{"id":24025,"date":"2023-10-25T07:39:49","date_gmt":"2023-10-25T10:39:49","guid":{"rendered":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/?p=24025"},"modified":"2024-10-12T01:31:04","modified_gmt":"2024-10-12T04:31:04","slug":"locais-de-parque-onde-havia-lixao-ainda-sao-evitados-por-pequenos-mamiferos-decadas-depois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/locais-de-parque-onde-havia-lixao-ainda-sao-evitados-por-pequenos-mamiferos-decadas-depois\/","title":{"rendered":"Locais de parque onde havia lix\u00e3o ainda s\u00e3o evitados por pequenos mam\u00edferos d\u00e9cadas depois"},"content":{"rendered":"<h5><strong>BOLETIM UFPR <span style=\"color: #cf6777;\">| <\/span><\/strong>Mam\u00edferos evitam \u00e1reas de parque onde havia lix\u00e3o d\u00e9cadas atr\u00e1s<\/h5>\n<p><iframe loading=\"lazy\" style=\"border-radius: 12px;\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/1mnMj36NaM5ywyygOiw8U9?utm_source=generator\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ainda est\u00e3o l\u00e1 as marcas do dep\u00f3sito de lixo a c\u00e9u aberto que ocupou parte da \u00e1rea onde hoje fica o Parque Estadual Rio da On\u00e7a, em Matinhos (PR). S\u00e3o clareiras que aparecem no meio da vegeta\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica, al\u00e9m de espa\u00e7os onde se v\u00ea material de dif\u00edcil decomposi\u00e7\u00e3o, pl\u00e1stico e isopor, emergindo em meio ao substrato do solo, embolado com folhas e ra\u00edzes. Al\u00e9m de vis\u00edvel aos visitantes, o impacto do lix\u00e3o descontinuado nos anos 1990 tamb\u00e9m \u00e9 percebido pelos pequenos mam\u00edferos da regi\u00e3o, que at\u00e9 hoje evitam as \u00e1reas mais degradadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse comportamento foi investigado por pesquisadoras do <a href=\"https:\/\/litoral.ufpr.br\/ambientais\/lamma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Laborat\u00f3rio de An\u00e1lise e Monitoramento da Mata Atl\u00e2ntica (Lamma)<\/a>, da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR). Ao longo de 2018, eles analisaram o conjunto de esp\u00e9cies de pequenos mam\u00edferos n\u00e3o voadores encontradas em tr\u00eas \u00e1reas do parque \u2014 uma de floresta original, outra de mata regenerada e outra que ainda tem ind\u00edcios de degrada\u00e7\u00e3o, porque era uma das que abrigava o lix\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m de serem o grupo mais diversificado de mam\u00edferos do planeta e do Brasil, os pequenos mam\u00edferos n\u00e3o voadores s\u00e3o um indicador relevante da situa\u00e7\u00e3o de um ecossistema, porque exp\u00f5em a disponibilidade de alimentos e locais de abrigo. Tamb\u00e9m s\u00e3o importantes espalhadores de sementes e controladores de pragas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para resumir: onde h\u00e1 pequenos mam\u00edferos, h\u00e1 muitas formas de vida diferentes, a biodiversidade.<\/span><\/p>\n<h5><strong>GALERIA <span style=\"color: #cf6777;\">|<\/span><\/strong> O que pesquisadores encontraram no parque onde havia um lix\u00e3o<br \/>\n<\/h5>\n<p>A principal conclus\u00e3o das cientistas \u00e9 de que pequenos marsupiais e roedores silvestres \u2014 mam\u00edferos que pesam at\u00e9 um quilo \u2014 s\u00e3o, em geral, encontrados em menor n\u00famero nas \u00e1reas mais degradadas do Parque Estadual Rio da On\u00e7a, apesar de algumas esp\u00e9cies estarem mostrando certa resili\u00eancia enquanto o ecossistema tenta se recompor. A an\u00e1lise foi registrada em <a href=\"https:\/\/ojs.ecologiaaustral.com.ar\/index.php\/Ecologia_Austral\/article\/view\/2034\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">artigo cient\u00edfico publicado em setembro no peri\u00f3dico <em>Ecolog\u00eda Austral<\/em><\/a> e \u00e9 pioneira na avalia\u00e7\u00e3o de pequenos mam\u00edferos em localidade onde houve lix\u00e3o por tempo prolongado.<\/p>\n<p>\u201cO que verificamos \u00e9 que algumas esp\u00e9cies utilizam a \u00e1rea degradada com menor frequ\u00eancia quando comparamos com outras \u00e1reas. Al\u00e9m disso, observamos tamb\u00e9m um n\u00famero menor de indiv\u00edduos utilizando a \u00e1rea do antigo lix\u00e3o, o que pode indicar que ela possui menos recursos e n\u00e3o pode abrigar tantos indiv\u00edduos quanto uma \u00e1rea n\u00e3o afetada\u201d, explica a pesquisadora Fernanda Gatto-Almeida, doutora em Gen\u00e9tica pela UFPR e uma das autoras do artigo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_24232\" aria-describedby=\"caption-attachment-24232\" style=\"width: 440px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/info_pequenos-mamiferos-no-lixao_cienciaufpr.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-24232\" src=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/info_pequenos-mamiferos-no-lixao_cienciaufpr-573x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"440\" height=\"786\" srcset=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/info_pequenos-mamiferos-no-lixao_cienciaufpr-573x1024.jpg 573w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/info_pequenos-mamiferos-no-lixao_cienciaufpr-168x300.jpg 168w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/info_pequenos-mamiferos-no-lixao_cienciaufpr-768x1371.jpg 768w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/info_pequenos-mamiferos-no-lixao_cienciaufpr-150x268.jpg 150w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/info_pequenos-mamiferos-no-lixao_cienciaufpr.jpg 840w\" sizes=\"(max-width: 440px) 100vw, 440px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24232\" class=\"wp-caption-text\">Clique para ampliar | <a href=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/info-pequenosmamiferosnolixao_cienciaufpr.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Baixe em pdf<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>A pesquisadora ressalta que os pequenos mam\u00edferos da Mata Atl\u00e2ntica fazem parte da fauna silvestre e n\u00e3o t\u00eam rela\u00e7\u00e3o com esp\u00e9cies ex\u00f3ticas consideradas pragas, como algumas esp\u00e9cies de ratos (ratazanas e camundongos). Fernanda come\u00e7ou a pesquisar pequenos mam\u00edferos da Mata Atl\u00e2ntica quando ainda era bolsista de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e prosseguiu a pesquisa no mestrado em Zoologia na UFPR, com bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), sob orienta\u00e7\u00e3o das professoras Liliani Mar\u00edlia Tiepolo e Juliana Quadros, que coordenam o Lamma.<\/p>\n<p>\u201cOs animais que avaliamos nos nossos estudos s\u00e3o nativos da Mata Atl\u00e2ntica e sens\u00edveis a altera\u00e7\u00f5es ambientais. N\u00e3o est\u00e3o associados a ambientes urbanos. Eles desempenham pap\u00e9is muito importantes na natureza. S\u00e3o componentes valiosos da biodiversidade e contribuem para a sa\u00fade e a estabilidade dos ecossistemas em que habitam\u201d.<\/p>\n<p>Mais do que animais nativos da Mata Atl\u00e2ntica, que s\u00e3o os que habitam essa floresta, o parque abriga tamb\u00e9m esp\u00e9cies que s\u00e3o end\u00eamicas desse bioma, isto \u00e9, s\u00e3o encontrados apenas nele.<\/p>\n<h2>Assembleia de pequenos mam\u00edferos sinalizou comportamento dessa fauna em cada \u00e1rea do parque<\/h2>\n<p>No apanhado geral, a avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de que a exist\u00eancia de um espa\u00e7o para despejo de lixo, a c\u00e9u aberto e sem qualquer cuidado ou tratamento, n\u00e3o \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o que o ambiente consiga reverter rapidamente, mesmo com as leis de prote\u00e7\u00e3o ambiental. Ou seja, nesse caso, a unidade de conserva\u00e7\u00e3o estadual se beneficiaria com investimento em metodologias menos passivas, como remo\u00e7\u00e3o do lixo, replantio de \u00e1rvores nativas e monitoramento das condi\u00e7\u00f5es e da sucess\u00e3o da fauna e da flora.<\/p>\n<p>A constata\u00e7\u00e3o tem impacto para o estudo da Mata Atl\u00e2ntica, um bioma do qual s\u00f3 restam cerca de 12% de cobertura original e que ainda registra percentual de devasta\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel em anos recentes, inclusive no Paran\u00e1, um dos Estados que historicamente mais suprimiu essa vegeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Parque Estadual Rio da On\u00e7a \u00e9 considerado, em seu plano de manejo, \u201cem crescente isolamento\u201d, com press\u00e3o no entorno que \u00e9 altamente urbanizado, onde ainda se v\u00ea lixo irregular. Al\u00e9m do lixo, a \u00e1rea do parque j\u00e1 teve cultivo irregular de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas como o eucalipto e o pinus, que o governo estadual afirma ter removido e ainda estar monitorando.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca da pesquisa, o parque contava com \u00e1rea inferior a dois quil\u00f4metros quadrados. Em 2022, houve um aumento do parque por meio do <a href=\"https:\/\/www.legislacao.pr.gov.br\/legislacao\/pesquisarAto.do?action=exibir&amp;codAto=266917&amp;indice=1&amp;totalRegistros=1&amp;dt=10.9.2023.13.40.7.31\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">decreto estadual 11.489\/22<\/a>, que autorizou a anexa\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de floresta dos arredores, o que fez a unidade passar a contar com uma \u00e1rea de 16,6 quil\u00f4metros quadrados no total.<\/p>\n<p>Como a maioria das esp\u00e9cies de marsupiais e roedores silvestres observados no estudo segue evitando os locais onde a mata virou clareira e o lixo ainda faz parte da paisagem, \u00e9 poss\u00edvel perceber que o espa\u00e7o para elas \u00e9, na verdade, menor do que o da \u00e1rea do parque.<\/p>\n<p>\u201cNo contexto em que avaliamos a \u2018n\u00e3o adapta\u00e7\u00e3o\u2019, ela se reflete no uso menos frequente do espa\u00e7o. As esp\u00e9cies que \u2018n\u00e3o se adaptam\u2019 n\u00e3o exploram aquele espa\u00e7o, portanto t\u00eam perda de habitat em microescala. O antigo lix\u00e3o que avaliamos est\u00e1 inserido em meio a uma \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, ent\u00e3o os animais t\u00eam ref\u00fagio e comida nas imedia\u00e7\u00f5es da \u00e1rea afetada. Mas \u00e9 fato que na \u00e1rea da clareira onde o lixo era descartado os recursos ambientais n\u00e3o foram regenerados por completo\u201d, diz Fernanda.<\/p>\n<p>Para compreender a forma como os pequenos mam\u00edferos percebem os diferentes ambientes da reserva, os pesquisadores partiram do conceito de \u201cassembleia\u201d, que permite registrar as intera\u00e7\u00f5es de diversas esp\u00e9cies ao mesmo tempo. Assembleias s\u00e3o agrupamentos de indiv\u00edduos de diferentes esp\u00e9cies de um mesmo grupo (por exemplo pequenos mam\u00edferos, que s\u00e3o roedores ou marsupiais) em um determinado ambiente.<\/p>\n<p>O estudo de assembleias possibilita obter um panorama mais diverso sobre como aquela fauna usa e percebe o ambiente em quest\u00e3o. Isso \u00e9 revelador porque algumas esp\u00e9cies podem ser mais resilientes do que outras ou at\u00e9 mesmo se beneficiar de certas mudan\u00e7as, portanto investigar apenas uma delas pode trazer distor\u00e7\u00f5es para a pesquisa.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 significativo perceber se animais s\u00e3o recapturados, uma vez que esse \u00e9 um ind\u00edcio de que residem ali. O baixo n\u00famero de recapturas no estudo, por exemplo, pode indicar que os pequenos mam\u00edferos est\u00e3o em tr\u00e2nsito na maioria das \u00e1reas.<\/p>\n<h2>Algumas esp\u00e9cies preocupam e outras surpreendem pesquisadoras<\/h2>\n<p>Por meio das armadilhas posicionadas nas tr\u00eas \u00e1reas distintas do parque, as cientistas fizeram 109 capturas de pequenos mam\u00edferos. Foram usadas cerca de cem armadilhas em nove campanhas de seis dias e noites cada. As armadilhas continham iscas com uma mistura de banana, amendoim, sardinha e farinha de milho. A prefer\u00eancia das pesquisadoras foi por fixar as armadilhas tamb\u00e9m em galhos de \u00e1rvores, mas isso n\u00e3o foi poss\u00edvel na \u00e1rea de clareira, uma das que recebeu o lix\u00e3o. Portanto, houve tamb\u00e9m armadilhas em arbustos e no ch\u00e3o.<\/p>\n<p>Das capturas, quase metade (51) ocorreu na mata fechada mais conservada e, 29% (32), na mata em regenera\u00e7\u00e3o. Na clareira, a \u00e1rea degradada, houve 24% (26). O n\u00famero de capturas n\u00e3o equivale ao n\u00famero de animais capturados, visto que foram registradas algumas recapturas. Descontando-se os reencontros, as cientistas registraram 82 animais diferentes <em>(as fotos de v\u00e1rios deles est\u00e3o na galeria acima)<\/em>.<\/p>\n<p>A esp\u00e9cie mais encontrada foi a <em>Akodon montensis<\/em>, o rato-do-mato, um roedor de menos de 60 gramas que come insetos, pequenos invertebrados, frutas e sementes. Apesar de estarem em n\u00famero consider\u00e1vel \u2014 45 capturas \u2014, o estado de sa\u00fade desses animais preocupou as cientistas.<\/p>\n<p>\u201cVerificamos que indiv\u00edduos apresentavam uma descama\u00e7\u00e3o na base da cauda, por vezes bastante severa. Essa descama\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 comum de se encontrar em \u00e1reas fora do Parque Estadual Rio da On\u00e7a e pode ser indicativo de que a sa\u00fade dos animais est\u00e1 comprometida de alguma forma\u201d, lembra Fernanda.<\/p>\n<p>Uma limita\u00e7\u00e3o da pesquisa \u00e9 a an\u00e1lise sobre o grau de adapta\u00e7\u00e3o desses pequenos animais, o que exigiria compreender suas condi\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas e comportamentais, entre eles a reprodu\u00e7\u00e3o. Ou seja, o fato de um animal estar residindo no parque n\u00e3o necessariamente significa que n\u00e3o est\u00e1 tendo dificuldades para sobreviver.<\/p>\n<p>Ainda assim, as cientistas avaliam, \u00e0 primeira vista, que \u00e9 uma boa not\u00edcia a presen\u00e7a da esp\u00e9cie <em>Euryoryzomys russatus<\/em>, um pequeno roedor muito \u00e1gil que se alimenta de frutos e gr\u00e3os e pesa at\u00e9 100 gramas.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um roedor que geralmente se mostra sens\u00edvel a dist\u00farbios ambientais e foi a segunda esp\u00e9cie mais registrada na \u00e1rea do lix\u00e3o. A presen\u00e7a dessas esp\u00e9cies \u00e9 de certa forma encorajadora, pois demonstra que apesar da \u00e1rea do lix\u00e3o a \u00e1rea do entorno deve estar provendo qualidade ambiental suficiente para que a esp\u00e9cie permane\u00e7a ali\u201d, conta Fernanda.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u2795 Leia detalhes no artigo &#8220;<\/span><a href=\"https:\/\/ojs.ecologiaaustral.com.ar\/index.php\/Ecologia_Austral\/article\/view\/2034\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Choosing between human trash and trashed forests: Resilience in nonvolant Atlantic Forest small mammals<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;, publicado no peri\u00f3dico <em>Ecolog\u00eda Austral<\/em>.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: right;\">Edi\u00e7\u00e3o: Camille Bropp<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BOLETIM UFPR | Mam\u00edferos evitam \u00e1reas de parque onde havia lix\u00e3o d\u00e9cadas atr\u00e1s Ainda est\u00e3o l\u00e1 as marcas do dep\u00f3sito&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2800,"featured_media":24035,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":"","fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false},"categories":[1608,1622,2186,1612,1,1795],"tags":[2243,1734,2338,2351,1725,1748,2336,2057,2056,2337,2335,2350],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.5 - 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