{"id":22999,"date":"2023-06-21T07:05:52","date_gmt":"2023-06-21T10:05:52","guid":{"rendered":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/?p=22999"},"modified":"2024-02-06T19:23:21","modified_gmt":"2024-02-06T22:23:21","slug":"gestantes-tem-54-vezes-mais-risco-de-desenvolver-dengue-grave","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/gestantes-tem-54-vezes-mais-risco-de-desenvolver-dengue-grave\/","title":{"rendered":"Gestantes t\u00eam 5,4 vezes mais risco de desenvolver dengue grave"},"content":{"rendered":"<h5><strong>BOLETIM UFPR <span style=\"color: #cf6777;\">|<\/span><\/strong> Gestantes t\u00eam mais risco de desenvolver dengue grave<\/h5>\n<p><iframe loading=\"lazy\" style=\"border-radius: 12px;\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/0idweArX8mP3wOkS07forz?utm_source=generator\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>O uso de repelentes diariamente, inclusive por baixo da roupa, n\u00e3o impediu que a professora do ensino b\u00e1sico de Catanduva (SP), Bruna Vertoni, recebesse o diagn\u00f3stico de dengue duas vezes em um intervalo de cinco anos. Ela j\u00e1 havia tido a doen\u00e7a no per\u00edodo em que amamentava a primeira filha, mas descobriu que o risco da infec\u00e7\u00e3o era ainda maior durante a gesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, os exames apontaram que a contagem de plaquetas no sangue era inferior a 50 mil, resultado considerado baixo. O caso inspirava mais cuidados j\u00e1 que ela tomava anticoagulantes, o que poderia desencadear uma complica\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cDepois da primeira filha, tive tr\u00eas abortos e, por ter trombofilia, n\u00e3o poderia ficar sem a medica\u00e7\u00e3o na gravidez\u201d, conta. \u201cFiquei muito preocupada, tive todos os sintomas da dengue, mal-estar, febre, manchinhas pelo corpo. Fizemos acompanhamento e felizmente a doen\u00e7a foi controlada\u201d, relata a professora.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Bruna chama aten\u00e7\u00e3o para o risco que a doen\u00e7a representa para mulheres gr\u00e1vidas, tema de uma pesquisa que avaliou dados do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Agravos de Notifica\u00e7\u00e3o (Sinan), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, coletados entre 2016 e 2019. Os estudos investigaram como a dengue se correlacionou com a gravidez em casos de mulheres infectadas pela doen\u00e7a no Paran\u00e1.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Info-Dengue-em-gravidas.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-23291 size-large\" src=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Info-Dengue-em-gravidas-573x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"573\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Info-Dengue-em-gravidas-573x1024.jpg 573w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Info-Dengue-em-gravidas-168x300.jpg 168w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Info-Dengue-em-gravidas-768x1371.jpg 768w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Info-Dengue-em-gravidas.jpg 840w\" sizes=\"(max-width: 573px) 100vw, 573px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O universo da pesquisa foram 27.695 casos de dengue confirmados em mulheres que tinham informa\u00e7\u00f5es completas sobre sua condi\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 gravidez (74,1% dos casos confirmados em mulheres com idade reprodutiva, de 10 a 49 anos). Dessas, 949 estavam gr\u00e1vidas.<\/p>\n<p>O risco de hospitaliza\u00e7\u00f5es e de desenvolver dengue grave se mostrou maior em gr\u00e1vidas do que em n\u00e3o-gr\u00e1vidas (respectivamente, 2,93 e 5,4 vezes). Das n\u00e3o-gr\u00e1vidas, 6,8% foram hospitalizadas, 1,8% teve dengue com sinais de alarme, de gravidade intermedi\u00e1ria, e, 0,1%, dengue grave. Assim como a diabetes, a gravidez aumenta o risco de hospitaliza\u00e7\u00e3o por dengue em qualquer idade.<\/p>\n<p>O estudo sugere que as mudan\u00e7as anat\u00f4micas e fisiol\u00f3gicas da gravidez influenciam no desenvolvimento da dengue de uma forma que ainda n\u00e3o est\u00e1 clara. A gravidez causa diversas altera\u00e7\u00f5es cardiovasculares e dificulta o diagn\u00f3stico correto da dengue, assim como a avalia\u00e7\u00e3o da sua gravidade.<\/p>\n<h2>Entender a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a em gestantes melhora o tratamento<\/h2>\n<p>Ao identificar a gesta\u00e7\u00e3o como fator de risco para desfechos cl\u00ednicos desfavor\u00e1veis, o estudo contribui para entender a evolu\u00e7\u00e3o da dengue durante o per\u00edodo de gesta\u00e7\u00e3o e a import\u00e2ncia de identificar sinais precoces de sangramento, al\u00e9m de facilitar a interna\u00e7\u00e3o, o acompanhamento e o tratamento adequado da gestante.<\/p>\n<p>O artigo intitulado <a href=\"https:\/\/bmcinfectdis.biomedcentral.com\/articles\/10.1186\/s12879-021-06985-w\">\u201cClinical outcomes of dengue virus infection in pregnant and non-pregnant women of reproductive age: a retrospective cohort study from 2016 to 2019 in Paran\u00e1, Brazil&#8221;<\/a> est\u00e1 publicado no peri\u00f3dico BMC Infectious Diseases. A pesquisa foi conduzida pela m\u00e9dica infectologista Beatris Martin durante o mestrado em Sa\u00fade P\u00fablica na Universidade Federal do Paran\u00e1, sob orienta\u00e7\u00e3o da professora Silvia Shimakura, do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade Coletiva.<\/p>\n<blockquote class=\"alignright\"><p><strong>Classifica\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a<\/strong> &#8211; desde 2009, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade define a doen\u00e7a dengue em tr\u00eas apresenta\u00e7\u00f5es com diferentes gravidades. Nos dois extremos de gravidades temos dengue e dengue grave (que corresponde a febre hemorr\u00e1gica dengue e a s\u00edndrome do choque dengue). Entre os dois polos, h\u00e1 a dengue com sinais de alarme \u2013 uma categoria criada para identificar sinais e sintomas presentes em quadros leves, mas com maior potencial de evoluir para forma grave. No Brasil, a classifica\u00e7\u00e3o foi adotada em 2014<\/p><\/blockquote>\n<p>A infectologista revela que desde a resid\u00eancia tinha interesse em compreender como a gesta\u00e7\u00e3o pode alterar a evolu\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as infecciosas, em como o desenvolvimento do beb\u00ea \u00e9 afetado e tamb\u00e9m pelo tema transmiss\u00e3o vertical, que \u00e9 quando o beb\u00ea tamb\u00e9m \u00e9 acometido pela infec\u00e7\u00e3o materna.<\/p>\n<p>\u201cApesar de existirem muitas evid\u00eancias do agravamento da evolu\u00e7\u00e3o da dengue em gestantes, faltam estudos de metodologia mais robusta e ainda n\u00e3o h\u00e1 consenso sobre o tema. Toda pesquisa contribui para aumentar evid\u00eancias, al\u00e9m de ser interessante analisar dados locais e regionais, considerando a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Beatris explica que o banco de dados utilizado para o estudo foi o mais recente dispon\u00edvel, pois como o Paran\u00e1 encerra seu ano epidemiol\u00f3gico em julho do ano seguinte e a an\u00e1lise dos dados foi realizada em 2020 e come\u00e7o de 2021, ela teve acesso ao banco completo de 2019.<\/p>\n<p>Entre as principais limita\u00e7\u00f5es ela aponta o preenchimento desigual dos formul\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u201cEm anos epid\u00eamicos os dados faltantes s\u00e3o mais comuns. Temos maior frequ\u00eancia de informa\u00e7\u00e3o ignorada e menor porcentagem de pacientes que t\u00eam casos encerrados por crit\u00e9rios laboratoriais em rela\u00e7\u00e3o ao crit\u00e9rio cl\u00ednico-epidemiol\u00f3gico. Com isso, mais pessoas s\u00e3o notificadas por apresentarem um quadro cl\u00ednico sugestivo de dengue durante a epidemia\u201d.<\/p>\n<h2>Aprimorar medidas de preven\u00e7\u00e3o \u00e9 o caminho para combater a doen\u00e7a<\/h2>\n<p>De acordo com a coorientadora da pesquisa, a m\u00e9dica e docente do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade Coletiva da UFPR, Denise Siqueira de Carvalho, a dengue na gravidez pode ocorrer tanto de forma leve ou grave. Por\u00e9m, as condi\u00e7\u00f5es da gesta\u00e7\u00e3o e, em especial as imunol\u00f3gicas da gestante, s\u00e3o respons\u00e1veis por gerar um risco maior de complica\u00e7\u00e3o da gravidez, como acontece em outras doen\u00e7as infecciosas.<\/p>\n<p>Para prevenir de forma mais efetiva, o ideal seria que mulheres em idade f\u00e9rtil tamb\u00e9m fossem orientadas por profissionais de sa\u00fade sobre a necessidade de preven\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cFaltam estudos para avaliar quais caracter\u00edsticas tanto da condi\u00e7\u00e3o da gestante (nutricional, comorbidades e socioecon\u00f4micas) quanto das caracter\u00edsticas dos tipos virais teriam influ\u00eancia na maior gravidade da doen\u00e7a nesse grupo. Medidas preventivas devem alertar a popula\u00e7\u00e3o como um todo e principalmente as mulheres em idade reprodutiva que desejam engravidar\u201d, avalia a docente da UFPR.<\/p><\/blockquote>\n<p>O uso de repelentes \u00e9 considerado eficaz, desde que haja indica\u00e7\u00e3o de produtos adequados para gestantes, observando-se tamb\u00e9m o intervalo e local das aplica\u00e7\u00f5es. Outra estrat\u00e9gia apontada \u00e9 o uso de telas para evitar a entrada do mosquito no ambiente domiciliar.<\/p>\n<figure id=\"attachment_23120\" aria-describedby=\"caption-attachment-23120\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Aedes_aegypti_biting_human.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-23120\" src=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Aedes_aegypti_biting_human.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"812\" srcset=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Aedes_aegypti_biting_human.jpg 1024w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Aedes_aegypti_biting_human-300x238.jpg 300w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Aedes_aegypti_biting_human-768x609.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-23120\" class=\"wp-caption-text\">Ao picar uma pessoa infectada a f\u00eamea do mosquito <i>Aedes Aegypti<\/i> torna-se portadora do v\u00edrus causador da dengue, do g\u00eanero Flaviv\u00edrus, e passa a transmitir a doen\u00e7a a cada nova picada. Foto: Commons<\/figcaption><\/figure>\n<p>A infectologista Beatris ainda refor\u00e7a que o mosquito transmissor, <em>Aedes aegypti<\/em>, \u00e9 extremamente adaptado a ambientes urbanos, podendo se reproduzir em locais que acumulam \u00e1gua. \u201cOs ovos do mosquito podem sobreviver meses em locais secos, mantendo-se vi\u00e1veis quando em contato com \u00e1gua novamente. A medida mais importante \u00e9 cuidar que n\u00e3o existam locais com \u00e1gua parada\u201d.<\/p>\n<h2>Caracter\u00edsticas da vacina contra a dengue dificultam seu uso<\/h2>\n<p>N\u00e3o indicada para gestantes, a vacina pode ser administrada apenas em pessoas que j\u00e1 tiveram a doen\u00e7a anteriormente, fator que limita a vacina\u00e7\u00e3o em larga escala. A \u00fanica vacina aprovada pela Anvisa \u00e9 a Dengvaxia\u00ae(Sanofi Pasteur), quadrivalente que protege contra os quatro sorotipos, que foi adotada como parte da campanha contra a dengue no Paran\u00e1 entre 2015 e 2016.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cComo toda vacina de v\u00edrus vivo-atenuado, essa vacina \u00e9 contra-indicada para gestantes. N\u00e3o existem estudos espec\u00edficos avaliando se mulheres que receberam essa vacina no passado v\u00e3o apresentar diferen\u00e7a na evolu\u00e7\u00e3o da dengue quando gr\u00e1vidas. At\u00e9 o momento, o que se pode afirmar \u00e9 que, em lugares de elevada incid\u00eancia da doen\u00e7a e em mulheres que comprovadamente j\u00e1 tiveram dengue (com testes laboratoriais), a vacina fora do per\u00edodo gestacional pode trazer prote\u00e7\u00e3o contra dengue\u201d, esclarece a m\u00e9dica Beatris.<\/p><\/blockquote>\n<p>A sa\u00fade p\u00fablica ainda n\u00e3o incluiu o imunizante no calend\u00e1rio oficial de vacina\u00e7\u00e3o. As orientadoras S\u00edlvia e Denise afirmam que a vacina\u00e7\u00e3o exigiria a realiza\u00e7\u00e3o de exame pr\u00e9vio para a comprova\u00e7\u00e3o de infec\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, onerando o custo da vacina. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio avaliar melhor o uso das vacinas em contextos espec\u00edficos, como fases de maior preval\u00eancia da doen\u00e7a e de p\u00f3s-epidemia\u201d, concluem.<\/p>\n<h2>Paran\u00e1 apresentou 100 mil casos de dengue desde agosto de 2022<\/h2>\n<p>O atual ano epidemiol\u00f3gico da dengue, com in\u00edcio em agosto de 2022 e t\u00e9rmino em julho de 2023, j\u00e1 teve mais de 316 mil notifica\u00e7\u00f5es, 100.686 casos confirmados e 78 mortes registradas. Os dados s\u00e3o do \u00faltimo boletim da Secretaria Estadual de Sa\u00fade (Sesa), divulgado no dia 20 de junho.<\/p>\n<p>Em abril de 2022, a Sesa declarou situa\u00e7\u00e3o de epidemia de dengue no estado devido ao aumento do n\u00famero de casos. O \u00faltimo ano epidemiol\u00f3gico da dengue no Paran\u00e1 (2021\/2022), encerrado em julho de 2022, registrou 88 mortes provocadas pela doen\u00e7a e mais de 132 mil casos.<\/p>\n<p>O Paran\u00e1 enfrentou uma das piores epidemias de dengue entre os anos de 2019 e 2020. Durante o per\u00edodo foram registrados 227.724 casos confirmados da doen\u00e7a, com 177 mortes.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: right;\">Edi\u00e7\u00e3o: Rodrigo Choinski<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BOLETIM UFPR | Gestantes t\u00eam mais risco de desenvolver dengue grave O uso de repelentes diariamente, inclusive por baixo da&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2810,"featured_media":23065,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":"","fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false},"categories":[1131,2186,1,1610,1795],"tags":[2243,1709,1708,2249,2256,1748,1640,1688],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Gestantes t\u00eam 5,4 vezes mais risco de desenvolver dengue grave - Ci\u00eancia UFPR<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Estudo com dados do Paran\u00e1 aponta para necessidades de sa\u00fade p\u00fablica para proteger gr\u00e1vidas.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/gestantes-tem-54-vezes-mais-risco-de-desenvolver-dengue-grave\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Gestantes t\u00eam 5,4 vezes mais risco de desenvolver dengue grave - 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