pela mesma institui\u00e7\u00e3o, Moretto foi diretora do Setor Palotina da UFPR e \u00e9 uma das principais pesquisadoras do Brasil em seu campo de investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nesta entrevista, ela relata sua participa\u00e7\u00e3o na confer\u00eancia global sediada em Bel\u00e9m (PA) e seus trabalhos mais recentes para compreender os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e apoiar a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas baseadas na natureza.<\/p>\n<p><strong>Um dos objetivos da COP 30 \u00e9 promover um di\u00e1logo entre cientistas e tomadores de decis\u00e3o do mundo todo. O que os l\u00edderes globais mais relutam em aceitar sobre a crise clim\u00e1tica?<\/strong><\/p>\n<p>Eu acho que os mitos mais fortes entre eles s\u00e3o de que a emerg\u00eancia clim\u00e1tica n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o grave, de que os eventos extremos est\u00e3o acontecendo esporadicamente ou, ainda, que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica n\u00e3o existe. A\u00ed a gente tenta rebater com a ci\u00eancia, dados do passado e o que tem acontecido. N\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o possamos produzir, ter industrializa\u00e7\u00e3o, mas o fato \u00e9 que isso foi e continua sendo totalmente desequilibrado. Esse \u00e9 o ponto-chave que a gente tem tentado trazer.<\/p>\n<p><strong>Sua \u00e1rea de estudo \u00e9 gest\u00e3o h\u00eddrica. Como temos gerido a \u00e1gua no Brasil e o que \u00e9 preciso melhorar?<\/strong><\/p>\n<p>A quest\u00e3o da \u00e1gua \u00e9 bastante importante. Se ouve falar muito em seguran\u00e7a h\u00eddrica justamente porque estamos ali num limiar de j\u00e1 entrar em n\u00edveis de inseguran\u00e7a. Tanto no contexto de quantidade quanto num contexto de qualidade. As fontes de polui\u00e7\u00e3o s\u00e3o imensas e os usos da \u00e1gua tamb\u00e9m s\u00e3o. Al\u00e9m disso, por conta das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, temos tido muita disparidade nos regimes de chuva.<\/p>\n<p><strong>Diante da dificuldade crescente de prever a dimens\u00e3o de desastres como as enchentes no Rio Grande do Sul, como podemos nos preparar melhor para eventos clim\u00e1ticos cada vez mais imprevis\u00edveis?<\/strong><\/p>\n<p>Temos trabalhado muito com modelagens, que consistem na utiliza\u00e7\u00e3o de dados do passado e da atualidade em proje\u00e7\u00f5es que v\u00e3o nos indicar qual \u00e9 o melhor caminho a seguir. Essas proje\u00e7\u00f5es t\u00eam mostrado que a gente precisa restaurar \u00e1reas de nascentes, vegeta\u00e7\u00e3o no entorno de rios e na sua amplitude correta.<\/p>\n<blockquote><p>Infelizmente, temos visto cada vez mais ataques a instrumentos importantes como o licenciamento ambiental, como foi proposto pela PL 2159\/21. Ent\u00e3o, a gente tem atuado no sentido de ser contra esse movimento, e promover a\u00e7\u00f5es que possam proteger o que ainda temos, pensando especialmente em restaura\u00e7\u00e3o das \u00e1reas do entorno que a gente chama de vegeta\u00e7\u00e3o rip\u00e1ria ou de mata ciliar, por exemplo.<\/p><\/blockquote>\n<p>Isso tudo para contribuir para a manuten\u00e7\u00e3o da qualidade e da quantidade de \u00e1gua. Nesse sentido, existe uma s\u00e9rie de solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza que podem ser aplicadas. A informa\u00e7\u00e3o existe. A gente s\u00f3 precisa que sejam aplicadas da melhor maneira a partir de pol\u00edticas p\u00fablicas e do envolvimento da sociedade civil organizada, empresas, ind\u00fastrias e agroneg\u00f3cio. Esse di\u00e1logo entre a academia e as outras esferas \u00e9 extremamente importante. Eu acho que isso \u00e9 uma das melhores coisas que acontecem em eventos t\u00e3o grandes como a COP, podemos fazer esse tipo de di\u00e1logo integrador.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 o maior problema da gest\u00e3o h\u00eddrica hoje?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil apontar um \u00fanico problema. N\u00e3o tem como falarmos de qualidade e quantidade de \u00e1gua sem que elas estejam unidas. Para que possamos fazer uso da \u00e1gua, ela precisa existir em quantidade e em qualidade. Porque se tenho quantidade de \u00e1gua, mas essa \u00e1gua n\u00e3o tem qualidade, aumentarei os custos com tratamento. Al\u00e9m disso, a longo prazo, a contamina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua pode ocasionar problemas de sa\u00fade p\u00fablica, uma vez que existem compostos que n\u00e3o s\u00e3o poss\u00edveis de retirar a partir do tratamento convencional. Ent\u00e3o, as duas coisas precisam andar juntas, tanto quantidade quanto qualidade, para que essa \u00e1gua seja suficiente para os nossos usos. E a\u00ed \u00e9 que eu acho que entra a quest\u00e3o do equil\u00edbrio, pois n\u00e3o estamos tendo equil\u00edbrio nos m\u00faltiplos usos da \u00e1gua, como apontam os \u00faltimos relat\u00f3rios da Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas e Saneamento B\u00e1sico (ANA).<\/p>\n<p>Estudos mostram que o principal uso da \u00e1gua hoje tem sido para a irriga\u00e7\u00e3o de culturas, do agroneg\u00f3cio, o que vem comprometendo nossa qualidade e quantidade h\u00eddrica. O grande problema \u00e9 que n\u00e3o estamos tendo \u00e1gua necess\u00e1ria para recompor os rios, os len\u00e7\u00f3is e os aqu\u00edferos, pois a demanda est\u00e1 maior que a capacidade de recarga. Soma-se a isso a falta de vegeta\u00e7\u00e3o e florestas, que contribui grandemente para o processo de infiltra\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, desregulando todo o ciclo hidrol\u00f3gico.<\/p>\n<p><strong>Como o ciclo da \u00e1gua deveria ocorrer e como nossas a\u00e7\u00f5es prejudicam essa din\u00e2mica?<\/strong><\/p>\n<p>O ciclo hidrol\u00f3gico envolve v\u00e1rias etapas. Uma \u00e1rvore absorve \u00e1gua da chuva, principalmente, atrav\u00e9s das suas ra\u00edzes e essa \u00e1gua tamb\u00e9m se infiltra no solo. Quando existem ra\u00edzes mais longas que conduzem essa \u00e1gua para camadas mais profundas, elas tamb\u00e9m ajudam a abastecer n\u00e3o s\u00f3 os len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos, mas tamb\u00e9m a facilitar o escoamento adequado por entre as part\u00edculas do solo. Al\u00e9m disso, devolvem \u00e1gua para a atmosfera atrav\u00e9s de transpira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando temos um ambiente sem vegeta\u00e7\u00e3o, o que perdemos \u00e9 justamente essa capacidade de infiltra\u00e7\u00e3o do solo e de transpira\u00e7\u00e3o. Falando aqui de forma muito geral e ampla, se n\u00e3o h\u00e1 vegeta\u00e7\u00e3o suficiente para permitir que a \u00e1gua infiltre, ela vai simplesmente escoar. Esse escoamento carrega \u00e1gua e sedimentos, que podem ser levados para ambientes aqu\u00e1ticos, estradas ou, at\u00e9 mesmo, impedir completamente a infiltra\u00e7\u00e3o, dependendo da compacta\u00e7\u00e3o daquele solo. Isso representa uma grande perda, porque a chuva n\u00e3o tem tempo de penetrar no solo; ela escoa rapidamente. \u00c0s vezes o solo est\u00e1 muito compactado, por diversos fatores, como pisoteio de gado, compacta\u00e7\u00e3o por \u00e1reas industriais, urbaniza\u00e7\u00e3o, e essa compacta\u00e7\u00e3o dificulta ainda mais a infiltra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote><p>Ent\u00e3o, o que esperamos de um ambiente com um ciclo eficiente \u00e9 que ele possa passar por todas as etapas. Falando apenas da \u00e1gua, sem entrar no contexto da libera\u00e7\u00e3o de outros compostos, o mais importante \u00e9 que muitas vezes esse ciclo n\u00e3o se completa justamente pela car\u00eancia de vegeta\u00e7\u00e3o ou porque a vegeta\u00e7\u00e3o existente n\u00e3o \u00e9 suficiente para absorver e permitir a infiltra\u00e7\u00e3o e os demais processos.<\/p><\/blockquote>\n<p>H\u00e1, por exemplo, substitui\u00e7\u00e3o de florestas nativas por \u00e1reas de gram\u00edneas ou de pastagem, cujos sistemas radiculares n\u00e3o s\u00e3o profundos o bastante para ajudar nesse processo. Existem v\u00e1rios impactos associados a isso. E, mesmo nas cidades, muitas vezes n\u00e3o h\u00e1 \u00e1reas que favore\u00e7am a infiltra\u00e7\u00e3o. Temos apenas superf\u00edcies imperme\u00e1veis. Faltam \u00e1reas com gramados ou estruturas perme\u00e1veis e vegeta\u00e7\u00e3o arb\u00f3rea. Ent\u00e3o, h\u00e1 essa aus\u00eancia de estruturas, tanto no ambiente urbano quanto no rural, dificultando que o ciclo seja completo e eficiente, como deveria ser. Nesse aspecto, as solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza s\u00e3o muito importantes.<\/p>\n<p>Quando falamos de qualidade, entra a quest\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o e todos os seus aspectos. A polui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m afeta essas din\u00e2micas: em ambientes extremamente polu\u00eddos, h\u00e1 um desequil\u00edbrio ambiental, biol\u00f3gico e qu\u00edmico, que interfere no ciclo. Compostos indevidos s\u00e3o liberados para a atmosfera ou permanecem na coluna d\u2019\u00e1gua. Em ambientes com alta carga org\u00e2nica, j\u00e1 n\u00e3o existe o funcionamento adequado: o fitopl\u00e2ncton pode se tornar ausente ou, ao contr\u00e1rio, ocorre crescimento excessivo de algas t\u00f3xicas, inclusive \u00e0 sa\u00fade humana. Tudo isso gera desequil\u00edbrio que afeta a qualidade da \u00e1gua e, diretamente, tamb\u00e9m a quantidade.<\/p>\n<p><strong>Onde est\u00e3o os principais focos de inefici\u00eancia na gest\u00e3o h\u00eddrica no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o tenho dados para apontar os maiores focos, mas se a gente for considerar o que v\u00ea de not\u00edcias, temos, por exemplo, cidades como S\u00e3o Paulo, que sempre s\u00e3o alvo de enchentes. E eu acho que S\u00e3o Paulo \u00e9 o nosso exemplo mais gritante por conta da forma como foi constru\u00edda e de cuidados que n\u00e3o foram tomados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 drenagem.<\/p>\n<p><strong>Entre 2000 e 2010 houve avan\u00e7os importantes no acesso \u00e0 \u00e1gua no Brasil. Como voc\u00ea avalia esse progresso?<\/strong><\/p>\n<p>A gente observa que muitas pessoas passaram a ter acesso \u00e0 \u00e1gua por meio de programas sociais em regi\u00f5es como o Nordeste. A \u00fanica coisa que precisamos ter \u00e9 um pouco de cuidado quando falamos dessa quest\u00e3o, para que esse acesso considere o aspecto ambiental. Sempre haver\u00e1 impacto, mas \u00e9 necess\u00e1rio que existam medidas de mitiga\u00e7\u00e3o e compensa\u00e7\u00e3o eficientes.<\/p>\n<p>Aqui no Brasil, a gente pode falar de empreendimentos que foram constru\u00eddos sem o devido licenciamento e sem estudos de impacto ambiental, como usinas hidrel\u00e9tricas, especialmente as mais antigas. Temos, por exemplo, todo o contexto de Itaipu. Hoje, a gente observa que existem muitos programas ambientais que trazem essa preocupa\u00e7\u00e3o com compensa\u00e7\u00e3o dos impactos, mas nem sempre foi assim.<\/p>\n<p>Podemos mencionar tamb\u00e9m a transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco, que \u00e9 um exemplo de empreendimento com um impacto grande. Ele trouxe benef\u00edcios sociais importantes, mas tamb\u00e9m gerou impactos negativos que poderiam ter sido mais bem conduzidos, com medidas ambientais mais adequadas para compensar e mitigar esses efeitos.<\/p>\n<p>E podemos falar de uma s\u00e9rie de outros empreendimentos, especialmente na \u00e1rea de minera\u00e7\u00e3o, que muitas vezes n\u00e3o cuidam devidamente da quest\u00e3o dos impactos gerados, nem da manuten\u00e7\u00e3o das estruturas de efluentes. Os casos de Brumadinho e Mariana s\u00e3o exemplos inevit\u00e1veis quando falamos desses impactos. A atua\u00e7\u00e3o das mineradoras n\u00e3o recebeu a aten\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria na manuten\u00e7\u00e3o das represas, e isso levou, inclusive, a mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o sobre a forma de disposi\u00e7\u00e3o dos rejeitos, para que hoje possam ser melhor acondicionados. Ent\u00e3o, a hist\u00f3ria nos traz muitos exemplos de a\u00e7\u00f5es que n\u00e3o podemos repetir.<\/p>\n<p><strong>Poderia contar um pouco da sua atua\u00e7\u00e3o no NAPI \u00c1guas e como ele contribui com toda essa problem\u00e1tica?<\/strong><\/p>\n<p>O NAPI \u00c1guas foi fundado em 2021, e eu estou ali como articuladora e coordenadora geral desde ent\u00e3o. Estamos finalizando o primeiro projeto, que trouxe indicadores e \u00edndices de vulnerabilidade \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas para quatro setores estrat\u00e9gicos no estado do Paran\u00e1. A gente trabalha com ecossistemas e servi\u00e7os ecossist\u00eamicos, principalmente focados em bacias hidrogr\u00e1ficas, com indicadores biol\u00f3gicos para esses servi\u00e7os. Tamb\u00e9m desenvolvemos \u00edndices para a regi\u00e3o litor\u00e2nea, para a \u00e1rea da sa\u00fade e para o sistema de transporte.<\/p>\n<p>Em cada um desses setores, identificamos \u00e1reas vulner\u00e1veis e em risco diante de eventos extremos no estado do Paran\u00e1. Estamos constituindo um banco de dados que j\u00e1 est\u00e1 quase finalizado, e ele ficar\u00e1 dispon\u00edvel em uma plataforma hospedada pelo Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paran\u00e1), autarquia estadual que monitora e prev\u00ea fen\u00f4menos clim\u00e1ticos, ambientais e meteorol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>O Simepar vai hospedar esse banco de dados, e os pesquisadores poder\u00e3o acessar as informa\u00e7\u00f5es ali reunidas como dados relacionados \u00e0s bacias hidrogr\u00e1ficas, \u00e0s cidades, \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 regi\u00e3o litor\u00e2nea. Assim, ser\u00e1 poss\u00edvel identificar quais cidades est\u00e3o mais suscet\u00edveis a eventos extremos e quais estrat\u00e9gias podem ser adotadas pelo governo do estado para reduzir a vulnerabilidade dessas \u00e1reas.<\/p>\n<blockquote><p>A partir dessas informa\u00e7\u00f5es, espera-se a cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que possam melhorar todo esse contexto que est\u00e1 sendo apontado pelo projeto. Nossa inten\u00e7\u00e3o \u00e9 entregar o relat\u00f3rio final no in\u00edcio do pr\u00f3ximo ano e, ent\u00e3o, j\u00e1 iniciar um novo projeto.<\/p><\/blockquote>\n<p>Estamos em negocia\u00e7\u00e3o com a Funda\u00e7\u00e3o Arauc\u00e1ria e com a Sanepar, companhia de saneamento do Paran\u00e1, para come\u00e7ar essa nova fase, integrando v\u00e1rias universidades p\u00fablicas, al\u00e9m de parcerias privadas e com institutos de pesquisa.Esse novo projeto ser\u00e1 maior e focado n\u00e3o s\u00f3 na emerg\u00eancia e nas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, mas tamb\u00e9m na seguran\u00e7a h\u00eddrica, na avalia\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos da \u00e1gua e em quest\u00f5es de qualidade da \u00e1gua.<\/p>\n<p><strong>Ao conversar com pesquisadores de diversos pa\u00edses, que desafios se mostraram particulares ao Paran\u00e1 e quais se repetem em diferentes regi\u00f5es do Brasil e do mundo?<\/strong><\/p>\n<p>O que a gente ouviu muito nas palestras e com os pesquisadores com quem conversei foi sobre a quest\u00e3o do desmatamento e dos combust\u00edveis f\u00f3sseis. A gente precisa mudar nossa matriz energ\u00e9tica, porque os combust\u00edveis f\u00f3sseis s\u00e3o os principais respons\u00e1veis pelas grandes emiss\u00f5es de CO\u2082 no mundo. N\u00e3o tem como continuarmos com essa matriz do jeito que est\u00e1.<\/p>\n<blockquote><p>O ponto principal, que \u00e9 uma \u201cdor\u201d para todos, \u00e9 que os pa\u00edses desenvolvidos muitas vezes n\u00e3o querem investir em pa\u00edses como o Brasil para que possamos ter uma transi\u00e7\u00e3o mais f\u00e1cil para fontes renov\u00e1veis. O fato \u00e9 que, se isso n\u00e3o acontecer, estamos caminhando para situa\u00e7\u00f5es muito complexas em termos ambientais, com cat\u00e1strofes cada vez mais recorrentes. Ent\u00e3o, a pergunta que fa\u00e7o \u00e9: n\u00e3o seria melhor investir em preven\u00e7\u00e3o, em vez de lidar depois com os danos causados por cat\u00e1strofes? Certamente essa conta sair\u00e1 mais cara.<\/p><\/blockquote>\n<p>Muitas vezes, o gasto necess\u00e1rio para preven\u00e7\u00e3o, como mudan\u00e7a da matriz energ\u00e9tica, reflorestamento e restaura\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, \u00e9 muito menor do que o gasto com os impactos da emerg\u00eancia clim\u00e1tica, como destrui\u00e7\u00e3o de cidades e perda de vidas. Ent\u00e3o, isso n\u00e3o est\u00e1 sendo colocado de forma direta e equilibrada na balan\u00e7a: se voc\u00ea n\u00e3o gasta agora, ter\u00e1 que gastar depois para reconstruir o que foi perdido.<\/p>\n<p><strong>Que contribui\u00e7\u00f5es sua fala levou para o evento e que aprendizados voc\u00ea trouxe?<\/strong><\/p>\n<p>Eu acho que as nossas falas, enquanto palavras de pesquisadores, contribu\u00edram muito nesse contexto de apoio \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o das florestas, de combate ao desmatamento, e tamb\u00e9m em mostrar, de forma cient\u00edfica, para os tomadores de decis\u00e3o, que isso precisa acontecer rapidamente.<\/p>\n<blockquote><p>Para mim, foi tamb\u00e9m muito importante observar a forma como os povos ind\u00edgenas lidam com a natureza, respeitam todas as formas de vida e preservam sua cultura. E \u00e9 isso que precisamos valorizar: garantir que eles continuem tendo o espa\u00e7o necess\u00e1rio para desenvolver sua cultura. Esse respeito \u00e9 o m\u00ednimo que eles merecem, assim como o direito \u00e0s suas terras e \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o de suas tradi\u00e7\u00f5es. Essa experi\u00eancia, para mim, ficou ainda mais forte por conta do contato direto com eles durante o evento.<\/p><\/blockquote>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 importante refor\u00e7ar a necessidade de que, enquanto pesquisadores, continuemos tendo o apoio das funda\u00e7\u00f5es e das nossas institui\u00e7\u00f5es para desenvolver pesquisas que contribuam, inclusive, para a forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica. Esse \u00e9, eu acredito, nosso principal papel enquanto professores e pesquisadores.<\/p>\n<p>Nosso trabalho envolve muitos alunos, acad\u00eamicos em diferentes n\u00edveis, e a partir dessa participa\u00e7\u00e3o conseguimos desenvolver pesquisas de forma colaborativa. A maior parte dos financiamentos \u00e9 direcionada justamente para os acad\u00eamicos, para que possam desenvolver suas atividades de pesquisa e sua forma\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 extremamente importante no papel das nossas universidades p\u00fablicas.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: right\">\u2795 Conhe\u00e7a o projeto <a href=\"https:\/\/www.iaraucaria.pr.gov.br\/napi-aguas\/\">NAPI \u00c1guas, coordenado pela professora Yara Moretto<\/a><\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao aceitar o convite da Future Earth International\u00a0para participar da Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre as Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas de 2025&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2822,"featured_media":27705,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":"","fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false},"categories":[2826,1614,1131,1128],"tags":[2607,2829,2827,2224,1756],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>&quot;O mito mais dif\u00edcil de quebrar \u00e9 o de que a emerg\u00eancia clim\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grave&quot;| Yara Moretto - 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