{"id":27030,"date":"2025-08-18T07:44:39","date_gmt":"2025-08-18T10:44:39","guid":{"rendered":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/?p=27030"},"modified":"2025-09-07T13:15:26","modified_gmt":"2025-09-07T16:15:26","slug":"mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas empurram abelhas sul-americanas para o Sul"},"content":{"rendered":"<p>Para onde ir\u00e3o as abelhas com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas? Esta foi a pergunta que guiou uma pesquisa na Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) que buscou compreender como as altera\u00e7\u00f5es nos padr\u00f5es clim\u00e1ticos poder\u00e1 afetar a distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica destes insetos. Algumas esp\u00e9cies do sudeste da Am\u00e9rica do Sul podem deixar o Norte, onde em geral \u00e9 mais calor, e se deslocar para o Sul do continente.<\/p>\n<p>O estudo \u00e9 fruto da disserta\u00e7\u00e3o de mestrado em Entomologia (estudo cient\u00edfico dos insetos) do bi\u00f3logo Felipe Walter Pereira sob orienta\u00e7\u00e3o do professor Rodrigo Barbosa Gon\u00e7alves, do Departamento de Zoologia da UFPR. Os pesquisadores selecionaram 18 esp\u00e9cies de abelhas de uma das regi\u00f5es mais diversas do mundo e usaram proje\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas computacionais para o ano de 2050, para identificar os poss\u00edveis efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas na distribui\u00e7\u00e3o desses insetos.<\/p>\n<p>De acordo com Pereira, com o aumento das emiss\u00f5es de carbono e das consequentes mudan\u00e7as de temperatura e precipita\u00e7\u00e3o do planeta como um todo, essas esp\u00e9cies tendem a perder a parte mais ao norte do seu limite de distribui\u00e7\u00e3o, porque essa regi\u00e3o deve ficar mais quente do que \u00e9 atualmente.<\/p>\n<h5><strong>GALERIA <span style=\"color: #cf6766;\">|<\/span><\/strong> Diversidade afetada pelas mudan\u00e7as no clima<br \/>\n<\/h5>\n<p>\u201cEsta parte Norte vai deixar de ser adequada, porque vai estar mais quente do que ela pode tolerar. As popula\u00e7\u00f5es de abelhas devem deixar de ocorrer nesse limite norte, havendo uma regi\u00e3o de estabilidade \u2018no meio\u2019 e ganhos de coloniza\u00e7\u00e3o ao sul. Isso porque as esp\u00e9cies v\u00e3o tender a acompanhar seus requerimentos clim\u00e1ticos\u201d, explica.<\/p>\n<p>\u201cEnt\u00e3o, hoje \u00e9 onde o clima \u00e9 adequado para certa esp\u00e9cie, no futuro, com o aquecimento global, essa regi\u00e3o vai estar um pouquinho mais ao Sul. Ou seja, s\u00e3o esperados eventos de coloniza\u00e7\u00e3o e de migra\u00e7\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o ao sul\u201d.<\/p>\n<p>O professor Rodrigo Gon\u00e7alves conta que, para o trabalho, eles fizeram a sele\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies que vivem no Sudeste da Am\u00e9rica do Sul (Argentina, Uruguai e estados do sul do Brasil), por serem adaptadas a climas mais amenos. Tamb\u00e9m foram escolhidas esp\u00e9cies com modos de vida e comportamentos sociais diferentes para entender como cada uma pode reagir \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>\u201cA partir dos registros de ocorr\u00eancia de cada esp\u00e9cie, identificamos quais vari\u00e1veis ambientais definem seu nicho, ou seja, as condi\u00e7\u00f5es ideais para sua sobreviv\u00eancia hoje. Com base nessas informa\u00e7\u00f5es, usamos modelos para prever como essas condi\u00e7\u00f5es v\u00e3o mudar no futuro e, assim, estimar quais \u00e1reas continuar\u00e3o adequadas e quais ser\u00e3o perdidas. Comparando esses cen\u00e1rios, conseguimos prever deslocamentos ou redu\u00e7\u00e3o na distribui\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Embora o estudo necessite trabalhos de campo de longo prazo para a confirma\u00e7\u00e3o do deslocamento para o sul, h\u00e1 evid\u00eancias de algumas esp\u00e9cies que deixaram de aparecer em algumas regi\u00f5es devido ao clima.<\/p>\n<figure id=\"attachment_27029\" aria-describedby=\"caption-attachment-27029\" style=\"width: 420px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/info-abelhas-ao-sul.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-27029\" src=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/info-abelhas-ao-sul.png\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"1200\" srcset=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/info-abelhas-ao-sul.png 420w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/info-abelhas-ao-sul-105x300.png 105w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/info-abelhas-ao-sul-358x1024.png 358w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/info-abelhas-ao-sul-150x429.png 150w\" sizes=\"(max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-27029\" class=\"wp-caption-text\">(Clique para ampliar | <a href=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/info-abelhas-ao-sul.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Baixe em pdf<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00c9 o caso da <em>Bombus bellicosus<\/em>, uma abelha das conhecidas popularmente como mamangava que era muito comum na regi\u00e3o de Curitiba nos anos 1960. Desde a d\u00e9cada de 90, esta esp\u00e9cie n\u00e3o ocorre mais na cidade, e atualmente seu limite norte \u00e9 na regi\u00e3o do munic\u00edpio de Palmas, no sul do Paran\u00e1. Este fen\u00f4meno foi observado pela pesquisadora Aline Cristina Martins e pelo professor Gabriel Augusto Rodrigues de Melo, da UFPR.<\/p>\n<p>\u201cEles constataram que as extin\u00e7\u00f5es locais da esp\u00e9cie se deram \u00e0s recentes mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e \u00e0 intensa mudan\u00e7a no uso do solo e na paisagem, com a destrui\u00e7\u00e3o dos campos sulinos para dar lugar \u00e0s monoculturas e cria\u00e7\u00f5es de gado\u201d, conta Felipe Pereira.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da disserta\u00e7\u00e3o de mestrado, o pesquisador tratou do tema no artigo \u201cAbelhas viajando para o sul: mudan\u00e7as de alcance induzidas pelo clima e perdas de habitat adequado no Sudeste dos neotr\u00f3picos\u201d, publicado pela revista Journal of Biogeography, que tem entre os coautores os professores Rodrigo Gon\u00e7alves, Gabriel Melo e Maur\u00edcio Osvaldo Moura, tamb\u00e9m da Universidade Federal do Paran\u00e1.<\/p>\n<h2>Como foi feita a sele\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies<\/h2>\n<p>O sudeste da Am\u00e9rica do Sul possui uma variedade muito grande de abelhas: s\u00e3o centenas de esp\u00e9cies na regi\u00e3o. Mas para a pesquisa sobre o impacto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, Felipe Pereira selecionou 18 esp\u00e9cies. Um dos motivos para a sele\u00e7\u00e3o \u00e9 que, para se construir modelos computacionais de predi\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas de distribui\u00e7\u00f5es de esp\u00e9cies, \u00e9 necess\u00e1rio que os pesquisadores tenham um conhecimento amplo sobre onde elas est\u00e3o, ou seja, as abelhas selecionadas precisam ser bem conhecidas. Este n\u00e3o \u00e9 o caso da maioria dos insetos, que possuem uma variedade muito grande.<\/p>\n<p>\u201cDessa maneira, a gente escolheu esp\u00e9cies com trabalhos j\u00e1 feitos por especialistas em taxonomia, com uma extensiva coleta na regi\u00e3o. Assim tivemos confian\u00e7a de onde a esp\u00e9cie est\u00e1 e onde ela n\u00e3o est\u00e1, o que nos permitiu construir modelos preditivos com uma certa for\u00e7a de predi\u00e7\u00e3o que torne esses modelos confi\u00e1veis\u201d, explica Pereira.<\/p>\n<p>Um outro fator para uma amostragem aparentemente baixa para a pesquisa \u00e9 que o pesquisador buscou representar a fauna de abelhas na regi\u00e3o. Como n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer predi\u00e7\u00f5es para centenas de esp\u00e9cies, foram escolhidas abelhas com linhagens diferentes, que possuem atributos variados, representando assim as caracter\u00edsticas conhecidas das abelhas e n\u00e3o s\u00f3 apenas um grupo.<\/p>\n<p>\u201cA gente poderia ter feito um estudo s\u00f3 com abelhas-sem-ferr\u00e3o, por exemplo, que \u00e9 um grupo evolutivo \u00fanico que daria uma resposta. N\u00e3o fizemos isso: tivemos, entre outras, representantes de abelhas-sem-ferr\u00e3o, representantes de mamangavas, representantes de abelhas solit\u00e1rias e abelhas sociais\u201d, afirma o pesquisador.<\/p>\n<p>Para a sele\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies que representasse essa fauna de abelhas, Felipe Pereira contou com a colabora\u00e7\u00e3o do professor Gabriel Augusto Rodrigues de Melo, um dos maiores especialistas em taxonomia de abelhas do mundo. Melo fez a consultoria das esp\u00e9cies que seriam interessantes para serem analisadas, fazendo o recorte amostral.<\/p>\n<p>\u201cTinha uma quest\u00e3o de sabermos se havia uma boa quantidade de distribui\u00e7\u00e3o de cada uma dessas esp\u00e9cies. Porque, para fazer essas proje\u00e7\u00f5es, precisamos ter material, ou seja, os pontos de ocorr\u00eancia. N\u00e3o ter\u00edamos respostas sobre uma esp\u00e9cie extremamente rara, onde s\u00f3 a conhecemos de um ou dois locais diferentes\u201d, explica. \u201cTemos que trabalhar com esp\u00e9cies que t\u00eam uma quantidade razo\u00e1vel de material que foi coletado, que tem registro\u201d.<\/p>\n<p>O registro de onde esses esp\u00e9cimes se encontram distribu\u00eddos consta na Cole\u00e7\u00e3o Entomol\u00f3gica Pe. Jesus Santiago Moure (DZUP) da UFPR, em Curitiba, que possui a maior cole\u00e7\u00e3o de abelhas da Am\u00e9rica Latina. Na d\u00e9cada de 1940, o entom\u00f3logo Padre Moure criou na universidade um grupo de pesquisas em abelhas e, desde ent\u00e3o, ao longo das d\u00e9cadas, dezenas de pesquisadores foram acrescentando informa\u00e7\u00f5es sobre as abelhas da regi\u00e3o, incluindo dados sobre as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas do habitat das esp\u00e9cies. Gabriel Melo explica como ocorre essa coleta de informa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>\u201cPegamos os pontos de ocorr\u00eancia de uma esp\u00e9cie, como se fosse uma quadr\u00edcula no mapa, e a partir disso buscamos uma s\u00e9rie de atributos relacionados ao clima. Ent\u00e3o olhamos, por exemplo, a precipita\u00e7\u00e3o m\u00e9dia dos locais que essa esp\u00e9cie ocorre, a temperatura m\u00e9dia anual, a temperatura m\u00e9dia do m\u00eas mais quente, temperatura m\u00e9dia do m\u00eas mais frio, precipita\u00e7\u00e3o anual&#8230; v\u00e1rios atributos clim\u00e1ticos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quela quadr\u00edcula onde tem um ponto da esp\u00e9cie. Depois, pegamos o somat\u00f3rio de todas as quadr\u00edculas que a esp\u00e9cie foi encontrada e temos algo como uma m\u00e9dia\u201d.<\/p>\n<p>A partir desta m\u00e9dia, s\u00e3o feitas as proje\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas para o futuro:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cDesta forma, por exemplo, a quadr\u00edcula que hoje tem uma temperatura m\u00e9dia, com o aquecimento essa temperatura vai aumentar. E esse aumento pode fazer com que aquela esp\u00e9cie fuja daquele intervalo que ela vive. Se ficou quente, ela n\u00e3o vai conseguir sobreviver ali, porque ela s\u00f3 sobrevive nas quadr\u00edculas cuja temperatura m\u00e9dia \u00e9 tal\u201d, explica o docente.<\/p><\/blockquote>\n<h2>Abelhas podem perder seu limite de distribui\u00e7\u00e3o em 2050<\/h2>\n<p>Apesar de cada esp\u00e9cie ter sua pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica adequada para sobreviver em determinado local (chamada nicho clim\u00e1tico), de modo geral as abelhas s\u00e3o insetos que preferem climas mais amenos, em ambientes mais secos, e s\u00e3o mais diversas em locais de campos abertos. Al\u00e9m disso, s\u00e3o seres ectot\u00e9rmicos, ou seja, sua temperatura corporal \u00e9 influenciada pela temperatura do ambiente, o que pode fazer com que estes insetos n\u00e3o resistam \u00e0s temperaturas mais altas.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 trabalhos tentando ver como que a temperatura pode influenciar a sobreviv\u00eancia das abelhas. Registros acima dos 40 graus j\u00e1 come\u00e7am a afet\u00e1-las de forma que pode ter uma mortalidade muito grande. Varia muito de esp\u00e9cie para esp\u00e9cie, mas tem essa rela\u00e7\u00e3o de que se o planeta aquecer muito, como est\u00e1 acontecendo esse aquecimento global generalizado, pode levar a um aumento na taxa de mortalidade. A parte fisiol\u00f3gica delas fica comprometida e pode ser que elas morram sem conseguir se reproduzir\u201d, explica Felipe Pereira.<\/p>\n<p>Considerando estes fatores, os pesquisadores buscaram testar a hip\u00f3tese de que, com o aquecimento global, as abelhas devem buscar locais mais adequados e podem desaparecer de \u00e1reas que se tornaram menos favor\u00e1veis. Para isso, um dos primeiros passos foi construir modelos de nichos ecol\u00f3gicos para encontrar as \u00e1reas climaticamente favor\u00e1veis para as esp\u00e9cies no presente.<\/p>\n<p>\u201cO nicho ecol\u00f3gico \u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o no ambiente em que as popula\u00e7\u00f5es s\u00e3o vi\u00e1veis, e cada grupo de esp\u00e9cies tem alguns fatores que s\u00e3o importantes. Para as abelhas, por exemplo, a temperatura, a umidade relativa e porcentagem de floresta s\u00e3o relevantes\u201d, afirma Mauricio Moura, docente da UFPR e coautor do trabalho.<\/p>\n<p>Os modelos de nicho ecol\u00f3gico criados foram projetados para 2050, utilizando um cen\u00e1rio definido pelo Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC, da sigla em l\u00edngua inglesa). Estes cen\u00e1rios representam previs\u00f5es de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas futuras com base em diferentes n\u00edveis de emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, avaliando o que os governos est\u00e3o fazendo para combater o problema e apresentando dados sobre temperatura, umidade e eventos extremos. No estudo sobre as abelhas, os pesquisadores selecionaram o cen\u00e1rio pessimista SSP585, que apresenta maiores emiss\u00f5es de carbono e a\u00e7\u00f5es nulas ou limitadas para a mitiga\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>\u201cPara realizar este trabalho, temos determinadas as posi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas das esp\u00e9cies em latitude e longitude. Fazemos v\u00e1rias perguntas com as vari\u00e1veis clim\u00e1ticas, encontrando as caracter\u00edsticas do ambiente que s\u00e3o importantes para as abelhas. Com isso, temos um recorte de condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis para aquela abelha de hoje\u201d, afirma Moura. \u201cEnt\u00e3o, entramos com o cen\u00e1rio futuro e perguntamos: \u2018Onde essas condi\u00e7\u00f5es v\u00e3o ocorrer no pr\u00f3ximo cen\u00e1rio?\u2019 Os modelos computacionais v\u00e3o nos dizer, por exemplo, que essas condi\u00e7\u00f5es v\u00e3o acontecer 20 graus para baixo. Assim caracterizamos um deslocamento de \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A pesquisa concluiu que o padr\u00e3o de deslocamento para o sul foi observado em todas as 18 esp\u00e9cies analisadas, mas tamb\u00e9m foi identificado que as esp\u00e9cies de abelhas eussociais da regi\u00e3o podem ser mais afetadas pela perda de \u00e1reas adequadas para a sobreviv\u00eancia do que as esp\u00e9cies solit\u00e1rias. O artigo refor\u00e7a que, al\u00e9m do clima, mudan\u00e7as no habitat e particularidades comportamentais das abelhas podem tamb\u00e9m influenciar na vulnerabilidade dos insetos.<\/p>\n<h2>Pol\u00edticas p\u00fablicas para preservar habitat previnem contra perdas de distribui\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>O estudo tamb\u00e9m destacou a import\u00e2ncia da conserva\u00e7\u00e3o dos habitats das abelhas para garantir a preserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, al\u00e9m da mitiga\u00e7\u00e3o dos efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Segundo Felipe Pereira, o artigo refor\u00e7a que devem ser feitas estrat\u00e9gias de conserva\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o pesquisada, especialmente em rela\u00e7\u00e3o aos campos sulinos \u2013 ambientes muito vulner\u00e1veis e geralmente negligenciados em a\u00e7\u00f5es de preserva\u00e7\u00e3o. Para o pesquisador, as proje\u00e7\u00f5es podem auxiliar a delinear as regi\u00f5es que seriam priorit\u00e1rias para conserva\u00e7\u00e3o das abelhas no futuro.<\/p>\n<p>\u201cEssa vegeta\u00e7\u00e3o de campo muitas vezes \u00e9 interpretada como sendo apenas \u2018um mato\u2019 pelos leigos ou por aqueles que t\u00eam o recurso financeiro para modificar a paisagem. \u00c9 muito mais f\u00e1cil destruir os campos do que a floresta, por exemplo\u201d, opina. &#8220;Ent\u00e3o, n\u00e3o adianta o clima em termos de precipita\u00e7\u00e3o e temperatura estar adequado, se a gente n\u00e3o tem recursos florais para as abelhas usarem, ou solo exposto e cavidades em madeira para as abelhas constru\u00edrem ninhos. Se isso n\u00e3o existir, n\u00e3o adianta de nada o clima ser bom\u201d.<\/p>\n<p>Pereira conclui que a ideia desta e outras pesquisas sobre as abelhas \u00e9 juntar vozes para fortalecer a luta pela mitiga\u00e7\u00e3o dos problemas acarretados pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>\u201cExistem cen\u00e1rios futuros, e um deles \u00e9 n\u00f3s pararmos ou controlarmos ao m\u00e1ximo a emiss\u00e3o de g\u00e1s de efeito estufa, mudar nosso padr\u00e3o de consumo\u201d, afirma. \u201cN\u00f3s usamos essas vozes de conserva\u00e7\u00e3o para pensarmos em cen\u00e1rios futuros adequados para produ\u00e7\u00e3o de alimentos, para o bem-estar, para simplesmente a gente ter um planeta habit\u00e1vel nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas\u201d.<\/p>\n<h2>Labe-UFPR busca conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a diversidade das abelhas<\/h2>\n<p>Outros estudos que refor\u00e7am a necessidade de preserva\u00e7\u00e3o das abelhas s\u00e3o desenvolvidos no Laborat\u00f3rio de Abelhas da UFPR (Labe). O grupo \u00e9 coordenado pelo professor Rodrigo Barbosa Gon\u00e7alves, <a href=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/a-maioria-das-abelhas-nao-e-como-pensamos-e-essas-sao-as-mais-ameacadas-rodrigo-goncalves\/\">que lan\u00e7ou no ano passado um livro como forma de aumentar a compreens\u00e3o sobre estes insetos<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cAs abelhas s\u00e3o essenciais para a poliniza\u00e7\u00e3o de plantas nativas e cultivadas, garantindo tanto a biodiversidade quanto a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Al\u00e9m disso, algumas esp\u00e9cies s\u00e3o criadas para a produ\u00e7\u00e3o de mel ou por hobby, o que desperta mais interesse no tema. A crescente popularidade das abelhas pode ser uma oportunidade para conscientizar a sociedade sobre a import\u00e2ncia da conserva\u00e7\u00e3o da natureza\u201d, diz o docente.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: right;\"><span class=\"TextRun SCXW24992751 BCX0\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun SCXW24992751 BCX0\">\u2795 <\/span><\/span><span class=\"TextRun SCXW24992751 BCX0\" lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun SCXW24992751 BCX0\">Leia o <\/span><span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW24992751 BCX0\">artigo<\/span><a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/epdf\/10.1111\/jbi.14989\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span class=\"NormalTextRun SCXW24992751 BCX0\"> \u201cBees travelling south: Climate-induced range shifts and suitable habitat losses in south-eastern neotropics<\/span><\/a><span class=\"NormalTextRun SCXW24992751 BCX0\">\u201d,<\/span> <span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW24992751 BCX0\">publicado<\/span><span class=\"NormalTextRun SCXW24992751 BCX0\"> no <em>Journal of Biogeography<\/em><\/span><\/span><em><span class=\"EOP SCXW24992751 BCX0\" data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/em><\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para onde ir\u00e3o as abelhas com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas? Esta foi a pergunta que guiou uma pesquisa na Universidade Federal&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2824,"featured_media":27046,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":"","fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false},"categories":[1608,1622,2186,1612,2202],"tags":[2607,2139,2140,1669,1670,2737,2736,2711,1665],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas empurram abelhas sul-americanas para o Sul - Ci\u00eancia UFPR<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Proje\u00e7\u00e3o desenvolvida no Laborat\u00f3rio de Abelhas da UFPR mostra perda de \u00e1rea adequada para esp\u00e9cies j\u00e1 em 2050.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas empurram abelhas sul-americanas para o Sul - Ci\u00eancia UFPR\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Proje\u00e7\u00e3o desenvolvida no Laborat\u00f3rio de Abelhas da UFPR mostra perda de \u00e1rea adequada para esp\u00e9cies j\u00e1 em 2050.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Ci\u00eancia UFPR\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/cienciaufproficial\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2025-08-18T10:44:39+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-09-07T16:15:26+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Lithurgopsis-rufiventris-macho1.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"640\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"360\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Luana Lopes\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@cienciaufpr\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@cienciaufpr\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Luana Lopes\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"12 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/\"},\"author\":{\"name\":\"Luana Lopes\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#\/schema\/person\/d3d13e5ee270a290ea4848d669067803\"},\"headline\":\"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas empurram abelhas sul-americanas para o Sul\",\"datePublished\":\"2025-08-18T10:44:39+00:00\",\"dateModified\":\"2025-09-07T16:15:26+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/\"},\"wordCount\":2485,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Lithurgopsis-rufiventris-macho1.jpg\",\"keywords\":[\"2025\",\"crise clim\u00e1tica\",\"emerg\u00eancia clim\u00e1tica\",\"entomologia\",\"insetos\",\"IPCC\",\"Labe UFPR\",\"Laborat\u00f3rio de Abelhas\",\"zoologia\"],\"articleSection\":[\"Biol\u00f3gicas\",\"Galeria\",\"Infogr\u00e1fico\",\"Meio ambiente\",\"Not\u00edcia\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/\",\"url\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/\",\"name\":\"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas empurram abelhas sul-americanas para o Sul - Ci\u00eancia UFPR\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Lithurgopsis-rufiventris-macho1.jpg\",\"datePublished\":\"2025-08-18T10:44:39+00:00\",\"dateModified\":\"2025-09-07T16:15:26+00:00\",\"description\":\"Proje\u00e7\u00e3o desenvolvida no Laborat\u00f3rio de Abelhas da UFPR mostra perda de \u00e1rea adequada para esp\u00e9cies j\u00e1 em 2050.\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Lithurgopsis-rufiventris-macho1.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Lithurgopsis-rufiventris-macho1.jpg\",\"width\":640,\"height\":360,\"caption\":\"Dezoito esp\u00e9cies exclusivas do continente tiveram o comportamento projetado por pesquisadores. Na foto, uma Lithurgopsis rufiventris, esp\u00e9cie de abelha solit\u00e1ria. Fotos: Adriana Tiba e Julio Pupim\/Acervo Pessoal\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas empurram abelhas sul-americanas para o Sul\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#website\",\"url\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/\",\"name\":\"Ci\u00eancia UFPR\",\"description\":\"Site de temas cient\u00edficos com foco no conhecimento produzido na Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR). Baseado na Revista Ci\u00eancia UFPR.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#organization\",\"name\":\"Revista Ci\u00eancia UFPR\",\"url\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Revista-Ciencia-UFPR-vermelho.jpeg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Revista-Ciencia-UFPR-vermelho.jpeg\",\"width\":992,\"height\":714,\"caption\":\"Revista Ci\u00eancia UFPR\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/cienciaufproficial\",\"https:\/\/x.com\/cienciaufpr\",\"https:\/\/www.instagram.com\/revistacienciaufpr\/\",\"https:\/\/www.linkedin.com\/company\/cienciaufproficial\",\"https:\/\/br.pinterest.com\/cienciaufpr\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#\/schema\/person\/d3d13e5ee270a290ea4848d669067803\",\"name\":\"Luana Lopes\",\"description\":\"Formada em Jornalismo pela Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) e estudante de Letras Portugu\u00eas\/Espanhol na UEPG. Atualmente, trabalha como jornalista na UFPR.\",\"url\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/author\/luanalopes\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas empurram abelhas sul-americanas para o Sul - Ci\u00eancia UFPR","description":"Proje\u00e7\u00e3o desenvolvida no Laborat\u00f3rio de Abelhas da UFPR mostra perda de \u00e1rea adequada para esp\u00e9cies j\u00e1 em 2050.","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas empurram abelhas sul-americanas para o Sul - Ci\u00eancia UFPR","og_description":"Proje\u00e7\u00e3o desenvolvida no Laborat\u00f3rio de Abelhas da UFPR mostra perda de \u00e1rea adequada para esp\u00e9cies j\u00e1 em 2050.","og_url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/","og_site_name":"Ci\u00eancia UFPR","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/cienciaufproficial","article_published_time":"2025-08-18T10:44:39+00:00","article_modified_time":"2025-09-07T16:15:26+00:00","og_image":[{"width":640,"height":360,"url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Lithurgopsis-rufiventris-macho1.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Luana Lopes","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@cienciaufpr","twitter_site":"@cienciaufpr","twitter_misc":{"Escrito por":"Luana Lopes","Est. tempo de leitura":"12 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/"},"author":{"name":"Luana Lopes","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#\/schema\/person\/d3d13e5ee270a290ea4848d669067803"},"headline":"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas empurram abelhas sul-americanas para o Sul","datePublished":"2025-08-18T10:44:39+00:00","dateModified":"2025-09-07T16:15:26+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/"},"wordCount":2485,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Lithurgopsis-rufiventris-macho1.jpg","keywords":["2025","crise clim\u00e1tica","emerg\u00eancia clim\u00e1tica","entomologia","insetos","IPCC","Labe UFPR","Laborat\u00f3rio de Abelhas","zoologia"],"articleSection":["Biol\u00f3gicas","Galeria","Infogr\u00e1fico","Meio ambiente","Not\u00edcia"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/","url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/","name":"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas empurram abelhas sul-americanas para o Sul - Ci\u00eancia UFPR","isPartOf":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Lithurgopsis-rufiventris-macho1.jpg","datePublished":"2025-08-18T10:44:39+00:00","dateModified":"2025-09-07T16:15:26+00:00","description":"Proje\u00e7\u00e3o desenvolvida no Laborat\u00f3rio de Abelhas da UFPR mostra perda de \u00e1rea adequada para esp\u00e9cies j\u00e1 em 2050.","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/#primaryimage","url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Lithurgopsis-rufiventris-macho1.jpg","contentUrl":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Lithurgopsis-rufiventris-macho1.jpg","width":640,"height":360,"caption":"Dezoito esp\u00e9cies exclusivas do continente tiveram o comportamento projetado por pesquisadores. Na foto, uma Lithurgopsis rufiventris, esp\u00e9cie de abelha solit\u00e1ria. Fotos: Adriana Tiba e Julio Pupim\/Acervo Pessoal"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/mudancas-climaticas-empurram-abelhas-sul-americanas-mais-para-o-sul\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas empurram abelhas sul-americanas para o Sul"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#website","url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/","name":"Ci\u00eancia UFPR","description":"Site de temas cient\u00edficos com foco no conhecimento produzido na Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR). Baseado na Revista Ci\u00eancia UFPR.","publisher":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#organization","name":"Revista Ci\u00eancia UFPR","url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Revista-Ciencia-UFPR-vermelho.jpeg","contentUrl":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Revista-Ciencia-UFPR-vermelho.jpeg","width":992,"height":714,"caption":"Revista Ci\u00eancia UFPR"},"image":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/cienciaufproficial","https:\/\/x.com\/cienciaufpr","https:\/\/www.instagram.com\/revistacienciaufpr\/","https:\/\/www.linkedin.com\/company\/cienciaufproficial","https:\/\/br.pinterest.com\/cienciaufpr\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#\/schema\/person\/d3d13e5ee270a290ea4848d669067803","name":"Luana Lopes","description":"Formada em Jornalismo pela Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) e estudante de Letras Portugu\u00eas\/Espanhol na UEPG. Atualmente, trabalha como jornalista na UFPR.","url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/author\/luanalopes\/"}]}},"views":2442,"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Lithurgopsis-rufiventris-macho1.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27030"}],"collection":[{"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2824"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27030"}],"version-history":[{"count":20,"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27030\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27061,"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27030\/revisions\/27061"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27046"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27030"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27030"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27030"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}