{"id":25655,"date":"2024-10-01T08:36:49","date_gmt":"2024-10-01T11:36:49","guid":{"rendered":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/?p=25655"},"modified":"2025-07-25T11:41:47","modified_gmt":"2025-07-25T14:41:47","slug":"a-violencia-historica-que-nos-constitui-e-materia-central-na-composicao-da-ficcao-rural-brasileira-fernando-gil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/a-violencia-historica-que-nos-constitui-e-materia-central-na-composicao-da-ficcao-rural-brasileira-fernando-gil\/","title":{"rendered":"\u201cA viol\u00eancia hist\u00f3rica que nos constitui \u00e9 mat\u00e9ria central na composi\u00e7\u00e3o da fic\u00e7\u00e3o rural brasileira\u201d | Fernando Gil"},"content":{"rendered":"<p><span data-contrast=\"auto\">Estilo liter\u00e1rio que enuncia narrativas que se passam em lugares como o sert\u00e3o, o pampa ou o cerrado brasileiro, o romance rural, surgido no s\u00e9culo XIX, pode ser considerado uma no\u00e7\u00e3o com amplas conex\u00f5es com aquilo que a cr\u00edtica e a hist\u00f3ria da literatura denominaram \u201cregionalismo\u201d.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Por\u00e9m, n\u00e3o se trata apenas de narrar uma mat\u00e9ria que acontece em um espa\u00e7o diferente do urbano. Na ideia de romance rural, observa-se um balan\u00e7o entre o espa\u00e7o rural, suas paisagens, suas figuras humanas e suas rela\u00e7\u00f5es. <\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Para o professor e pesquisador de literatura brasileira, Fernando Cerisara Gil, o romance rural configura um dispositivo narrativo espec\u00edfico, com mudan\u00e7as formais ao longo do tempo, mas trazendo em si algumas constantes, entre as quais se destacam a viol\u00eancia como elemento central das a\u00e7\u00f5es e a presen\u00e7a do homem pobre rural como protagonista.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Exemplos desse estilo liter\u00e1rio podem ser encontrados em obras como <\/span><i><span data-contrast=\"auto\">O sertanejo<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\"> e <\/span><i><span data-contrast=\"auto\">Til<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">, de Jos\u00e9 de Alencar; <\/span><i><span data-contrast=\"auto\">Inoc\u00eancia<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">, de Visconde de Taunay; e <\/span><i><span data-contrast=\"auto\">O cabeleira<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">, de Franklin T\u00e1vora; no s\u00e9culo XIX; e nas narrativas <\/span><i><span data-contrast=\"auto\">Vidas secas<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">, de Graciliano Ramos; e <\/span><i><span data-contrast=\"auto\">Grande sert\u00e3o: veredas<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">, de Guimar\u00e3es Rosa, no s\u00e9culo XX. Atualmente, o\u00a0romance <\/span><i><span data-contrast=\"auto\">Torto arado<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">, de Itamar Vieira Jr., tamb\u00e9m traz o g\u00eanero.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Segundo o pesquisador, a apropria\u00e7\u00e3o do mundo rural deve ser entendida como incorpora\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o e da mat\u00e9ria rurais \u00e0 letra impressa, realizando-se a partir da viol\u00eancia, do poder patriarcal brutalizador e da pobreza.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Gil, que \u00e9 docente titular do <a href=\"https:\/\/dellin.ufpr.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Departamento de Literatura e Lingu\u00edstica (Dellin)<\/a> da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), ainda chama aten\u00e7\u00e3o para outro elemento crucial na narrativa rural: o protagonista, geralmente retratado na figura do homem livre pobre, vivendo em um espa\u00e7o de liberdade poss\u00edvel, por\u00e9m com certo n\u00edvel de constri\u00e7\u00e3o social de naturezas diversas.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Recentemente, o livro <\/span><a href=\"https:\/\/editoraunicamp.com.br\/catalogo\/?id=1841\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i><span data-contrast=\"auto\">Pelo prisma rural: ensaios de Literatura Brasileira<\/span><\/i><\/a><span data-contrast=\"auto\">, do professor Fernando Cerisara Gil, foi <a href=\"https:\/\/ufpr.br\/professor-da-ufpr-vence-jabuti-academico-na-categoria-de-letras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">premiado na categoria Letras, Lingu\u00edstica e Estudos Liter\u00e1rios na primeira edi\u00e7\u00e3o do Pr\u00eamio Jabuti Acad\u00eamico<\/a>, da C\u00e2mara Brasileira do Livro (CBL).<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">E para aprofundar esse assunto, que envolve as complexas rela\u00e7\u00f5es entre literatura, cultura e sociedade no Brasil, Gil concedeu uma entrevista \u00e0 <em>Ci\u00eancia UFPR<\/em>.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b><span data-contrast=\"none\">Como surgiu seu interesse pela pesquisa do tema rural na literatura?\u202f<\/span><\/b><span data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:true,&quot;134233118&quot;:true,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:240}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><b><span data-contrast=\"auto\">Fernando Cerisara Gil<\/span><\/b> <span style=\"color: #cf6777;\"><b>| <\/b><\/span><span data-contrast=\"auto\">Chega a uma certa altura da profiss\u00e3o que parece que tudo que se faz academicamente se torna t\u00e3o coerente, possui uma unidade profunda de quest\u00f5es, de problemas, de objetos sobre os quais estudamos, que tudo parece fazer \u201cgrande sentido\u201d. Em parte, claro, n\u00e3o deixa de ser assim mesmo.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">O ac\u00famulo e o esfor\u00e7o intelectual que se faz ao longo de anos n\u00e3o t\u00eam como n\u00e3o trazer essa ilus\u00e3o de continuidade e de identidade com os problemas, com os objetos e com um modo de encarar tudo isso. Fa\u00e7o todo esse pre\u00e2mbulo apenas para dizer que o que me levou a estudar o tema rural na literatura brasileira foram as minhas atividades de professor em sala de aula.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">A leitura de romances do s\u00e9culo XIX para a prepara\u00e7\u00e3o de aulas foi o caminho que me conduziu a uma aten\u00e7\u00e3o maior ao que se chama de fic\u00e7\u00e3o rural. <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Ao mesmo tempo, por forma\u00e7\u00e3o e anos de pesquisa, eu tinha j\u00e1 uma s\u00e9rie de quest\u00f5es que rondavam as minhas preocupa\u00e7\u00f5es, algumas mais gerais e outras mais espec\u00edficas: como o problema da configura\u00e7\u00e3o do narrador na literatura brasileira, a representa\u00e7\u00e3o dos pobres e da viol\u00eancia, entre outros.\u00a0\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b><span data-contrast=\"auto\">O que \u00e9 o Romance Rural e por que ele \u00e9 considerado uma das linhagens constitutivas da fic\u00e7\u00e3o brasileira?\u202f<\/span><\/b><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><b><span data-contrast=\"auto\">FCG<\/span><\/b> <span style=\"color: #cf6777;\"><b>|<\/b><\/span><span data-contrast=\"auto\"> Como tudo na vida acad\u00eamica, e nos estudos liter\u00e1rios n\u00e3o seria diferente, estamos diante de categorias, conceitos, que tentam dar conta de certos fen\u00f4menos, no caso, liter\u00e1rios, culturais, em sentido amplo.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">A ideia de romance rural n\u00e3o \u00e9 minha. Entre outros cr\u00edticos, ela se encontra, por exemplo, no livro cl\u00e1ssico de Antonio Candido, <\/span><i><span data-contrast=\"auto\">Forma\u00e7\u00e3o da literatura brasileira<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span data-contrast=\"auto\">Em um certo sentido, podemos dizer que a no\u00e7\u00e3o de romance rural \u00e9 prima menor de outra no\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a de regionalismo. Com o bin\u00f4mio regionalismo\/romance rural temos v\u00e1rias e complexas quest\u00f5es imbricadas. <\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Uma delas \u00e9 o fato de que boa parte da cr\u00edtica e da historiografia estabeleceu a distin\u00e7\u00e3o entre literatura urbana e literatura rural como forma de compreens\u00e3o da literatura brasileira, ou se quiser, como linhagens constitutivas da literatura brasileira.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Diga-se de passagem que regionalismo n\u00e3o \u00e9 express\u00e3o nativa. Ele transita por outras literaturas, com as suas especificidades liter\u00e1rias e culturais. A diferen\u00e7a primeira entre ambas, a urbana e a rural, refere-se ao espa\u00e7o social, cultural, natural e geogr\u00e1fico, onde se desdobram as a\u00e7\u00f5es e a rela\u00e7\u00e3o dos personagens com todo o seu entorno, urbano ou rural.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">H\u00e1 cr\u00edticos que argumentam que n\u00e3o haveria muita distin\u00e7\u00e3o entre o romance urbano e rural, sobretudo no s\u00e9culo XIX. Minha posi\u00e7\u00e3o \u00e9 um tanto diferente. H\u00e1 todo um sistema de valores e de dispositivos narrativos que o romance rural do XIX encarna e p\u00f5e em movimento que n\u00e3o se faz presente no romance ambientado na cidade. <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">O grau de viol\u00eancia, a fun\u00e7\u00e3o do amor como elemento moderno e desorganizador da l\u00f3gica patriarcal, para citar apenas alguns aspectos, est\u00e3o presente num romance rural como <\/span><i><span data-contrast=\"auto\">Inoc\u00eancia<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">, e n\u00e3o parece haver nada semelhante no romance rom\u00e2ntico urbano.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b><span data-contrast=\"auto\">Por que considera a no\u00e7\u00e3o que se tem de literatura regionalista como negativa?<\/span><\/b><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><b><span data-contrast=\"auto\">FCG<\/span><\/b><span style=\"color: #cf6777;\"><b> |<\/b><\/span><span data-contrast=\"auto\"> Diria que a ideia de regionalismo, desde o come\u00e7o, quando ela surgiu, ali no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, ingressou na cr\u00edtica n\u00e3o propriamente como uma categoria explicativa da literatura, no Brasil, mas como uma categoria de avalia\u00e7\u00e3o, de ajuizamento negativo da literatura rural, aquela cuja hist\u00f3ria se passa no sert\u00e3o, no pampa, no cerrado, ou como se dizia antigamente, nos grot\u00f5es do Brasil.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Os romances e os contos rurais de Jos\u00e9 de Alencar, Franklin T\u00e1vora, Bernardo Guimar\u00e3es, Ingl\u00eas de Sousa, Domingos Olimpo, Manuel de Oliveira Paiva, Hugo de Carvalho Ramos, Sim\u00f5es Lopes Neto,\u00a0 Rachel de Queiroz, entre tantos outros nos mais diferentes momentos, essa literatura, dita regionalista, foi vista como pitoresca, artificial, localista, documental. <\/span><\/p>\n<blockquote><p><span data-contrast=\"auto\">Ou na maldosa express\u00e3o do mestre Candido, uma literatura que reduzia o sofrimento e a paix\u00e3o do homem rural e das \u201cpopula\u00e7\u00f5es de cor\u201d a equivalentes de mam\u00f5es e abacaxis.<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Com o tempo, regionalismo tamb\u00e9m demarcou a disputa pela hegemonia do campo liter\u00e1rio em que Rio de Janeiro, desde o s\u00e9culo XIX, como centro pol\u00edtico, administrativo e cultural do pa\u00eds, e depois S\u00e3o Paulo, dos anos 20 em diante no s\u00e9culo XX, davam as cartas do que era ou n\u00e3o \u201ca boa literatura\u201d. E de formas diferentes podemos dizer que a est\u00e9tica dominante que os dois centros hegem\u00f4nicos reivindicavam como \u201cboa literatura\u201d era aquela ligada aos valores urbanos, cosmopolitas. <\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">A perspectiva muda um tanto com autores como Graciliano Ramos e, depois, mais expressivamente, com Guimar\u00e3es Rosa. No caso desse, n\u00e3o \u00e9 que a cr\u00edtica redimensionou e repensou em novos termos o regionalismo. <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Mais do que tudo, a obra de Rosa foi compreendida a partir, n\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o do regionalismo, mas sobretudo da linhagem conceitual urbano-cosmopolita, digamos. Rosa foi visto, na m\u00e9dia da cr\u00edtica, como algo fora da curva e n\u00e3o como processo complexo e contradit\u00f3rio do aspecto evolutivo da forma romance no Brasil, inclu\u00eddo o que se chama de regionalismo.\u00a0<\/span><b><span data-contrast=\"auto\">\u00a0<\/span><\/b><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b><span data-contrast=\"auto\">Qual o papel da viol\u00eancia nas obras de romance rural?<\/span><\/b><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><b><span data-contrast=\"auto\">FCG <\/span><\/b><span style=\"color: #cf6777;\"><b>|<\/b><\/span><span data-contrast=\"auto\"> \u00c9 no romance rural que a viol\u00eancia se apresenta pela primeira vez de maneira escancarada na literatura brasileira. <\/span><\/p>\n<blockquote><p><span data-contrast=\"auto\">Temos algo da brutalidade \u00e0 brasileira em alguns poemas de Castro Alves e em alguns indianistas de Gon\u00e7alves Dias. Mas \u00e9 no romance rural que a sua presen\u00e7a se faz abrangente, sistem\u00e1tica e central.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p>Pode estar presente nas a\u00e7\u00f5es e nas rela\u00e7\u00f5es dos personagens; pode ser marca do passado que determina os acontecimentos no presente; pode surgir como forma de caracteriza\u00e7\u00e3o do modo de ser de um personagem.<\/p>\n<p>Os \u201cajustes das rela\u00e7\u00f5es\u201d entre os personagens e, portanto, em algum n\u00edvel do entrecho, passam por algum tipo de viol\u00eancia, que toma as formas mais diversas em cada obra.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia hist\u00f3rica que nos constitui, desde a escravid\u00e3o e a que dela derivou, \u00e9 mat\u00e9ria central na composi\u00e7\u00e3o da fic\u00e7\u00e3o rural.<\/p>\n<p>Algo no imagin\u00e1rio cultural e social dos nossos escritores, no s\u00e9culo XIX, fazia do espa\u00e7o rural terra de ningu\u00e9m, sem freios, sem normas. Ao contr\u00e1rio da representa\u00e7\u00e3o da cidade e de seus personagens no romance urbano, em que h\u00e1 uma esp\u00e9cie de decoro, de verniz civilizat\u00f3rio que barra, em um certo grau, a viol\u00eancia hist\u00f3rica e social intr\u00ednseca \u00e0 sociedade brasileira.<\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Em certo sentido, <\/span><i><span data-contrast=\"auto\">O corti\u00e7o<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">, de Alu\u00edsio Azevedo, e <\/span><i><span data-contrast=\"auto\">Bom crioulo<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">, de Adolfo Caminha, s\u00e3o exce\u00e7\u00f5es da presen\u00e7a da viol\u00eancia no <\/span><span data-contrast=\"auto\">romance urbano<\/span><span data-contrast=\"auto\"> brasileiro do s\u00e9culo XIX. J\u00e1 no s\u00e9culo XX, a partir dos anos trinta e depois, a cena vai mudando radicalmente e a viol\u00eancia passa ser um dos elementos centrais da literatura como um todo, e n\u00e3o s\u00f3 dela.\u00a0\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b><span data-contrast=\"auto\">De que modo a no\u00e7\u00e3o de regionalismo liter\u00e1rio e cultural est\u00e1 vinculada com a forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do Brasil republicano no quadro das disputas pol\u00edticas regionais e o centro de poder?\u202f<\/span><\/b><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><b><span data-contrast=\"auto\">FCG <\/span><\/b><span style=\"color: #cf6777;\"><b>|<\/b><\/span><span data-contrast=\"auto\"> A no\u00e7\u00e3o de regionalismo liter\u00e1rio e cultural me parece estar umbilicalmente vinculada \u00e0 forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e social brasileira. Iria mais adiante e diria que o pr\u00f3prio conceito de regionalismo somente surgiu \u00e0 consci\u00eancia da cr\u00edtica e dos nossos escritores em um processo e em um momento de regionaliza\u00e7\u00e3o, de descentramento do sistema de poder pol\u00edtico, social e econ\u00f4mico.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>O sistema de poder pol\u00edtico no Brasil oscilou, historicamente, em uma tens\u00e3o e em um conflito entre centraliza\u00e7\u00e3o e descentraliza\u00e7\u00e3o, entre poderes com for\u00e7a centr\u00edfuga e centr\u00edpeta, ao longo do tempo e de diversas formas.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s d\u00e9cadas de um poder dominante centralizador no Imp\u00e9rio, o contexto republicano e federalista, no final do s\u00e9culo XIX e nos primeiros anos do s\u00e9culo XX, significou um rearranjo do poder das classes dominantes com tend\u00eancia a uma regionaliza\u00e7\u00e3o das formas de express\u00e3o de poder. Isso, evidente, n\u00e3o significa inexist\u00eancia de hegemonia de certas classes dominantes no plano nacional, o que ocorrer\u00e1 via oligarquia paulista e mineira.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse contexto que surge a demanda de valoriza\u00e7\u00e3o e de busca\/cria\u00e7\u00e3o de identidades culturais e liter\u00e1ria locais, provinciais, regionais. Pactua\u00e7\u00e3o federalista no \u00e2mbito pol\u00edtico e econ\u00f4mico e reivindica\u00e7\u00e3o valorativa locais\/regionais andam de m\u00e3os dadas. A revolu\u00e7\u00e3o de 30 e Get\u00falio Vargas v\u00e3o bagun\u00e7ar novamente o cen\u00e1rio, repondo as formas de centraliza\u00e7\u00e3o do Estado brasileiro.<span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b><span data-contrast=\"auto\">De que forma a fic\u00e7\u00e3o brasileira deu forma e voz \u00e0 mat\u00e9ria rural?\u202f<\/span><\/b><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><b><span data-contrast=\"auto\">FCG <\/span><\/b><span style=\"color: #cf6777;\"><b>|<\/b><\/span> Essa \u00e9 uma quest\u00e3o complexa. Tentei estudar isso nos livros <i><span data-contrast=\"auto\">A mat\u00e9ria rural e forma\u00e7\u00e3o do romance brasileira: configura\u00e7\u00f5es do romance rural <\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">(2020) e<\/span><i><span data-contrast=\"auto\"> Pelo prisma rural: ensaios de literatura brasileira<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\"> (2023).\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">No caso do primeiro, detive-me na forma\u00e7\u00e3o do romance rural no s\u00e9culo XIX; no segundo, ingressei no exame da fic\u00e7\u00e3o rural brasileira no s\u00e9culo XX e com alguma pitada no s\u00e9culo XXI. A constitui\u00e7\u00e3o da voz narrativa rural \u00e9 um arco variado e que foi se complexificando ao longo do tempo em raz\u00e3o da moderniza\u00e7\u00e3o das t\u00e9cnicas e dos procedimentos narrativos.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">De modo muito esquem\u00e1tico e superficial, podemos dizer que a evolu\u00e7\u00e3o da narrativa rural tendeu da passagem de uma linguagem que falava o mundo rural de \u201cfora\u201d para uma linguagem que tentou enunciar o mundo rural a partir de \u201cdentro\u201d. Um espectro ficcional cheio de nuances e varia\u00e7\u00f5es que vai de Jos\u00e9 de Alencar e o Visconde de Taunay, passa por Sim\u00f5es Lopes Neto e Monteiro Lobato, chega em Jos\u00e9 Lins do Rego e Graciliano Ramos, e segue com Guimar\u00e3es Rosa, e vai bater na praia perto de n\u00f3s, hoje, na fic\u00e7\u00e3o de Ronaldo Correia de Brito e Itamar Vieira Jr. Apenas para citar alguns nomes dessa tradi\u00e7\u00e3o, que poderiam ser outros.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">No centro do problema da enuncia\u00e7\u00e3o do mundo rural est\u00e3o vinculadas as formas diversas de experi\u00eancias de oraliza\u00e7\u00e3o da linguagem liter\u00e1ria, na perspectiva do que chamei da \u201cfala de dentro\u201d desse mundo rural. Entre outros, Sim\u00f5es Lopes Neto, Graciliano Ramos, Ruth Guimar\u00e3es, Guimar\u00e3es Rosa e Jo\u00e3o Ubaldo Ribeiro se alinham a experi\u00eancia liter\u00e1rias de linguagem desse tipo.\u00a0<\/span><span data-contrast=\"auto\">\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b><span data-contrast=\"auto\">Ent\u00e3o a tradi\u00e7\u00e3o rural teve continuidade e desdobramentos, na literatura brasileira, para al\u00e9m do s\u00e9culo XIX?<\/span><\/b><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><b><span data-contrast=\"auto\">FCG <\/span><\/b><span style=\"color: #cf6777;\"><b>|<\/b><\/span><span data-contrast=\"auto\"> Foi muito al\u00e9m do XIX e est\u00e1 presente at\u00e9 hoje. Por\u00e9m, observando as coisas pelo contexto liter\u00e1rio e cultural contempor\u00e2neo, n\u00e3o faz mais sentido em se falar de regionalismo e nos problemas e quest\u00f5es a ele relacionado at\u00e9, digamos, a metade do s\u00e9culo XX.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">O capital e o capitalismo no Brasil, e n\u00e3o somente nele, homogeneizou parte expressiva da vida social. As quest\u00f5es que se colocam, hoje, s\u00e3o outras e, em certo sentido, dizem respeito a um aparente paradoxo: como a mat\u00e9ria rural se faz presente na fic\u00e7\u00e3o brasileira (e ela se faz atrav\u00e9s dos autores a que referi, al\u00e9m de outros) numa sociedade que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais rural, mas sim predominantemente urbana, digital e tecnol\u00f3gica?\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span data-contrast=\"auto\">O agroneg\u00f3cio prova que o mundo rural \u00e9 e pode ser digital e tecnol\u00f3gico, constituindo parte avan\u00e7ada, para o bem ou para mal, do desenvolvimento do capitalismo do Brasil, ao mesmo tempo em que continua a nos colocar, desde a col\u00f4nia, como simples, velhos e tradicionais exportadores de <\/span><i><span data-contrast=\"auto\">commodities<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">, que \u00e9 o lugar que o Brasil nunca conseguiu ultrapassar nos limites do capitalismo globalizado.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span data-contrast=\"auto\">A perman\u00eancia da mat\u00e9ria rural neste novo contexto traz outras novas e instigantes quest\u00f5es que, por exemplo, presentes em um livro de narrativas como <\/span><i><span data-contrast=\"auto\">Erva Brava<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">, de Paulliny Tort, est\u00e3o a pedir estudos.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b><span data-contrast=\"auto\">De que forma voc\u00ea trata esse tema na doc\u00eancia e qual \u00e9 a receptividade dos alunos com rela\u00e7\u00e3o a ele?\u202f<\/span><\/b><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><b><span data-contrast=\"auto\">FCG <\/span><\/b><span style=\"color: #cf6777;\"><b>|<\/b><\/span><span data-contrast=\"auto\"> Minha inten\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre mostrar, por um lado, que o estudo da fic\u00e7\u00e3o rural, do regionalismo, do romance rural possui o seu campo de problemas espec\u00edficos, com uma s\u00e9rie de quest\u00f5es, de reflex\u00e3o e sistematiza\u00e7\u00e3o j\u00e1 acumuladas ao longo tempo. Compreend\u00ea-la como parte de uma din\u00e2mica liter\u00e1ria muito complexa e variada ao longo do tempo, dentro disso que ainda conseguimos, por ora, chamar de literatura brasileira.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Por outro, procuro ver como tal din\u00e2mica e seus diferentes est\u00e1gios est\u00e3o relacionados \u00e0 mat\u00e9ria social brasileira, hist\u00f3rica e socialmente n\u00e3o menos mutante. As quest\u00f5es liter\u00e1rias s\u00e3o elas mesmas quest\u00f5es materiais e hist\u00f3ricas, e \u00e9 nesse sentido que procuro compreend\u00ea-las.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Quanto \u00e0 receptividade dos alunos, sou suspeito para falar, mas tenho a impress\u00e3o de que eles se espantam com o grau variado de problemas e quest\u00f5es implicados no estudo da \u201cliteratura rural\u201d, desde as experi\u00eancias diversas dos dispositivos narrativos para fazer falar literariamente o mundo rural at\u00e9 a presen\u00e7a do pobre e da pobreza como um dos elementos centrais dessa fic\u00e7\u00e3o. Sem deixar de lado a viol\u00eancia que perpassa a constitui\u00e7\u00e3o ficcional desse mundo. Parece haver certo encantando com uma descoberta e, em um mesmo passo, uma esp\u00e9cie de mal-estar por coloc\u00e1-los frente a frente com iniquidades e brutalidades conhecidas, mas com alguns \u00e2ngulos que podem parecer insuspeitos ou inusitados para quem souber ver \u2013 ou ler.\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b><span data-contrast=\"auto\">Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas pesquisas, o que mais voc\u00ea possui como objeto de investiga\u00e7\u00e3o nesta \u00e1rea?\u202f<\/span><\/b><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><b><span data-contrast=\"auto\">FCG <\/span><\/b><span style=\"color: #cf6777;\"><b>|<\/b><\/span><span data-contrast=\"auto\"> No momento, sa\u00ed parcialmente do estudo da prosa de fic\u00e7\u00e3o rural e estou examinando como os nossos escritores percebiam o pobre e a pobreza na passagem do final do s\u00e9culo XIX para os primeiros dec\u00eanios do s\u00e9culo XX, seja na cidade, seja no campo.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">O estudo do pobre e da pobreza sempre esteve no meu horizonte de preocupa\u00e7\u00e3o, s\u00f3 que agora investigo a reflex\u00e3o dos nossos escritores sobre esse tema a partir de ensaios, de cr\u00f4nicas, de artigos de jornal, de depoimentos, feitos geralmente na imprensa da \u00e9poca.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Tenho para mim que \u00e9 nesse momento que os nossos escritores, aqueles que produziam literatura e que tamb\u00e9m participavam do debate p\u00fablico via imprensa, come\u00e7am a se atentar para a presen\u00e7a dos pobres e da pobreza na sociedade brasileira. Uma esp\u00e9cie de consci\u00eancia hist\u00f3rica sugere emergir, nesse momento, para o bem ou para o mal. Estou tentado entender os contornos deste problema, por agora. <\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h5 style=\"text-align: right;\"><span data-contrast=\"none\">\u2795 Adquira <a href=\"https:\/\/editoraunicamp.com.br\/catalogo\/?id=1841\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Pelo prisma rural: ensaios de Literatura Brasileira<\/em> <\/a>pelo site da Editora Unicamp<\/span><\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estilo liter\u00e1rio que enuncia narrativas que se passam em lugares como o sert\u00e3o, o pampa ou o cerrado brasileiro, o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2805,"featured_media":25658,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":"","fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false},"categories":[1614,1618],"tags":[2420,1713,2569,2571,1807,1808,2572,2472,2570],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.5 - 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