{"id":26417,"date":"2025-04-07T04:39:18","date_gmt":"2025-04-07T07:39:18","guid":{"rendered":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/?p=26417"},"modified":"2025-04-14T14:39:52","modified_gmt":"2025-04-14T17:39:52","slug":"adolescentes-precisam-perceber-escola-e-familia-nao-como-adversarias-mas-fontes-legitimas-de-apoio-josafa-moreira-da-cunha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/adolescentes-precisam-perceber-escola-e-familia-nao-como-adversarias-mas-fontes-legitimas-de-apoio-josafa-moreira-da-cunha\/","title":{"rendered":"\u201cAdolescentes precisam perceber escola e fam\u00edlia n\u00e3o como advers\u00e1rias, mas fontes leg\u00edtimas de apoio\u201d | Josaf\u00e1 da Cunha"},"content":{"rendered":"<p>S\u00e3o os epis\u00f3dios tr\u00e1gicos, de ataques e mortes, que geralmente exp\u00f5em o debate necess\u00e1rio no Brasil sobre a conviv\u00eancia nos ambientes escolares. Sobral (CE), em 2022; Medianeira (PR), em 2018; Goi\u00e2nia, em 2017; e, o maior de todos, Realengo (Rio de Janeiro), em 2011, por exemplo, s\u00e3o comumente descritos tendo o bullying como elemento motivador, ao mesmo tempo que a seguran\u00e7a recebe mais espa\u00e7o do que a educa\u00e7\u00e3o nos discursos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Na contracorrente dessa rea\u00e7\u00e3o est\u00e1 o trabalho do professor e pesquisador Josaf\u00e1 Moreira da Cunha, do Setor de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR). Por meio do Laborat\u00f3rio Interagir, que coordena desde 2016, Cunha tem apoiado o desenvolvimento de estudos que reposicionam o papel da escola nos conflitos que a atingem.<\/p>\n<p>Assim, a escola se apresenta como um espa\u00e7o de aprendizado de conv\u00edvio, com conflitos inerentes a isso que se somam \u00e0s repercuss\u00f5es de viol\u00eancia da pr\u00f3pria sociedade. Logo, podem agir pela preven\u00e7\u00e3o, apresentando a conviv\u00eancia respeitosa \u00e0 sua comunidade direta e indireta, mas n\u00e3o est\u00e1 nelas a origem dos epis\u00f3dios que aterrorizam o pa\u00eds \u2014 bullying e ataques em escolas s\u00e3o problemas distintos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_26443\" aria-describedby=\"caption-attachment-26443\" style=\"width: 420px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/info-programadiga_cienciaufpr_g.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-26443 size-full\" src=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/info-programadiga_cienciaufpr_g-e1744028924954.jpg\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"1472\" srcset=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/info-programadiga_cienciaufpr_g-e1744028924954.jpg 420w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/info-programadiga_cienciaufpr_g-e1744028924954-86x300.jpg 86w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/info-programadiga_cienciaufpr_g-e1744028924954-292x1024.jpg 292w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/info-programadiga_cienciaufpr_g-e1744028924954-150x526.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-26443\" class=\"wp-caption-text\">(Clique para ampliar | <a href=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/info-programadiga_cienciaufpr_c.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Baixe em pdf<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Cunha estuda h\u00e1 mais de 15 anos a viol\u00eancia em ambiente escolar, seu tema de mestrado e doutorado em Psicologia, no N\u00facleo de An\u00e1lise do Comportamento (Nac) da UFPR. Sempre entendeu esse como um assunto que pede tamb\u00e9m propostas aos pesquisadores.<\/p>\n<p>A funda\u00e7\u00e3o do Interagir viabilizou as parcerias entre as pesquisas e os governos estadual e municipais no Paran\u00e1, expandindo as aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas da teoria. As propostas procuram encaixar o tema da conviv\u00eancia nas exig\u00eancias curriculares da educa\u00e7\u00e3o, integrando-os ao cotidiano escolar.<\/p>\n<p>&#8220;O trabalho socioemocional, que \u00e9 aprender a conviver, aprender a ser, aprender a ter boas rela\u00e7\u00f5es, faz parte j\u00e1 do trabalho pedag\u00f3gico\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a proposta da <a href=\"https:\/\/ufpr.br\/ufpr-coorganiza-campanha-nacional-de-convivencia-escolar-do-mec-veja-guias-orientativos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Campanha Nacional da Conviv\u00eancia Escolar<\/a>, a\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e do Interagir lan\u00e7ada neste m\u00eas, em alus\u00e3o ao Dia Nacional de Combate ao Bullying e \u00e0 Viol\u00eancia na Escola, nesta segunda-feira (7).<\/p>\n<p>Leia abaixo a entrevista concedida por ele \u00e0 revista <em>Ci\u00eancia UFPR<\/em>.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 diferen\u00e7as entre os problemas de conv\u00edvio e toler\u00e2ncia que as escolas p\u00fablicas e as privadas vivenciam?<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Josaf\u00e1 Moreira da Cunha <span style=\"color: #cf6777;\">|<\/span><\/strong> Essa pergunta tem duas facetas. A primeira \u00e9, ser\u00e1 que a manifesta\u00e7\u00e3o do que \u00e9 conviv\u00eancia, o que \u00e9, como se manifesta a toler\u00e2ncia, vai ser diferente nesses contextos ou outros? A princ\u00edpio n\u00e3o, se estivermos buscando, dentro e fora das escolas, uma conviv\u00eancia democr\u00e1tica, respeitosa e inclusiva.<\/p>\n<p>E, na verdade, esse deveria ser um objetivo da educa\u00e7\u00e3o, deveria n\u00e3o, esse \u00e9 um objetivo da educa\u00e7\u00e3o nacional. Se a gente olha documentos internacionais, como a pr\u00f3pria <a href=\"https:\/\/www.unicef.org\/brazil\/convencao-sobre-os-direitos-da-crianca\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Conven\u00e7\u00e3o Internacional dos Direitos da Crian\u00e7a<\/a>, que aponta a promo\u00e7\u00e3o do respeito como um dos objetivos da educa\u00e7\u00e3o. E isso, claro, vai afetar como a educa\u00e7\u00e3o no Brasil precisa ser pensada.<\/p>\n<p>Agora, para pensar diferen\u00e7as sobre como que isso vai se expressar, claro que, para entender esse processo, a gente precisa entender quem est\u00e1 envolvido, qual momento esse envolvimento est\u00e1 ocorrendo e, claro, em que lugar isso est\u00e1 ocorrendo. Embora as categorias de escolas p\u00fablica e privada sejam parte da din\u00e2mica, existem v\u00e1rios outros fatores que nos ajudam a compreender como as escolas est\u00e3o funcionando.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, talvez, ao inv\u00e9s de usar categorias generalistas e que simplificam uma quest\u00e3o que \u00e9 bastante complexa, talvez tentar entender melhor como a conviv\u00eancia est\u00e1 ocorrendo dentro de um determinado contexto escolar.<\/p>\n<p>Como essa escola est\u00e1, ou trabalhando, ou deixando de trabalhar, nas suas pr\u00e1ticas escolares, a promo\u00e7\u00e3o da toler\u00e2ncia e a melhoria da conviv\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>A educa\u00e7\u00e3o universal na Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 deveria prever ou seja, ter previsto, a prepara\u00e7\u00e3o do ambiente escolar para o conv\u00edvio de estudantes advindos de diferentes realidades, de minorias sociais, etc?<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>JFM <span style=\"color: #cf6777;\">|<\/span><\/strong> Nos seus princ\u00edpios gerais, a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 estabelece a promo\u00e7\u00e3o de uma sociedade democr\u00e1tica, pautada pela igualdade, pela dignidade humana e pelo respeito \u00e0 diversidade como pilares fundamentais. Esses princ\u00edpios est\u00e3o alinhados tamb\u00e9m com outros marcos normativos espec\u00edficos da educa\u00e7\u00e3o, como a Lei de Diretrizes e Bases, que refor\u00e7a explicitamente a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento integral dos estudantes.<\/p>\n<p>Esse desenvolvimento integral n\u00e3o se limita \u00e0s habilidades cognitivas, mas necessariamente inclui o aprendizado sobre a conviv\u00eancia. Conviver em uma sociedade democr\u00e1tica, plural e que valoriza suas diferen\u00e7as.<\/p>\n<blockquote><p>Nesse sentido, a escola tem a responsabilidade de estar preparada para promover uma conviv\u00eancia que seja inclusiva, respeitosa e que ultrapasse a mera aceita\u00e7\u00e3o do outro. Trata-se de reconhecer, valorizar e celebrar as diferen\u00e7as.<\/p><\/blockquote>\n<p>Portanto, o que temos \u00e9 uma lacuna entre o que estabelecem os princ\u00edpios constitucionais e educacionais, e a implementa\u00e7\u00e3o efetiva desses princ\u00edpios no cotidiano das escolas. O desafio, assim, \u00e9 fazer com que as pol\u00edticas p\u00fablicas, as pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas e a pr\u00f3pria din\u00e2mica escolar traduzam esses ideais em experi\u00eancias concretas de aprendizagem e conviv\u00eancia democr\u00e1tica.<\/p>\n<p><strong>Qual a din\u00e2mica que interliga a viol\u00eancia social e a escolar? No que o poder p\u00fablico poderia intervir? Pensando nisso, qual a expectativa para a Semana Nacional da Conviv\u00eancia Escolar?<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>JFM <span style=\"color: #cf6777;\">| <\/span><\/strong>A viol\u00eancia que ocorre na escola, indo e voltando da escola, ou relacionada de alguma maneira ao contexto escolar, est\u00e1 relacionada a aspectos sociais mais amplos. E podemos sim pensar em problemas que muitas vezes parecem intrat\u00e1veis como no caso da viol\u00eancia que acomete diversos contextos da nossa sociedade, e tamb\u00e9m a escola.<\/p>\n<p>Essas manifesta\u00e7\u00f5es podem estar relacionadas, por exemplo, \u00e0 conviv\u00eancia espec\u00edfica entre estudantes, \u00e0 forma como a pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o se organiza e tamb\u00e9m \u00e0 maneira como garante ou falha em garantir o acesso e perman\u00eancia de todos no ambiente escolar. Lembrando que qualquer limita\u00e7\u00e3o no acesso ao direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o \u00e9, por si s\u00f3, uma viola\u00e7\u00e3o de direitos.<\/p>\n<blockquote><p>Pensando nisso, um ponto de partida \u00e9 reconhecer que os conflitos v\u00e3o ocorrer. O papel da escola e do poder p\u00fablico n\u00e3o \u00e9 eliminar todo e qualquer conflito, mas sim promover uma cultura de conviv\u00eancia que permita lidar com eles de forma respeitosa, democr\u00e1tica e formativa.<\/p><\/blockquote>\n<p>A resposta do poder p\u00fablico pode e deve ocorrer por meio do apoio, suporte e promo\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es preventivas. Essas a\u00e7\u00f5es preventivas podem incluir atividades, recursos, servi\u00e7os de apoio e tamb\u00e9m a prepara\u00e7\u00e3o de protocolos espec\u00edficos, garantindo que esses servi\u00e7os estejam efetivamente acess\u00edveis \u00e0 escola.<\/p>\n<blockquote><p>Isso \u00e9 fundamental especialmente para evitar a escalada da viol\u00eancia. Por exemplo, em uma situa\u00e7\u00e3o de conflito que envolva uma demanda por suporte em sa\u00fade mental, quanto mais cedo e eficaz for o servi\u00e7o de atendimento, maior a chance de prevenir o agravamento de problemas.<\/p><\/blockquote>\n<p>Mas como podemos promover formas inclusivas e respeitosas de abordar a viol\u00eancia? Parte da resposta est\u00e1 no trabalho pedag\u00f3gico, que deve favorecer o desenvolvimento integral dos estudantes e contribuir para que todos aprendam a conviver de forma democr\u00e1tica e inclusiva. Isso, al\u00e9m de formativo, \u00e9 uma excelente estrat\u00e9gia de preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E \u00e9 justamente nesse sentido que organizamos a Semana Nacional da Conviv\u00eancia Escolar. Essa iniciativa, realizada pela Universidade Federal do Paran\u00e1 em parceria com o MEC [Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o], por meio da Secadi [Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o Continuada, Alfabetiza\u00e7\u00e3o, Diversidade e Inclus\u00e3o], integra o <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mec\/pt-br\/escola-que-protege\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">programa Escola que Protege<\/a>, uma pol\u00edtica p\u00fablica que inclui a formula\u00e7\u00e3o de protocolos para que redes estaduais e municipais organizem respostas e apoios \u00e0s escolas no enfrentamento da viol\u00eancia. Al\u00e9m disso, oferece recursos voltados \u00e0 preven\u00e7\u00e3o, ao trabalho pedag\u00f3gico e ao fortalecimento da conviv\u00eancia.<\/p>\n<p>A Semana da Conviv\u00eancia \u00e9, portanto, uma express\u00e3o concreta desse suporte em um momento formativo para que escolas desenvolvam a\u00e7\u00f5es preventivas e transformadoras.<\/p>\n<p><strong>A \u00faltima <a href=\"https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/index.php\/biblioteca-catalogo?view=detalhes&amp;id=2101852\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pesquisa Nacional de Sa\u00fade do Escolar (PeNSE) do IBGE, de 2019<\/a>, sugeriu que os tr\u00eas principais alvos de zombarias pelos colegas foram: a apar\u00eancia do corpo (16,5%), apar\u00eancia do rosto (11,6%) e cor ou ra\u00e7a (4,6%). N\u00e3o parece que o termo \u201cbullying\u201d est\u00e1 escondendo preconceitos de classe, ra\u00e7a, contra pessoas com defici\u00eancia, homofobia, etc.?<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>JFM <span style=\"color: #cf6777;\">|<\/span><\/strong> O bullying pode ser compreendido como comportamentos agressivos, negativos, direcionados a determinadas pessoas e grupos em um determinado ambiente. E essas agress\u00f5es, esses atos de viol\u00eancia, est\u00e3o certamente relacionados a um desequil\u00edbrio de poder que existe nesses contextos, como, por exemplo, na conviv\u00eancia escolar.<\/p>\n<p>Para entender adequadamente o bullying, precisamos compreender como normas institucionais e sociais influenciam esses processos.<\/p>\n<blockquote><p>Na pr\u00e1tica, o enfrentamento ao bullying exige aten\u00e7\u00e3o \u00e0s iniquidades relacionadas a g\u00eanero, ra\u00e7a, defici\u00eancia e outros fatores sociais relevantes.<\/p><\/blockquote>\n<p>\u00c9 importante reconhecer tamb\u00e9m que, muitas vezes, ao perguntar para pessoas que est\u00e3o sofrendo viol\u00eancia, elas ter\u00e3o dificuldade em atribuir adequadamente ou identificar a motiva\u00e7\u00e3o para aquela viol\u00eancia que est\u00e3o sofrendo.<\/p>\n<p>Frequentemente, crian\u00e7as e adolescentes podem olhar para si mesmos e pensar: &#8220;Puxa, eu estou sofrendo essa viol\u00eancia porque eu mere\u00e7o, porque fiz algo errado, porque n\u00e3o sou uma pessoa boa&#8221; iniciando, assim, um processo no qual a pr\u00f3pria v\u00edtima se culpa pela viol\u00eancia que sofre.<\/p>\n<blockquote><p>\u00c9 preciso ter muito cuidado para n\u00e3o revitimizar quem j\u00e1 est\u00e1 enfrentando uma situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia ao abordar essas situa\u00e7\u014des, tentando fazer com que essa pessoa justifique adequadamente se aquilo que ela sofre merece ou n\u00e3o aten\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p>Independentemente de a v\u00edtima perceber claramente esses determinantes sociais e institucionais que explicam a ocorr\u00eancia do bullying, n\u00f3s devemos oferecer apoio e suporte adequados para ela. Assim, muitas das an\u00e1lises necess\u00e1rias para enfrentar o problema do bullying devem ocorrer no n\u00edvel no n\u00edvel escolar. Dessa forma, poderemos monitorar e, esperamos, reduzir ao longo do tempo a incid\u00eancia desse problema por meio de a\u00e7\u00f5es concretas de preven\u00e7\u00e3o e enfrentamento alinhadas \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da equidade nas rela\u00e7\u00f5es escolares.<\/p>\n<p><strong>O Dia Nacional de Combate ao Bullying e \u00e0 Viol\u00eancia na Escola lembra o Massacre de Realengo, ocorrido em 2011. Como avalia que o Brasil digeriu esse epis\u00f3dio? A viol\u00eancia de g\u00eanero nele \u00e9 devidamente lembrada?<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>JFM <span style=\"color: #cf6777;\">| <\/span><\/strong>Esse epis\u00f3dio tr\u00e1gico, o massacre de Realengo, \u00e9 um marco na mem\u00f3ria coletiva do pa\u00eds e tem servido como lembrete da urg\u00eancia de enfrentar a viol\u00eancia no contexto escolar.<\/p>\n<blockquote><p>\u00c9 importante esclarecer, por\u00e9m, que o bullying e os ataques extremos, como massacres escolares, s\u00e3o fen\u00f4menos distintos.<\/p><\/blockquote>\n<p>Embora possam existir interse\u00e7\u00f5es e conex\u00f5es entre essas formas de viol\u00eancia, a din\u00e2mica espec\u00edfica de ataques extremos ainda n\u00e3o \u00e9 plenamente compreendida. Apesar disso, assim como ocorre em outras formas de viol\u00eancia, quest\u00f5es relacionadas a desigualdades e preconceitos estruturais, incluindo as iniquidades de g\u00eanero, certamente podem desempenhar um papel relevante nesses eventos extremos.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio que esses fatores sejam lembrados e analisados de forma cuidadosa e constante.<\/p>\n<blockquote><p>Talvez o grande desafio colocado por epis\u00f3dios como o Massacre de Realengo seja exatamente o compromisso social e institucional em promover a\u00e7\u00f5es concretas e cont\u00ednuas para al\u00e9m do choque inicial gerado por eventos extremos.<\/p><\/blockquote>\n<p>O nosso compromisso deve ser amplo, persistente e orientado para construir um ambiente escolar mais seguro, justo e acolhedor, para que n\u00e3o precisemos depender somente de trag\u00e9dias para mobilizar nossa aten\u00e7\u00e3o e esfor\u00e7o em torno do enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia nas escolas.<\/p>\n<p><strong>O que casos em que pais confrontam e intimidam professores e outros membros da comunidade escolar revelam sobre o bullying? Qual l\u00f3gica est\u00e1 seguindo o pai que tenta resolver os problemas do filho na escola com viol\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>JFM <span style=\"color: #cf6777;\">|\u00a0<\/span><\/strong>Casos em que pais confrontam ou intimidam professores e outros membros da comunidade escolar destacam a import\u00e2ncia de compreendermos a conviv\u00eancia escolar como um espa\u00e7o fundamental de aprendizado sobre formas pac\u00edficas e respeitosas de abordar conflitos, sobre a conviv\u00eancia. Conflitos fazem parte das rela\u00e7\u00f5es sociais e sempre estar\u00e3o presentes no contexto escolar.<\/p>\n<p>O problema ocorre quando esses conflitos evoluem para o desrespeito ou viola\u00e7\u00e3o de direitos de qualquer uma das partes envolvidas. Incidentes espec\u00edficos envolvendo viol\u00eancia por parte dos pais chamam especialmente a aten\u00e7\u00e3o, apontando para a necessidade de entendermos como o contexto escolar est\u00e1 adotando, ou deixando de adotar, pr\u00e1ticas e pol\u00edticas que favore\u00e7am a resolu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica dos conflitos, impedindo a escalada da viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Essas n\u00e3o s\u00e3o situa\u00e7\u00f5es simples e dificilmente se limitam \u00e0s paredes da escola.<\/p>\n<blockquote><p>Contudo, estabelecer e manter uma parceria efetiva com as fam\u00edlias, bem como canais de comunica\u00e7\u00e3o abertos e eficazes pode prevenir que tens\u00f5es cotidianas se transformem em epis\u00f3dios violentos.<\/p><\/blockquote>\n<p>Isso tamb\u00e9m torna expl\u00edcito o compromisso da escola com uma conviv\u00eancia inclusiva, democr\u00e1tica e baseada no respeito m\u00fatuo. Nesse sentido, \u00e9 fundamental tamb\u00e9m investir na forma\u00e7\u00e3o continuada dos profissionais da escola, preparando-os para lidar adequadamente com situa\u00e7\u00f5es sens\u00edveis e potencialmente conflituosas envolvendo as fam\u00edlias.<\/p>\n<blockquote><p>Al\u00e9m disso, \u00e9 essencial que a constru\u00e7\u00e3o das normas e expectativas de comportamento seja feita conjuntamente, com participa\u00e7\u00e3o ativa de toda a comunidade escolar, incluindo pais, estudantes e educadores.<\/p><\/blockquote>\n<p>Com isso, constru\u00edmos passo a passo um clima escolar acolhedor, no qual todos, inclusive as fam\u00edlias, se sintam seguros e respeitados. Favorece n\u00e3o s\u00f3 a resolu\u00e7\u00e3o de conflitos de maneira pac\u00edfica, mas tamb\u00e9m fortalece a confian\u00e7a m\u00fatua entre todos os envolvidos.<\/p>\n<p>Dessa maneira, a escola se torna um espa\u00e7o em que conflitos podem ser oportunidades valiosas para promover aprendizado, respeito e conviv\u00eancia democr\u00e1tica.<\/p>\n<p><strong>Como ser propositivo e ao mesmo tempo lidar com a sobrecarga dos professores, especialmente na educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica?<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>JFM <span style=\"color: #cf6777;\">|\u00a0<\/span><\/strong>Essa \u00e9 a pergunta que sempre \u00e9 feita quando trabalhamos quest\u00f5es de conviv\u00eancia, os aspectos socioemocionais, enfim, que v\u00e3o al\u00e9m da transmiss\u00e3o de conte\u00fados cognitivos. Acho que o desafio \u00e9 ajudar os professores a entender algo que n\u00e3o \u00e9 novo, j\u00e1 est\u00e1 na LDB, que \u00e9 de 1996: o papel da educa\u00e7\u00e3o \u00e9 promover o desenvolvimento integral do estudante.<\/p>\n<p>Integral, ent\u00e3o, significa n\u00e3o s\u00f3 transmitir conte\u00fados de forma reprodutivista ou banc\u00e1ria, como chamava Paulo Freire, mas realmente ajudando a se relacionar com o conhecimento e consigo mesmo.<\/p>\n<p>Nesse sentido, o trabalho socioemocional, aprender a conviver, aprender a ser, aprender a ter boas rela\u00e7\u00f5es, faz parte do trabalho pedag\u00f3gico. Est\u00e1 na Base Nacional Comum Curricular, estabelecido com parte das compet\u00eancias gerais.<\/p>\n<p>Orienta-se o professor a alinhar suas prioridades tamb\u00e9m com aspectos sociais e emocionais. A escola \u00e9 tamb\u00e9m para aprender a ler o mundo, a viver, a conviver.<\/p>\n<p><strong>Sobre a s\u00e9rie <em>Adolesc\u00eancia<\/em>, que estreou na Netflix em mar\u00e7o com repercuss\u00e3o mundial: viu algo de singular na forma como a viol\u00eancia conduzida por adolescentes \u00e9 retratada?<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>JFM <span style=\"color: #cf6777;\">|<\/span><\/strong> Acredito que a s\u00e9rie traz uma reflex\u00e3o importante sobre como certas vis\u00f5es distorcidas de masculinidade podem influenciar comportamentos violentos entre adolescentes. Sem entrar em detalhes, penso que \u00e9 importante perceber como essas quest\u00f5es refor\u00e7am a necessidade de di\u00e1logo aberto e construtivo entre escola, fam\u00edlia e estudantes.<\/p>\n<blockquote><p>\u00c9 essencial fortalecer os canais de comunica\u00e7\u00e3o e suporte para que adolescentes percebam a escola e a fam\u00edlia n\u00e3o como advers\u00e1rias, mas sim como fontes leg\u00edtimas de apoio, onde possam buscar ajuda e se sentir seguros para conversar sobre seus desafios, suas d\u00favidas e conflitos.<\/p><\/blockquote>\n<p>\u00c9 nessa parceria entre fam\u00edlia e escola que podemos construir um ambiente realmente acolhedor e seguro para todos os estudantes.<\/p>\n<p><strong>O que os estudos do Laborat\u00f3rio Interagir t\u00eam mostrado sobre a conviv\u00eancia nos ambientes de ensino?<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>JFM <span style=\"color: #cf6777;\">|<\/span><\/strong> Um dos nossos focos principais de estudo tem sido justamente tentar compreender a conviv\u00eancia escolar, incluindo n\u00e3o apenas processos como o bullying, a discrimina\u00e7\u00e3o \u00e9tnico-racial e todas as formas de viol\u00eancia que possam ocorrer na escola, mas tamb\u00e9m a rela\u00e7\u00e3o entre professores e estudantes. Entender como os estudantes estabelecem e mant\u00eam rela\u00e7\u00f5es positivas, e como as normas institucionais e o funcionamento da escola podem ser favor\u00e1veis ou desfavor\u00e1veis a uma conviv\u00eancia pac\u00edfica, inclusiva, e como tudo isso os afeta.<\/p>\n<p>Nossos achados apontam para a import\u00e2ncia cr\u00edtica da conviv\u00eancia, ou do que pode ser entendido como o clima escolar, como a qualidade das rela\u00e7\u00f5es que se estabelecem no ambiente da escola. Isso \u00e9 fundamental para compreender desde processos relacionados ao desempenho acad\u00eamico at\u00e9 o sentimento de pertencimento dos estudantes ao ambiente escolar.<\/p>\n<p>Por exemplo, um estudo razoavelmente recente, <a href=\"https:\/\/www.frontiersin.org\/journals\/education\/articles\/10.3389\/feduc.2023.1000328\/full\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">publicado em 2023<\/a>, analisou como a discrimina\u00e7\u00e3o \u00e9tnico-racial e outras formas de viol\u00eancia afetam negativamente o rendimento dos estudantes, utilizando dados do Enem [Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio]. Os resultados mostraram que essas formas de viol\u00eancia impactam tanto as notas dos estudantes individualmente quanto o rendimento global das escolas. Mas o estudo deu um passo al\u00e9m ao examinar como a ado\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de educa\u00e7\u00e3o antirracistas e de valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade pode ajudar a atenuar esses efeitos.<\/p>\n<p>Foi bastante interessante observar que, mesmo em contextos onde ainda ocorrem situa\u00e7\u00f5es de discrimina\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia, as escolas que estavam implementando pr\u00e1ticas antirracistas de forma intencional e sistem\u00e1tica apresentavam menor frequ\u00eancia dessas situa\u00e7\u00f5es e, talvez mais importante, experi\u00eancias de discrimina\u00e7\u00e3o apresentavam um impacto reduzido no rendimento acad\u00eamico dos estudantes.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um exemplo de como buscamos compreender o papel da a\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica das escolas, \u00eanfase no pedag\u00f3gico. Ou seja, pr\u00e1ticas educacionais antirracistas, como a celebra\u00e7\u00e3o da diversidade \u00e9tnico-racial, da cultura afro-brasileira, que podem conttibuir de modo relevante para a preven\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia e da discrimina\u00e7\u00e3o no contexto escolar.<\/p>\n<p>A partir de achados como esse, desenvolvemos recursos como o <a href=\"https:\/\/programadiga.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Programa DIGA<\/a> que oferece ferramentas pedag\u00f3gicas para as escolas trabalharem a educa\u00e7\u00e3o socioemocional de forma integrada, ajudando crian\u00e7as e adolescentes a desenvolverem empatia, responsabilidade social e uma conviv\u00eancia mais justa e inclusiva.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: right;\">\u2795 Acompanhe a programa\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mec\/pt-br\/escola-que-protege\/semana-nacional-da-convivencia-escolar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Semana Nacional da Conviv\u00eancia Escolar\u00a0<\/a><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: right;\">\u2795 Leia o artigo <a href=\"https:\/\/www.frontiersin.org\/journals\/education\/articles\/10.3389\/feduc.2023.1000328\/full\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&#8220;School (socie)ties: individual and school level differences in the association between ethnic\/racial victimization and academic functioning&#8221;<\/a>, publicado na <em>Frontiers in Education<\/em><\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o os epis\u00f3dios tr\u00e1gicos, de ataques e mortes, que geralmente exp\u00f5em o debate necess\u00e1rio no Brasil sobre a conviv\u00eancia nos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2800,"featured_media":26402,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":"","fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false},"categories":[1126,1616,1614,1128,2186],"tags":[2607,2665,2669,1753,2664,2668,2328,2666,2667],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.5 - 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