{"id":25617,"date":"2024-12-19T07:04:33","date_gmt":"2024-12-19T10:04:33","guid":{"rendered":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/?p=25617"},"modified":"2025-01-28T00:47:42","modified_gmt":"2025-01-28T03:47:42","slug":"araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/","title":{"rendered":"Arauc\u00e1ria perder\u00e1 pelo menos 70% de \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o at\u00e9 2050, aponta proje\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>\u00c1rvore que simboliza as paisagens do Sul do Brasil, a arauc\u00e1ria se destaca nas regi\u00f5es frias da Mata Atl\u00e2ntica como uma planta majestosa e de copa peculiar, em formato de guarda-chuva. Sua presen\u00e7a, contudo, \u00e9 cada vez mais rara devido ao avan\u00e7o da agricultura e \u00e0 extra\u00e7\u00e3o madeireira. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas a esp\u00e9cie perdeu 87% da sua cobertura, que abrange a chamada Floresta Ombr\u00f3fila Mista, encontrada em serras no Sul-Sudeste e em alguns pa\u00edses vizinhos.<\/p>\n<p>A aus\u00eancia das arauc\u00e1rias \u00e9 uma hist\u00f3ria conhecida do povo ind\u00edgena Guarani Nhandewa, que mora no Norte do Paran\u00e1, onde fica a Terra Ind\u00edgena Laranjinha. \u201cNa regi\u00e3o em que passei parte da inf\u00e2ncia a gente j\u00e1 via destrui\u00e7\u00e3o. Muito desmatamento por conta da agricultura, da monocultura. Voc\u00ea saia fora do territ\u00f3rio, nas bordas j\u00e1 come\u00e7ava o processo de desmatamento, assoreamento dos rios, via-se s\u00f3 a terra vermelha mesmo\u201d, conta Eloy Jacintho, um dos l\u00edderes desse povo e membro do Conselho dos Povos Ind\u00edgenas do Paran\u00e1.<\/p>\n<p>Os Guarani Nhandewa fazem parte de uma das v\u00e1rias a\u00e7\u00f5es da sociedade civil que buscam a preserva\u00e7\u00e3o da arauc\u00e1ria, dessa vez na Regi\u00e3o Metropolitana de Curitiba. Desde 2021 cinco povos ind\u00edgenas tentam reverter a perda da arauc\u00e1ria na Floresta Estadual Metropolitana. A floresta faz parte de uma regi\u00e3o de manancial, a \u00c1rea de Preserva\u00e7\u00e3o Ambiental de Piraquara, a 22 quil\u00f4metros de Curitiba, que tem um dos principais reservat\u00f3rios de \u00e1gua da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas a tarefa de recupera\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 parecia dif\u00edcil frente \u00e0 perda constante de floresta e o avan\u00e7o das serrarias e das planta\u00e7\u00f5es de eucalipto, tem um novo desafio no horizonte.<\/p>\n<p>O aumento da temperatura causado pelo efeito estufa vai encolher significativamente as \u00e1reas onde a arauc\u00e1ria consegue sobreviver. \u00c9 o que mostram os resultados de um <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S2351989423003037?via%3Dihub\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">estudo da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) publicado na revista <em>Global Ecology Conservation<\/em><\/a>. Os pesquisadores avaliaram milhares de cen\u00e1rios com diferentes configura\u00e7\u00f5es e vari\u00e1veis que trouxeram resultados pouco animadores.<\/p>\n<p>Com o aumento da temperatura haver\u00e1 uma diminui\u00e7\u00e3o entre 45% e 56% das \u00e1reas potenciais de distribui\u00e7\u00e3o da Arauc\u00e1ria at\u00e9 o ano de 2050. Segundo o professor do Departamento de Biodiversidade da UFPR em Palotina, Victor Pereira Zwiener, coordenador do estudo, isso significa que devido \u00e0s mudan\u00e7as no clima a esp\u00e9cie n\u00e3o vai conseguir manter popula\u00e7\u00f5es vi\u00e1veis nessas regi\u00f5es anteriormente favor\u00e1veis.<\/p>\n<p>O pesquisador explica que isso leva \u00e0 descontinuidade dos esfor\u00e7os reprodutivos, com diminui\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de pinh\u00e3o, semente da arauc\u00e1ria, e dificuldade de adapta\u00e7\u00e3o dos novos indiv\u00edduos \u00e0s novas condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. O resultado \u00e9 o decl\u00ednio populacional, com o aumento nas taxas de mortalidade e diminui\u00e7\u00e3o de novas \u00e1rvores.<\/p>\n<h5><strong>V\u00cdDEO <span style=\"color: #cf6777;\">|<\/span><\/strong> Veja o cen\u00e1rio atual e as proje\u00e7\u00f5es da pesquisa para o ano de 2050<\/h5>\n<div style=\"width: 810px;\" class=\"wp-video\"><!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('video');<\/script><![endif]-->\n<video class=\"wp-video-shortcode\" id=\"video-25617-1\" width=\"810\" height=\"608\" preload=\"metadata\" controls=\"controls\"><source type=\"video\/mp4\" src=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/araucarias-ate2050_cienciaufpr-3.mp4?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/araucarias-ate2050_cienciaufpr-3.mp4\">https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/araucarias-ate2050_cienciaufpr-3.mp4<\/a><\/video><\/div>\n<p>Para o estudo, os pesquisadores criaram 11.484 modelos com diferentes vari\u00e1veis, estabelecendo par\u00e2metros para testar sua efic\u00e1cia seguindo o m\u00e9todo de Modelagem de Nicho Ecol\u00f3gico, t\u00e9cnica que estuda aspectos que impactam a distribui\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies. Apenas um modelo atingiu todos os crit\u00e9rios estabelecidos que, entre outros, envolviam signific\u00e2ncia estat\u00edstica e acur\u00e1cia na predi\u00e7\u00e3o. O modelo inclu\u00eda vari\u00e1veis relacionadas com o clima, solo e topografia.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es do modelo final foram cruzadas com informa\u00e7\u00f5es de proje\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, que s\u00e3o modelos de circula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica utilizados na meteorologia para fazer previs\u00f5es futuras. Dois cen\u00e1rios mais prov\u00e1veis foram identificados e, com essas informa\u00e7\u00f5es, os pesquisadores puderam tra\u00e7ar as regi\u00f5es onde a arauc\u00e1ria n\u00e3o vai ter mais condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis de sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>A diminui\u00e7\u00e3o de \u00e1rea potencial da arauc\u00e1ria (vide gr\u00e1fico acima) combinada com taxas de desmatamento e outras a\u00e7\u00f5es humanas com impacto na floresta levariam \u00e0 perda de 70%, no cen\u00e1rio menos pessimista, e de at\u00e9 75% no pior cen\u00e1rio. A diferen\u00e7a entre os dois cen\u00e1rios est\u00e1 basicamente nas condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas.<\/p>\n<h2>Regi\u00f5es mais baixas e quentes ter\u00e3o maior impacto<\/h2>\n<p>O recuo de distribui\u00e7\u00e3o potencial afeta diversas regi\u00f5es. No pior cen\u00e1rio a arauc\u00e1ria deixaria de existir em grande parte do Paran\u00e1, especialmente em regi\u00f5es mais baixas. Regi\u00f5es pr\u00f3ximas a cidades como Cascavel e Campo Mour\u00e3o veriam a esp\u00e9cie sumir paulatinamente.<\/p>\n<p>O Oeste de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, bem como os remanescentes da Argentina e do Paraguai, seriam severamente afetados. E as popula\u00e7\u00f5es da Serra da Mantiqueira, em S\u00e3o Paulo, e no sul de Minas poderiam deixar de existir.<\/p>\n<p>Nesse quadro, em que as tend\u00eancias se mant\u00eam iguais \u00e0s de hoje, a arauc\u00e1ria se retrai para pequenos ref\u00fagios como a regi\u00e3o da escarpa devoniana no segundo planalto paranaense e a regi\u00e3o de Guarapuava.<\/p>\n<p>Segundo Zwiener, Curitiba mant\u00e9m-se como um local relativamente est\u00e1vel para a esp\u00e9cie, no entanto no cen\u00e1rio mais cr\u00edtico \u00e9 poss\u00edvel que ocorra uma redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica das popula\u00e7\u00f5es nessa regi\u00e3o. O entorno de Porto Alegre tamb\u00e9m se mant\u00e9m prop\u00edcio para a esp\u00e9cie.<\/p>\n<h2>Desmatamento e diminui\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o mant\u00e9m um forte impacto<\/h2>\n<p>Al\u00e9m da diminui\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o potencial, o estudo tamb\u00e9m avaliou os impactos combinados do desmatamento e outras a\u00e7\u00f5es que diminuam os remanescentes florestais. Dessa forma, os cen\u00e1rios tra\u00e7ados apontam uma redu\u00e7\u00e3o ainda mais dr\u00e1stica, entre 70% e 75%, com impactos alarmantes para a sobreviv\u00eancia da arauc\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u201cO desmatamento al\u00e9m de reduzir a quantidade de habitat tamb\u00e9m leva \u00e0 fragmenta\u00e7\u00e3o dos remanescentes florestais, comprometendo a conectividade e reprodu\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es isoladas e impedido que a esp\u00e9cie possa rastrear condi\u00e7\u00f5es adequadas no futuro\u201d, aponta Zwiener.<\/p>\n<p>O isolamento de fragmentos florestais torna as esp\u00e9cies mais vulner\u00e1veis, fragilizando os ecossistemas, especialmente devido \u00e0 perda de variabilidade gen\u00e9tica. No caso da arauc\u00e1ria, o isolamento das popula\u00e7\u00f5es impede que o p\u00f3len das \u00e1rvores de uma localidade alcance \u00e1rvores de outra ou que pinh\u00f5es sejam carregados por esp\u00e9cies dispersoras de sementes, como a cutia, por exemplo, levando ao nascimento de novos pinheiros longe de seu local de origem. Esses tipos de restri\u00e7\u00e3o impedem a troca de genes diminuindo a capacidade da esp\u00e9cie de se adaptar a novas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A preserva\u00e7\u00e3o e o reestabelecimento dos chamados \u2018corredores g\u00eanicos\u2019, remanescentes de florestas conservadas que se interconectam, s\u00e3o importantes num contexto em que a maior parte da vegeta\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi afetada pela a\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>\u201cEstes corredores representam faixas de habitat que desempenham um papel crucial ao conectar popula\u00e7\u00f5es isoladas, promovendo o fluxo gen\u00e9tico entre elas. Sua import\u00e2ncia reside na preserva\u00e7\u00e3o da diversidade gen\u00e9tica, na melhoria da adaptabilidade das esp\u00e9cies e na garantia de sua sobreviv\u00eancia a longo prazo. A manuten\u00e7\u00e3o desses corredores \u00e9 essencial para a biodiversidade, oferecendo um ambiente prop\u00edcio para diversas formas de vida e facilitando a movimenta\u00e7\u00e3o segura entre diferentes \u00e1reas\u201d, completa Zwiener.<\/p>\n<h2>Estudo indica necessidade de aumentar \u00e1reas protegidas<\/h2>\n<p>As \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o ambiental s\u00e3o essenciais para salvaguardar esp\u00e9cies amea\u00e7adas como a arauc\u00e1ria. Nesses locais s\u00e3o proibidas por lei atividades danosas ao meio ambiente, sendo permitidas apenas pesquisas cient\u00edficas e outras atividades controladas como o turismo ecol\u00f3gico. No Paran\u00e1 s\u00e3o cerca de 26 mil quil\u00f4metros quadrados protegidos entre reservas, parques, unidades de conserva\u00e7\u00e3o, entre outros tipos.<\/p>\n<p>Essa \u00e1rea, contudo, se mostra insuficiente no caso das arauc\u00e1rias. Segundo os cen\u00e1rios tra\u00e7ados, 98% das regi\u00f5es que permanecer\u00e3o com clima adequado para a esp\u00e9cie em 2050 est\u00e3o fora de \u00e1reas protegidas.<\/p>\n<p>O impacto em remanescentes de florestas, lugares onde a \u00e1rvore est\u00e1 efetivamente presente, tamb\u00e9m ser\u00e1 consider\u00e1vel. Entre 32% e 44% deixar\u00e3o de ter o clima adequado para o desenvolvimento da esp\u00e9cie.<\/p>\n<h2>Desmatamento e diminui\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o s\u00e3o problemas hist\u00f3ricos<\/h2>\n<p>Al\u00e9m da diminui\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o potencial, o estudo avaliou os impactos combinados do desmatamento e outras a\u00e7\u00f5es que diminuam os remanescentes florestais. Dessa forma, os cen\u00e1rios tra\u00e7ados apontam uma redu\u00e7\u00e3o ainda mais dr\u00e1stica, entre 70% e 75%, com impactos alarmantes para a sobreviv\u00eancia da arauc\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u201cO desmatamento al\u00e9m de reduzir a quantidade de habitat tamb\u00e9m leva \u00e0 fragmenta\u00e7\u00e3o dos remanescentes florestais, comprometendo a conectividade e reprodu\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es isoladas e impedido que a esp\u00e9cie possa rastrear condi\u00e7\u00f5es adequadas no futuro\u201d, aponta Zwiener.<\/p>\n<p>O isolamento de fragmentos florestais torna as esp\u00e9cies mais vulner\u00e1veis fragilizando os ecossistemas, especialmente devido \u00e0 perda de variabilidade gen\u00e9tica. No caso da arauc\u00e1ria, o isolamento das popula\u00e7\u00f5es impede que o p\u00f3len das \u00e1rvores de uma localidade alcance \u00e1rvores de outra ou que pinh\u00f5es sejam carregados por esp\u00e9cies dispersoras de sementes, como a cutia, por exemplo, levando ao nascimento de novos pinheiros longe de seu local de origem. Esses tipos de restri\u00e7\u00e3o impedem a troca de genes, diminuindo a capacidade da esp\u00e9cie de se adaptar a novas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A preserva\u00e7\u00e3o e o reestabelecimento dos chamados &#8220;corredores g\u00eanicos&#8221;, remanescentes de florestas conservadas que se interconectam, s\u00e3o importantes num contexto em que a maior parte da vegeta\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi afetada pela a\u00e7\u00e3o humana. Agem para conectar popula\u00e7\u00f5es isoladas, deixando-as menos vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p>\u201cA manuten\u00e7\u00e3o desses corredores \u00e9 essencial para a biodiversidade, oferecendo um ambiente prop\u00edcio para diversas formas de vida e facilitando a movimenta\u00e7\u00e3o segura entre diferentes \u00e1reas\u201d, diz Zwiener.<\/p>\n<h2>Por que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o prejudiciais \u00e0 arauc\u00e1ria?<\/h2>\n<p>A arauc\u00e1ria necessita de certas caracter\u00edsticas espec\u00edficas para se desenvolver. Os fatores identificados no estudo s\u00e3o solos bem drenados, temperaturas amenas, com m\u00e9dias entre 16\u00baC e 23 \u00baC e baixa variabilidade ao longo do dia, combinada com alta precipita\u00e7\u00e3o anual, entre mil e 2,5 mil mil\u00edmetros por ano. A \u00e1rvore tamb\u00e9m se adapta melhor a solos ricos em mat\u00e9ria org\u00e2nica e com grande atividade biol\u00f3gica, n\u00e3o ocorrem em solos aluviais que s\u00e3o periodicamente alagados ou com excesso de alum\u00ednio.<\/p>\n<p>O aquecimento global afeta decisivamente algumas dessas caracter\u00edsticas, n\u00e3o s\u00f3 com o aumento da temperatura, que pode tornar diversas regi\u00f5es muito quentes para o desenvolvimento da arauc\u00e1ria, como tamb\u00e9m afeta o regime de chuvas, outro ponto sens\u00edvel para a esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>\u201cQuando os padr\u00f5es de temperatura e precipita\u00e7\u00e3o mudam e se tornam inadequados para a Arauc\u00e1ria em uma determinada regi\u00e3o, os indiv\u00edduos n\u00e3o empreender\u00e3o esfor\u00e7os reprodutivos, podendo sofrer altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas, inclusive culminando em sua morte\u201d, alerta Zwiener.<\/p>\n<p>Indiv\u00edduos mais jovem s\u00e3o mais afetados por n\u00e3o terem a resist\u00eancia necess\u00e1ria para suportar temperaturas elevadas. Isso leva, segundo o pesquisador, a um r\u00e1pido decl\u00ednio populacional delimitando a dispers\u00e3o da esp\u00e9cie como um todo.<\/p>\n<p>\u201cSe a esp\u00e9cie n\u00e3o for capaz de rastrear as condi\u00e7\u00f5es ambientais favor\u00e1veis, ou n\u00e3o tiver condi\u00e7\u00e3o de se adaptar fisiologicamente, ela estar\u00e1 fadada a retrair para ref\u00fagios clim\u00e1ticos dentro da sua distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica\u201d.<\/p>\n<p>O pesquisador explica que mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o comuns no planeta Terra, contudo elas acontecem de forma muito lenta, o que permite que as esp\u00e9cies se adaptem.<\/p>\n<p>O lan\u00e7amento de toneladas de gases que causam o efeito estufa na atmosfera desde a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, processo que s\u00f3 vem se acelerando, est\u00e1 trazendo um aquecimento muito r\u00e1pido da atmosfera em termos geol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Mudan\u00e7as que levaram dez a 20 mil anos no passado est\u00e3o acontecendo em menos de 200 anos. Assim, as esp\u00e9cies n\u00e3o t\u00eam tempo de rastrear condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis durante o processo.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: right;\">Edi\u00e7\u00e3o: Camille Bropp e Rodrigo Choinski<\/h5>\n<h5 style=\"text-align: right;\"><span class=\"TextRun SCXW17818859 BCX0\" lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun SCXW17818859 BCX0\">\u2795\u00a0<\/span><span class=\"NormalTextRun SCXW17818859 BCX0\">Leia o <\/span><span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW17818859 BCX0\">artigo<\/span><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.gecco.2023.e02668\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span class=\"NormalTextRun SCXW17818859 BCX0\"> \u201c<\/span><span class=\"NormalTextRun SCXW17818859 BCX0\">Ecological<\/span> <span class=\"NormalTextRun SCXW17818859 BCX0\">restoration<\/span> <span class=\"NormalTextRun SCXW17818859 BCX0\">and<\/span> <span class=\"NormalTextRun SCXW17818859 BCX0\">protection<\/span> <span class=\"NormalTextRun SCXW17818859 BCX0\">of<\/span> <span class=\"NormalTextRun SCXW17818859 BCX0\">remnants<\/span><span class=\"NormalTextRun SCXW17818859 BCX0\"> are <\/span><span class=\"NormalTextRun SCXW17818859 BCX0\">key<\/span> <span class=\"NormalTextRun SCXW17818859 BCX0\">to<\/span> <span class=\"NormalTextRun SCXW17818859 BCX0\">the<\/span> <span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW17818859 BCX0\">survival<\/span> <span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW17818859 BCX0\">of<\/span> <span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW17818859 BCX0\">the<\/span> <span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW17818859 BCX0\">critically<\/span> <span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW17818859 BCX0\">endangered<\/span> <span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW17818859 BCX0\">Araucaria<\/span> <span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW17818859 BCX0\">tree<\/span> <span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW17818859 BCX0\">under<\/span> <\/a><\/span><span class=\"TextRun SCXW17818859 BCX0\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW17818859 BCX0\">climate<\/span> <span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW17818859 BCX0\">change<\/span><span class=\"NormalTextRun SCXW17818859 BCX0\">\u201d, publicado na Global <\/span><em><span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW17818859 BCX0\">Ecology<\/span> <span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW17818859 BCX0\">and<\/span> <span class=\"NormalTextRun SCXW17818859 BCX0\">Conservation<\/span><\/em><\/span><em><span class=\"EOP SCXW17818859 BCX0\" data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}\">\u00a0<\/span><\/em><\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c1rvore que simboliza as paisagens do Sul do Brasil, a arauc\u00e1ria se destaca nas regi\u00f5es frias da Mata Atl\u00e2ntica como&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2799,"featured_media":26039,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":"","fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false},"categories":[1612,1,1604],"tags":[2420,2563,1909,2139,2140,2627,2628,1725,2629,2427,1748,2564],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Arauc\u00e1ria perder\u00e1 pelo menos 70% de \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o at\u00e9 2050, aponta proje\u00e7\u00e3o - Ci\u00eancia UFPR<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Mesmo protegida por lei, se quadro atual de desmatamento e crise clim\u00e1tica se mantiver, esp\u00e9cie ter\u00e1 ambiente reduzido para \u00e1reas altas e frias, aponta pesquisa.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Arauc\u00e1ria perder\u00e1 pelo menos 70% de \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o at\u00e9 2050, aponta proje\u00e7\u00e3o - Ci\u00eancia UFPR\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Mesmo protegida por lei, se quadro atual de desmatamento e crise clim\u00e1tica se mantiver, esp\u00e9cie ter\u00e1 ambiente reduzido para \u00e1reas altas e frias, aponta pesquisa.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Ci\u00eancia UFPR\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/cienciaufproficial\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2024-12-19T10:04:33+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-01-28T03:47:42+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Araucaria.-Foto-Fabian-Kronenberg-Flickr.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1920\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1080\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Rodrigo Choinski\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@cienciaufpr\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@cienciaufpr\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Rodrigo Choinski\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"10 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/\"},\"author\":{\"name\":\"Rodrigo Choinski\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#\/schema\/person\/89d17255c82fd8b58e008c4a4418177b\"},\"headline\":\"Arauc\u00e1ria perder\u00e1 pelo menos 70% de \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o at\u00e9 2050, aponta proje\u00e7\u00e3o\",\"datePublished\":\"2024-12-19T10:04:33+00:00\",\"dateModified\":\"2025-01-28T03:47:42+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/\"},\"wordCount\":2110,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Araucaria.-Foto-Fabian-Kronenberg-Flickr.jpg\",\"keywords\":[\"2024\",\"arauc\u00e1ria\",\"biodiversidade\",\"crise clim\u00e1tica\",\"emerg\u00eancia clim\u00e1tica\",\"Floresta Ombr\u00f3fila Mista\",\"Guarani Nhandewa\",\"Mata Atl\u00e2ntica\",\"Modelagem de Nicho Ecol\u00f3gico\",\"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\",\"Paran\u00e1\",\"UFPR Palotina\"],\"articleSection\":[\"Meio ambiente\",\"Reportagem\",\"V\u00eddeos\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/\",\"url\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/\",\"name\":\"Arauc\u00e1ria perder\u00e1 pelo menos 70% de \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o at\u00e9 2050, aponta proje\u00e7\u00e3o - Ci\u00eancia UFPR\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Araucaria.-Foto-Fabian-Kronenberg-Flickr.jpg\",\"datePublished\":\"2024-12-19T10:04:33+00:00\",\"dateModified\":\"2025-01-28T03:47:42+00:00\",\"description\":\"Mesmo protegida por lei, se quadro atual de desmatamento e crise clim\u00e1tica se mantiver, esp\u00e9cie ter\u00e1 ambiente reduzido para \u00e1reas altas e frias, aponta pesquisa.\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Araucaria.-Foto-Fabian-Kronenberg-Flickr.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Araucaria.-Foto-Fabian-Kronenberg-Flickr.jpg\",\"width\":1920,\"height\":1080,\"caption\":\"Isolamento de fragmentos florestais preservados fragiliza a esp\u00e9cie, devido \u00e0 perda de variabilidade gen\u00e9tica. Foto: Fabian Kronenberg\/Flickr\/Reprodu\u00e7\u00e3o\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Arauc\u00e1ria perder\u00e1 pelo menos 70% de \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o at\u00e9 2050, aponta proje\u00e7\u00e3o\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#website\",\"url\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/\",\"name\":\"Ci\u00eancia UFPR\",\"description\":\"Site de temas cient\u00edficos com foco no conhecimento produzido na Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR). Baseado na Revista Ci\u00eancia UFPR.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#organization\",\"name\":\"Revista Ci\u00eancia UFPR\",\"url\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Revista-Ciencia-UFPR-vermelho.jpeg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Revista-Ciencia-UFPR-vermelho.jpeg\",\"width\":992,\"height\":714,\"caption\":\"Revista Ci\u00eancia UFPR\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/cienciaufproficial\",\"https:\/\/x.com\/cienciaufpr\",\"https:\/\/www.instagram.com\/revistacienciaufpr\/\",\"https:\/\/www.linkedin.com\/company\/cienciaufproficial\",\"https:\/\/br.pinterest.com\/cienciaufpr\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#\/schema\/person\/89d17255c82fd8b58e008c4a4418177b\",\"name\":\"Rodrigo Choinski\",\"description\":\"Jornalista e mestre em sociologia pela Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR). Trabalhou na TV Brasil e no Programa de Recupera\u00e7\u00e3o da Biodiversidade Marinha. Pesquisa a obra do fil\u00f3sofo h\u00fangaro Istv\u00e1n M\u00e9sz\u00e1ros. Jornalista na UFPR.\",\"url\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/author\/rodrigo-choinski\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Arauc\u00e1ria perder\u00e1 pelo menos 70% de \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o at\u00e9 2050, aponta proje\u00e7\u00e3o - Ci\u00eancia UFPR","description":"Mesmo protegida por lei, se quadro atual de desmatamento e crise clim\u00e1tica se mantiver, esp\u00e9cie ter\u00e1 ambiente reduzido para \u00e1reas altas e frias, aponta pesquisa.","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Arauc\u00e1ria perder\u00e1 pelo menos 70% de \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o at\u00e9 2050, aponta proje\u00e7\u00e3o - Ci\u00eancia UFPR","og_description":"Mesmo protegida por lei, se quadro atual de desmatamento e crise clim\u00e1tica se mantiver, esp\u00e9cie ter\u00e1 ambiente reduzido para \u00e1reas altas e frias, aponta pesquisa.","og_url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/","og_site_name":"Ci\u00eancia UFPR","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/cienciaufproficial","article_published_time":"2024-12-19T10:04:33+00:00","article_modified_time":"2025-01-28T03:47:42+00:00","og_image":[{"width":1920,"height":1080,"url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Araucaria.-Foto-Fabian-Kronenberg-Flickr.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Rodrigo Choinski","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@cienciaufpr","twitter_site":"@cienciaufpr","twitter_misc":{"Escrito por":"Rodrigo Choinski","Est. tempo de leitura":"10 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/"},"author":{"name":"Rodrigo Choinski","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#\/schema\/person\/89d17255c82fd8b58e008c4a4418177b"},"headline":"Arauc\u00e1ria perder\u00e1 pelo menos 70% de \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o at\u00e9 2050, aponta proje\u00e7\u00e3o","datePublished":"2024-12-19T10:04:33+00:00","dateModified":"2025-01-28T03:47:42+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/"},"wordCount":2110,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Araucaria.-Foto-Fabian-Kronenberg-Flickr.jpg","keywords":["2024","arauc\u00e1ria","biodiversidade","crise clim\u00e1tica","emerg\u00eancia clim\u00e1tica","Floresta Ombr\u00f3fila Mista","Guarani Nhandewa","Mata Atl\u00e2ntica","Modelagem de Nicho Ecol\u00f3gico","Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas","Paran\u00e1","UFPR Palotina"],"articleSection":["Meio ambiente","Reportagem","V\u00eddeos"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/","url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/","name":"Arauc\u00e1ria perder\u00e1 pelo menos 70% de \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o at\u00e9 2050, aponta proje\u00e7\u00e3o - Ci\u00eancia UFPR","isPartOf":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Araucaria.-Foto-Fabian-Kronenberg-Flickr.jpg","datePublished":"2024-12-19T10:04:33+00:00","dateModified":"2025-01-28T03:47:42+00:00","description":"Mesmo protegida por lei, se quadro atual de desmatamento e crise clim\u00e1tica se mantiver, esp\u00e9cie ter\u00e1 ambiente reduzido para \u00e1reas altas e frias, aponta pesquisa.","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/#primaryimage","url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Araucaria.-Foto-Fabian-Kronenberg-Flickr.jpg","contentUrl":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Araucaria.-Foto-Fabian-Kronenberg-Flickr.jpg","width":1920,"height":1080,"caption":"Isolamento de fragmentos florestais preservados fragiliza a esp\u00e9cie, devido \u00e0 perda de variabilidade gen\u00e9tica. Foto: Fabian Kronenberg\/Flickr\/Reprodu\u00e7\u00e3o"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/araucaria-perdera-pelo-menos-70-de-area-de-distribuicao-ate-2050-aponta-projecao\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Arauc\u00e1ria perder\u00e1 pelo menos 70% de \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o at\u00e9 2050, aponta proje\u00e7\u00e3o"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#website","url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/","name":"Ci\u00eancia UFPR","description":"Site de temas cient\u00edficos com foco no conhecimento produzido na Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR). Baseado na Revista Ci\u00eancia UFPR.","publisher":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#organization","name":"Revista Ci\u00eancia UFPR","url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Revista-Ciencia-UFPR-vermelho.jpeg","contentUrl":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Revista-Ciencia-UFPR-vermelho.jpeg","width":992,"height":714,"caption":"Revista Ci\u00eancia UFPR"},"image":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/cienciaufproficial","https:\/\/x.com\/cienciaufpr","https:\/\/www.instagram.com\/revistacienciaufpr\/","https:\/\/www.linkedin.com\/company\/cienciaufproficial","https:\/\/br.pinterest.com\/cienciaufpr\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#\/schema\/person\/89d17255c82fd8b58e008c4a4418177b","name":"Rodrigo Choinski","description":"Jornalista e mestre em sociologia pela Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR). Trabalhou na TV Brasil e no Programa de Recupera\u00e7\u00e3o da Biodiversidade Marinha. Pesquisa a obra do fil\u00f3sofo h\u00fangaro Istv\u00e1n M\u00e9sz\u00e1ros. Jornalista na UFPR.","url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/author\/rodrigo-choinski\/"}]}},"views":6559,"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Araucaria.-Foto-Fabian-Kronenberg-Flickr.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25617"}],"collection":[{"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2799"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25617"}],"version-history":[{"count":25,"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25617\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26129,"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25617\/revisions\/26129"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26039"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25617"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25617"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25617"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}