{"id":26393,"date":"2025-04-22T07:37:36","date_gmt":"2025-04-22T10:37:36","guid":{"rendered":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/?p=26393"},"modified":"2025-05-26T02:51:18","modified_gmt":"2025-05-26T05:51:18","slug":"o-que-afeta-a-biodiversidade-nao-e-coletar-borboletas-e-destruir-seu-habitat-olaf-mielke","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/o-que-afeta-a-biodiversidade-nao-e-coletar-borboletas-e-destruir-seu-habitat-olaf-mielke\/","title":{"rendered":"&#8220;O que afeta a biodiversidade n\u00e3o \u00e9 coletar borboletas, \u00e9 destruir seu habitat&#8221; | Olaf Mielke"},"content":{"rendered":"<p>Foi ainda na inf\u00e2ncia que Olaf Mielke aprendeu a amar as borboletas. Nascido em Bonn, na Alemanha, em 12 de junho de 1941, o professor do Departamento de Zoologia da UFPR (Universidade Federal do Paran\u00e1), que acaba de receber o t\u00edtulo de em\u00e9rito da Institui\u00e7\u00e3o, cresceu acompanhando o pai taxidermista (profissional que preserva e monta animais mortos) na coleta de insetos e se apaixonou pelos lepid\u00f3pteros, nome cient\u00edfico da ordem.<\/p>\n<p>\u201cUma vez est\u00e1vamos no campo e meu pai come\u00e7ou a me dar borboletas para guardar em nossa cole\u00e7\u00e3o entomol\u00f3gica com alfinetes. De repente, os alfinetes acabaram e tivemos que usar os que estavam com os gafanhotos. Naquele momento, sem muita filosofia, eu, que era f\u00e3 de gafanhotos, virei f\u00e3 de borboletas e mariposas\u201d, diz.<\/p>\n<p>As expedi\u00e7\u00f5es com o pai foram o pren\u00fancio de uma longa jornada de dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 ci\u00eancia brasileira. Mielke veio para o Brasil com a fam\u00edlia logo ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, come\u00e7ou a estagiar no Museu Nacional do Rio de Janeiro, estudando borboletas e mariposas, e \u00e9 hoje um dos principais especialistas no assunto do pa\u00eds.<\/p>\n<h5><strong>GALERIA <span style=\"color: #8eaebd\">|<\/span><\/strong> O lugar de Mielke na UFPR<br \/>\n<\/h5>\n<p>A vinda para Curitiba partiu de um convite do fundador do Departamento de Zoologia da UFPR, Padre Jesus Santiago Moure (1912-2010). Mielke tinha 25 anos quando iniciou como t\u00e9cnico no laborat\u00f3rio da Universidade, deixando um acervo com cerca de 180 mil lepid\u00f3pteros no Museu Nacional.<\/p>\n<p>Ao longo de sua carreira, o professor, em suas 507 publica\u00e7\u00f5es j\u00e1 descreveu 318 esp\u00e9cies, 32 g\u00eaneros e 3 tribos de insetos, tendo realizado trabalhos de campo por todos os estados brasileiros, e diferentes pa\u00edses das Am\u00e9ricas. \u201cNa Am\u00e9rica do Sul, s\u00f3 n\u00e3o coletei nas Guianas&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Seus mais de 60 anos de dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 pesquisa, ao ensino e \u00e0 difus\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico envolvem descobertas, mas tamb\u00e9m hist\u00f3rias como a do naufr\u00e1gio de uma embarca\u00e7\u00e3o na fronteira do Brasil com a Venezuela, do qual se salvou por pouco. \u201cDepois de dois ou tr\u00eas dias veio um barco para nos resgatar, mas foi complicado\u201d, lembra.<\/p>\n<p>Nesta entrevista, Mielke detalha seu trabalho como pesquisador, comenta os desafios da profiss\u00e3o e analisa o atual panorama da Entomologia no Brasil.<\/p>\n<p><strong>Como foi se naturalizar brasileiro em plena ditadura militar?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Olaf Mielke <span style=\"color: #8eaebd\">|<\/span><\/strong> <span class=\"TextRun SCXW154224002 BCX0\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"none\"><span class=\"NormalTextRun SCXW154224002 BCX0\">Solicitei minha naturaliza\u00e7\u00e3o e fui entrevistado por um delegado da Pol\u00edcia <\/span><span class=\"NormalTextRun SCXW154224002 BCX0\">F<\/span><span class=\"NormalTextRun SCXW154224002 BCX0\">ederal na pra\u00e7a Mau\u00e1<\/span><span class=\"NormalTextRun SCXW154224002 BCX0\">, <\/span><span class=\"NormalTextRun SCXW154224002 BCX0\">no Rio de Janeiro<\/span><span class=\"NormalTextRun SCXW154224002 BCX0\">, em 1965<\/span><span class=\"NormalTextRun SCXW154224002 BCX0\">. Ele me perguntou da minha forma\u00e7\u00e3o e respondi que tinha forma\u00e7\u00e3o superior. Ele ent\u00e3o perguntou o curso que tinha feito. Respondi Hist\u00f3ria Natural pela Universidade do Estado da Guanabara, atual <\/span><span class=\"NormalTextRun SCXW154224002 BCX0\">Univer<\/span><span class=\"NormalTextRun SCXW154224002 BCX0\">s<\/span><span class=\"NormalTextRun SCXW154224002 BCX0\">idade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A<\/span><span class=\"NormalTextRun SCXW154224002 BCX0\">\u00ed <\/span><span class=\"NormalTextRun SCXW154224002 BCX0\">o delegado disse que is<\/span><span class=\"NormalTextRun SCXW154224002 BCX0\">so<\/span><span class=\"NormalTextRun SCXW154224002 BCX0\"> n\u00e3o era curso superior. Perguntei o que era curso superior e ele ent\u00e3o mencionou medicina, direito, engenharia e talvez outros mais. Fiquei quieto, que era a melhor op\u00e7\u00e3o e fui naturalizado.<\/span><\/span><span class=\"EOP SCXW154224002 BCX0\" data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Hoje, o senhor figura entre os principais pesquisadores de lepid\u00f3pteros do Brasil.\u00a0Como \u00e9 coletar borboletas?<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>OM <span style=\"color: #8eaebd\">|<\/span><\/strong> <span class=\"TextRun SCXW192503344 BCX0\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"none\"><span class=\"NormalTextRun SCXW192503344 BCX0\">Para coletar, buscamos uma \u00e1rea promissora para borboletas e, com uma rede entomol\u00f3gica, que tem mais ou menos 50 cent\u00edmetros de di\u00e2metro, capturamos os exemplares. Posteriormente, a borboleta \u00e9 colocada dentro de um envelope entomol\u00f3gico com uma pin\u00e7a, s\u00f3 n\u00e3o podemos tocar nas asas para n\u00e3o perder as escamas. Da\u00ed, levamos ao laborat\u00f3rio e preparamos os exemplares em um alfinete entomol\u00f3gico com as asas abertas em uma base de madeira espec\u00edfica para isso, chamada de esticador, e ent\u00e3o colocamos em uma estufa para secar. Dessa maneira, o exemplar se conserva com as asas estendidas para ser estudado, apreciado e guardado em uma gaveta. Os alfinetes entomol\u00f3gicos devem ser de a\u00e7o inoxid\u00e1vel para n\u00e3o enferrujar &#8211; os melhores s\u00e3o fabricados na Alemanha e na Rep\u00fablica Tcheca. <\/span><\/span><span class=\"EOP SCXW192503344 BCX0\" data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>O que mudou nessa tarefa ao longo dos seus 60 anos de carreira?<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>OM <span style=\"color: #8eaebd\">|<\/span><\/strong> <span class=\"TextRun SCXW22754757 BCX0\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"none\"><span class=\"NormalTextRun SCXW22754757 BCX0\">Eu comecei fazendo minhas gavetas entomol\u00f3gicas e os arm\u00e1rios. Hoje, n\u00e3o \u00e9 mais preciso. Aqui no Departamento, temos quase 8 mil gavetas pr\u00f3prias, dispostas em arm\u00e1rios de a\u00e7o. Mas ainda fa\u00e7o minha rede entomol\u00f3gica com <\/span><span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW22754757 BCX0\">voal<\/span><span class=\"NormalTextRun SCXW22754757 BCX0\">. Na Europa, h\u00e1 muitas empresas que fazem, mas \u00e9 caro importar.\u00a0<\/span><\/span><span class=\"EOP SCXW22754757 BCX0\" data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Em suas coletas, o senhor j\u00e1 percebeu alguma transforma\u00e7\u00e3o nos animais que possa estar relacionada \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas?<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>OM <span style=\"color: #8eaebd\">| <\/span><\/strong>Olha, todo mundo pergunta isto, mas sinceramente eu n\u00e3o sei, porque as borboletas mudam sempre. Como o tema das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas est\u00e1 em alta, muita gente direciona suas pesquisas para quest\u00f5es como essa, mas nem tudo tem a ver com aquecimento global e \u00e9 preciso ter honestidade intelectual para n\u00e3o cair em respostas padr\u00f5es. Tudo deve ser estudado caso a caso.<\/p>\n<p><strong>Em suas expedi\u00e7\u00f5es, o senhor chegou a descobrir esp\u00e9cies. Quantas foram e como \u00e9 esse trabalho?<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>OM <span style=\"color: #8eaebd\">| <\/span><\/strong>Quando a gente vai para o trabalho de campo e coleta alguma coisa, tentamos identific\u00e1-la pela literatura do momento e, se n\u00e3o conseguimos, \u00e9 porque provavelmente aquela \u00e9 uma esp\u00e9cie nova. Ent\u00e3o, avaliamos criteriosamente a literatura, revisamos exemplares das cole\u00e7\u00f5es e s\u00f3 ent\u00e3o descrevemos numa revista cient\u00edfica. Ao longo da minha carreira, descrevi 318 esp\u00e9cies, 32 g\u00eaneros e tr\u00eas tribos novas.<\/p>\n<p><strong>Muitas cole\u00e7\u00f5es de insetos s\u00e3o feitas por particulares. Qual a propor\u00e7\u00e3o entre o que \u00e9 coletado por colecionadores independentes e por pesquisadores especializados?<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>OM <span style=\"color: #8eaebd\">| <\/span><\/strong>A maioria das cole\u00e7\u00f5es de borboletas e besouros no mundo vem de aut\u00f4nomos. Porque eles podem at\u00e9 ter poucos recursos, mas moram na regi\u00e3o e coletam com frequ\u00eancia. J\u00e1 o cientista tem hor\u00e1rio de trabalho e limita\u00e7\u00f5es temporais. Enquanto uma expedi\u00e7\u00e3o cient\u00edfica coleta animais por um per\u00edodo espec\u00edfico, a pessoa que mora no local est\u00e1 o ano inteiro coletando.<\/p>\n<p>Para voc\u00ea ter uma ideia, a cole\u00e7\u00e3o do Museu Nacional \u2013 aquele que queimou &#8211; tinha mais de 180 mil exemplares, dos quais 160 mil eram provenientes de cole\u00e7\u00f5es entomol\u00f3gicas particulares. \u00c9 a mesma coisa no Museu Brit\u00e2nico, no Museu de Paris, no Natural History Museum, Washington, e no Museu de Munique. Juntos, eles t\u00eam mais de 30 milh\u00f5es de exemplares e por volta de 90% disso \u00e9 de cole\u00e7\u00f5es aut\u00f4nomas cujos propriet\u00e1rios faleceram e deixaram seu acervo.<\/p>\n<p>Na nossa universidade, estamos com mais 350 mil exemplares de lepid\u00f3pteros. Desses, uns 150 mil mais ou menos s\u00e3o provenientes de cole\u00e7\u00f5es de aut\u00f4nomos. Eles investiram, fizeram as suas cole\u00e7\u00f5es e depois as venderam ou doaram. As que est\u00e3o depositadas aqui na UFPR foram compradas pelo Governo Federal ou doadas.<\/p>\n<p><strong>E quanto custam?<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>OM <span style=\"color: #8eaebd\">| <\/span><\/strong>Chegamos a comprar uma cole\u00e7\u00e3o grande por 2 d\u00f3lares cada exemplar. Quanto \u00e9 isso hoje? D\u00e1 R$ 10, R$ 12 por exemplar. Para uma cole\u00e7\u00e3o feita durante 30, 40 anos, isso \u00e9 muito pouco. Mas, frequentemente, h\u00e1 unidades vendidas em feiras por 100 d\u00f3lares ou mais, a depender da raridade, beleza, o encanto e o gosto e disposi\u00e7\u00e3o do aut\u00f4nomo em querer pagar.<\/p>\n<p>Muito interessante isso. Eu j\u00e1 vi uma borboleta sendo vendida em Paris por mil euros porque era metade macho e metade f\u00eamea (um exemplar ginandromorfo). Isso acontece uma vez em um milh\u00e3o, mas acontece. Algu\u00e9m teve a sorte de pegar e receber por essa raridade.<\/p>\n<p>Eu sei que muitas pessoas n\u00e3o gostam de coletores e pesquisadores aut\u00f4nomos, porque muitos n\u00e3o d\u00e3o acesso aos seus acervos, mas tamb\u00e9m t\u00eam muitos cientistas que aparecem para roubar bicho. Ent\u00e3o, sabendo disso, eles n\u00e3o d\u00e3o acesso, pois na ci\u00eancia tamb\u00e9m tem essa coisa de passar os outros para tr\u00e1s. Hist\u00f3rias que nem d\u00e1 para contar, mas ocorrem. Eu nunca tive problemas, mas sei que \u00e9 dif\u00edcil, pois conhe\u00e7o muitos aut\u00f4nomos.<\/p>\n<p><strong>Existe uma cr\u00edtica de que esse tipo de coleta e acervo pode extinguir animais, comprometendo a biodiversidade. Qual a sua posi\u00e7\u00e3o quanto a isso?<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>OM <span style=\"color: #8eaebd\">|\u00a0<\/span><\/strong>Falando em invertebrados, isso \u00e9 absolutamente infundado. Sabe quantos insetos os passarinhos comem por m\u00eas? Na Alemanha, filmaram um ninho de passarinhos com dois filhotes. Em 30 dias, cada filhote comeu duas mil larvas de borboletas. Nunca vamos coletar tudo isso nesse curto espa\u00e7o de tempo. Ent\u00e3o, \u00e9 rid\u00edculo pensar que afeta a biodiversidade. O que afeta a biodiversidade de invertebrados \u00e9 a devasta\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o natural, a destrui\u00e7\u00e3o do habitat. No estado de Illinois, nos Estados Unidos, por exemplo, um estudo mostrou que os carros matam 20 milh\u00f5es de lepid\u00f3pteros em uma semana, ou seja 80 milh\u00f5es em um m\u00eas e n\u00e3o consta uma diminui\u00e7\u00e3o da fauna desses insetos.<\/p>\n<p><strong>E quanto tempo pode durar uma cole\u00e7\u00e3o de borboletas?<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>OM <span style=\"color: #8eaebd\">| <\/span><\/strong>Muito tempo. Eu j\u00e1 examinei exemplares em perfeito estado de conserva\u00e7\u00e3o coletados em 1690. O Museu Nacional do Rio de Janeiro tinha exemplares coletados por volta de 1920. Isso n\u00e3o estraga nunca, a n\u00e3o ser pela incompet\u00eancia administrativa.<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 que n\u00e3o estragam?<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>OM <span style=\"color: #8eaebd\">| <\/span><\/strong>Bom, n\u00f3s, seres humanos, temos um esqueleto interno, um endoesqueleto, e o esqueleto \u00e9 dur\u00e1vel. No inseto, essa carapa\u00e7a dura \u00e9 externa, eles t\u00eam exoesqueleto. Ent\u00e3o, a parte de dentro seca e a parte externa se mant\u00e9m r\u00edgida.<\/p>\n<p>\u00c9 importante apenas utilizar t\u00e9cnicas para cuidar desses animais: manter a sala fechada para prevenir a entrada de pragas; evitar luz para proteger a cor; cuidar da instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica e infraestrutura para prevenir inc\u00eandios, entre outros aspectos. Nossa cole\u00e7\u00e3o, por exemplo, est\u00e1 dentro de uma sala de concreto e os arm\u00e1rios s\u00e3o todos de a\u00e7o. Ent\u00e3o, h\u00e1 um risco menor de danos. E tem que ter manuten\u00e7\u00e3o. Tem sido assim que a cole\u00e7\u00e3o de insetos da UFPR vem chegando aos 65 anos.<\/p>\n<p><strong>Hoje, a cole\u00e7\u00e3o entomol\u00f3gica da UFPR \u00e9 aberta apenas a cientistas. Como fazer com que esse conhecimento chegue \u00e0 comunidade?<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>OM <span style=\"color: #8eaebd\">|<\/span><\/strong><span data-contrast=\"none\">A entrada desse tipo de acervo \u00e9 controlada para podermos preserv\u00e1-lo e entendemos tamb\u00e9m que disponibilizar uma cole\u00e7\u00e3o de 350 mil exemplares para visita\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 interessante para a comunidade do ponto de vista da educa\u00e7\u00e3o. Seria cansativo e pouco eficiente olhar 350 mil animais, muito repetitivo.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"none\">Mas poderiam ser organizadas exposi\u00e7\u00f5es com exemplares espec\u00edficos de forma estrat\u00e9gica e did\u00e1tica, com textos curtos e interessantes, para que as pessoas soubessem a import\u00e2ncia das borboletas. Elas s\u00e3o s\u00edmbolos de ressurrei\u00e7\u00e3o, fundamentais na poliniza\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da beleza que se conhece. As pessoas precisam conhecer para entender o valor.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>A tecnologia tamb\u00e9m \u00e9 um caminho a se pensar. Tem algo sendo feito para digitalizar esse acervo?<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>OM <span style=\"color: #8eaebd\">| <\/span><\/strong><span data-contrast=\"none\">Isso \u00e9 dif\u00edcil hoje porque temos apenas tr\u00eas pesquisadores aqui e um acervo de 350 mil animais. Nossa rotina envolve dar aulas, responder e-mails, dar entrevistas, escrever artigos e a\u00ed faltam pessoas e sobretudo recursos para informatizar esse material.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"none\">Mas essa dificuldade \u00e9 no Brasil todo. Temos por volta de 10 ou 12 pesquisadores em lepid\u00f3pteros no Brasil para uma fauna de 15 a 20 mil esp\u00e9cies. \u00c9 muito pouco. Precisamos de mais pesquisadores, com apoio de tecnologistas e mais recursos. Muitas coisas b\u00e1sicas acabamos pagando do pr\u00f3prio bolso porque a Universidade n\u00e3o tem recursos e h\u00e1 muita burocracia para conseguir coisas pequenas. Mas ainda bem que d\u00e1 pra fazer de alguma forma. A gente se diverte.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Durante a \u00faltima d\u00e9cada, vivemos um per\u00edodo de desmonte das universidades p\u00fablicas com cortes de recursos e ataques \u00e0 pesquisa. Como v\u00ea isso na entomologia e como evitar que esses ataques ameacem o conhecimento cient\u00edfico que o senhor vem ajudando a construir?<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>OM <span style=\"color: #8eaebd\">| <\/span><\/strong>A minha impress\u00e3o \u00e9 que o sucesso das Universidades ainda \u00e9 muito medido pelo n\u00famero de estudantes da gradua\u00e7\u00e3o, nunca pela pesquisa, embora o texto do nosso estatuto preze por ensino pesquisa e extens\u00e3o. Isso que \u00e9 o triste.<\/p>\n<blockquote><p>E o problema da Entomologia e da ci\u00eancia b\u00e1sica \u00e9 que hoje elas n\u00e3o geram recursos rapidamente. Estudar melhoria da soja, por exemplo, d\u00e1 dinheiro, e recebe mais investimento do que n\u00f3s. S\u00f3 que a entomologia \u00e9 fundamental para entender problemas da vida, pensar a din\u00e2mica dos ecossistemas, temos muitos insetos que oferecem princ\u00edpio-ativo para tratar doen\u00e7as e ainda n\u00e3o sabemos, ent\u00e3o, \u00e9 fundamental estudar mais.<\/p><\/blockquote>\n<p>Mas entramos numa quest\u00e3o que \u00e9 a falta de recursos: pessoas qualificadas para trabalhar n\u00f3s temos, o dif\u00edcil \u00e9 pagar essas pessoas para estarem atuando. Nosso curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o consegue formar em torno de 20 doutores por ano, mas depois n\u00e3o t\u00eam emprego para eles. Nem metade desses egressos \u00e9 aproveitada como tal.<\/p>\n<p>Acredito que precisamos dar apoio a esses pesquisadores durante a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m pensar \u201ca p\u00f3s-p\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o\u201d, acompanhando a inser\u00e7\u00e3o dessas pessoas no mercado. Mas n\u00e3o sei, isso vai depender dos nossos superiores. Ainda venho trabalhar todos os dias, mas ando meio \u00e0s avessas com essas situa\u00e7\u00f5es. Apesar disso, eu me divirto. Como gosto de estudar as borboletas, conto com o respaldo dos colegas e \u00e9 isso que importa.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: right\"><span class=\"TextRun SCXW56902196 BCX0\" lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\" data-contrast=\"none\"><span class=\"NormalTextRun SCXW56902196 BCX0\">\u2795 Leia e baixe o livro <a href=\"https:\/\/ufpr.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Bauer-e-Frankenbach.-Butterflies-of-the-world-2022_compressed.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&#8220;Butterflies of the World: <em>Hesperiidae<\/em> (Parte 49)&#8221;<\/a>, editado por Bauer e Frankenbach, de 2022 (em ingl\u00eas)<br \/>\n<\/span><\/span><\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi ainda na inf\u00e2ncia que Olaf Mielke aprendeu a amar as borboletas. 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