{"id":21013,"date":"2021-12-02T07:56:32","date_gmt":"2021-12-02T10:56:32","guid":{"rendered":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/?p=21013"},"modified":"2023-12-30T21:12:46","modified_gmt":"2023-12-31T00:12:46","slug":"populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/","title":{"rendered":"Popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 mais intolerante \u00e0 lactose devido a variantes gen\u00e9ticas"},"content":{"rendered":"<h5><b>BOLETIM UFPR <\/b><b>|<\/b> <span style=\"font-weight: 400;\">Popula\u00e7\u00e3o negra apresenta tend\u00eancia maior para intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose<\/span><\/h5>\n<h5><iframe loading=\"lazy\" style=\"border-radius: 12px;\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/3FOe89I7VhV2W4N0Vp2yHo?utm_source=generator\" width=\"100%\" height=\"232\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/h5>\n<p>Pesquisadores do Departamento de Gen\u00e9tica da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) analisaram a presen\u00e7a do alelo respons\u00e1vel pela persist\u00eancia da lactase, enzima essencial para a digest\u00e3o de latic\u00ednios, nas popula\u00e7\u00f5es negras e quilombola das Am\u00e9ricas. A conclus\u00e3o foi de que a tend\u00eancia \u00e0 intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose, j\u00e1 alta entre povos americanos, \u00e9 particularmente sens\u00edvel para essas popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Como o alelo se desenvolveu de forma independente por toda a Europa e em popula\u00e7\u00f5es pastoralistas da \u00c1frica \u2013 dependentes de rebanhos para subsist\u00eancia \u2013, existem diferentes muta\u00e7\u00f5es africanas e apenas uma europeia. Em artigo <a href=\"https:\/\/www.frontiersin.org\/articles\/10.3389\/fgene.2021.671079\/full\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">publicado na revista cient\u00edfica <em>Frontiers in Genetics<\/em><\/a>, os cientistas analisam a frequ\u00eancia com que cada muta\u00e7\u00e3o est\u00e1 presente no continente americano.<\/p>\n<p>Essa e outras pesquisas desenvolvidas no Departamento de Gen\u00e9tica da UFPR aspiram contrapor o vi\u00e9s euroc\u00eantrico predominante nos estudos biom\u00e9dicos do mundo todo e, dessa forma, proporcionar melhores diagn\u00f3sticos para doen\u00e7as, permitindo tratamentos mais eficientes para todas as popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<figure id=\"attachment_21016\" aria-describedby=\"caption-attachment-21016\" style=\"width: 1722px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/lactose-intolerance-in-recent-population.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-21016 size-full\" src=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/lactose-intolerance-in-recent-population.jpg\" alt=\"\" width=\"1722\" height=\"1187\" srcset=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/lactose-intolerance-in-recent-population.jpg 1722w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/lactose-intolerance-in-recent-population-300x207.jpg 300w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/lactose-intolerance-in-recent-population-1024x706.jpg 1024w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/lactose-intolerance-in-recent-population-768x529.jpg 768w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/lactose-intolerance-in-recent-population-1536x1059.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1722px) 100vw, 1722px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-21016\" class=\"wp-caption-text\">Preval\u00eancia mundial de intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose em popula\u00e7\u00f5es recentes. Uma m\u00e9dia de todos os grupos \u00e9tnicos da popula\u00e7\u00e3o total de um pa\u00eds \u00e9 representada. Os dados foram coletados ao longo dos anos em in\u00fameras publica\u00e7\u00f5es e, em seguida, avaliados e exibidos graficamente. Fonte: Food Intolerance Network<\/figcaption><\/figure>\n<p>A enzima lactase \u00e9 formada por enter\u00f3citos do intestino delgado, ou seja, \u00e9 composta por c\u00e9lulas respons\u00e1veis por quebrar determinadas mol\u00e9culas, como as da lactose, um a\u00e7\u00facar n\u00e3o absorv\u00edvel presente no leite de mam\u00edferos. Esse processo, chamado de hidr\u00f3lise, transforma a lactose em glicose e galactose, a\u00e7\u00facares de f\u00e1cil absor\u00e7\u00e3o pela mucosa intestinal.<\/p>\n<p>Portanto, a persist\u00eancia da lactase permite que o indiv\u00edduo consuma leite na vida adulta, pois tem um organismo capaz de fazer a digest\u00e3o da lactose corretamente. J\u00e1 a hipolactasia prim\u00e1ria \u2013 ou a n\u00e3o persist\u00eancia da lactase \u2013 est\u00e1 relacionada \u00e0 indigest\u00e3o e \u00e0 m\u00e1 absor\u00e7\u00e3o da lactose, que pode ocasionar intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose ou outros problemas gastrointestinais, como gases e diarreia. A pesquisa da UFPR avaliou exatamente isso, a persist\u00eancia ou n\u00e3o da lactase.<\/p>\n<h2><strong>Lactase \u00e9 menos frequente em popula\u00e7\u00f5es negras<\/strong><\/h2>\n<p>A professora Marcia Holsbach Beltrame, orientadora do estudo, explica que a lactase \u00e9 altamente expressa por rec\u00e9m-nascidos, mas que, com o crescimento, \u00e9 natural que a enzima deixe de estar presente no organismo, ocasionando a n\u00e3o persist\u00eancia da lactase.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cO normal \u00e9 que a enzima lactase esteja presente apenas na inf\u00e2ncia, pois \u00e9 na fase de amamenta\u00e7\u00e3o que consumimos leite. Depois, ela para de ser produzida\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>No entanto, essa condi\u00e7\u00e3o foi modificada pela sele\u00e7\u00e3o natural, devido ao h\u00e1bito de consumir leite, adquirido no decorrer da adapta\u00e7\u00e3o humana. \u201cA persist\u00eancia da lactase \u00e9 uma caracter\u00edstica humana que surgiu junto com o h\u00e1bito de consumir leite de outros animais na idade adulta em popula\u00e7\u00f5es humanas ancestrais. Com esse costume, apareceram muta\u00e7\u00f5es em diferentes popula\u00e7\u00f5es humanas que fazem com que essa enzima continue sendo produzida por toda a vida\u201d, destaca Marcia.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisadora, as pessoas que tinham essa muta\u00e7\u00e3o conseguiam consumir leite de animais sem apresentar os sintomas da intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose, o que na \u00e9poca foi uma vantagem enorme na alimenta\u00e7\u00e3o em popula\u00e7\u00f5es pastoralistas. \u201cEsse tipo de muta\u00e7\u00e3o aumentou de frequ\u00eancia nessas popula\u00e7\u00f5es, por sele\u00e7\u00e3o natural, j\u00e1 que levavam a uma maior chance de sobreviv\u00eancia e de reprodu\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos que a portavam. Isso aconteceu de forma independente na \u00c1frica e na Europa, com muta\u00e7\u00f5es diferentes\u201d.<\/p>\n<p>Para a realiza\u00e7\u00e3o do estudo, os cientistas da UFPR realizaram sequenciamento gen\u00e9tico em brasileiros negros para encontrar a enzima lactase. A pesquisa avaliou os dados gen\u00f4micos de pessoas negras em todo o continente americano com a parceria do pesquisador Victor Borba, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).<\/p>\n<p>Os resultados alcan\u00e7ados revelam que a frequ\u00eancia da persist\u00eancia da lactase entre a popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 baixa.<\/p>\n<figure id=\"attachment_21018\" aria-describedby=\"caption-attachment-21018\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pngegg.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-21018\" src=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pngegg-300x300.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pngegg-300x300.png 300w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pngegg-150x150.png 150w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pngegg.png 500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-21018\" class=\"wp-caption-text\">A enzima lactase \u00e9 formada por enter\u00f3citos do intestino delgado e respons\u00e1vel por quebrar determinadas mol\u00e9culas. Imagem: Dom\u00ednio p\u00fablico<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cFizemos o sequenciamento da regi\u00e3o gen\u00f4mica que controla a express\u00e3o da enzima lactase em brasileiros negros e encontramos poucas pessoas com as muta\u00e7\u00f5es africanas de persist\u00eancia da lactase. Isso nos mostra que, provavelmente, n\u00e3o temos muita ancestralidade de popula\u00e7\u00f5es pastoralistas africanas no Brasil. A muta\u00e7\u00e3o europeia de persist\u00eancia da lactase foi encontrada em uma frequ\u00eancia baixa nos brasileiros negros, sendo que em muitas pessoas nem foi detectada\u201d, relata a pesquisadora.<\/p>\n<p>Os procedimentos e os resultados foram similares na pesquisa de \u00e2mbito continental. Para Marcia, esses dados s\u00e3o importantes pois contrastam com as recomenda\u00e7\u00f5es alimentares vigentes nos pa\u00edses americanos. O trabalho foi realizado a partir de uma jun\u00e7\u00e3o de diversos dados gen\u00f4micos de v\u00e1rios grupos de pesquisa e de bancos de dados.<\/p>\n<p>A colabora\u00e7\u00e3o da UFPR foi fundamental para realizar essa descri\u00e7\u00e3o sobre as Am\u00e9ricas, mostrando que a maioria das pessoas no continente n\u00e3o tem muta\u00e7\u00f5es de persist\u00eancia da lactase, portanto podem ser intolerantes \u00e0 lactose.<\/p>\n<h2><strong>Diretrizes alimentares devem considerar caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas<\/strong><\/h2>\n<p>De acordo com a pesquisa, nas Am\u00e9ricas, apenas algumas popula\u00e7\u00f5es do Brasil, de Cuba e do Uruguai t\u00eam uma propor\u00e7\u00e3o elevada de indiv\u00edduos que possuem a persist\u00eancia da lactase. Entretanto, <a href=\"https:\/\/www.fao.org\/faostat\/en\/#data\/FBS\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Brasil e Uruguai est\u00e3o entre os pa\u00edses que mais consomem leite e derivados<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cVimos que a frequ\u00eancia da persist\u00eancia da lactase varia bastante entre as popula\u00e7\u00f5es nas Am\u00e9ricas, mas em geral n\u00e3o passa de 50% e chega a ser zero em algumas popula\u00e7\u00f5es. Isso significa que a maior parte das pessoas, em especial as pessoas negras e ind\u00edgenas, provavelmente s\u00e3o intolerantes \u00e0 lactose\u201d, explica Marcia.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a do alelo <em>13910<\/em><em>\u2217<\/em><em>T <\/em>no gene <em>MCM6<\/em> \u00e9 o indicativo mais caracter\u00edstico da persist\u00eancia da lactase e est\u00e1 diretamente relacionado com a ancestralidade europeia. Segundo o estudo, a baixa frequ\u00eancia com que ele foi encontrado pode ser um indicativo de que dietas que tenham como base produtos derivados do leite n\u00e3o sejam a melhor recomenda\u00e7\u00e3o para as popula\u00e7\u00f5es sem ancestralidade europeia.<\/p>\n<p>\u201cA persist\u00eancia da lactase foi quase que exclusivamente introduzida nas Am\u00e9ricas pelos europeus, j\u00e1 que os povos nativos do continente americano n\u00e3o tinham muta\u00e7\u00f5es de persist\u00eancia da lactase em alta frequ\u00eancia e tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias de que eles consumissem leite, e as muta\u00e7\u00f5es africanas est\u00e3o presentes em frequ\u00eancias muito baixas, mesmo nas popula\u00e7\u00f5es de maior ancestralidade africana\u201d, relata a pesquisadora.<\/p>\n<blockquote><p>Portanto, a pesquisa indica que as dietas baseadas em diretrizes, pol\u00edticas de sa\u00fade e dados europeus devem ser reconsideradas e que, at\u00e9 que se tenham estudos mais avan\u00e7ados sobre o papel da ingest\u00e3o de latic\u00ednios no desenvolvimento de doen\u00e7as complexas, deve-se considerar substitutos, a exemplo de produtos \u00e0 base de plantas, como melhor op\u00e7\u00e3o para as orienta\u00e7\u00f5es diet\u00e9ticas no continente americano.<\/p><\/blockquote>\n<p>\u201cA maioria das pessoas nas Am\u00e9ricas n\u00e3o consegue digerir adequadamente a lactose. Esse n\u00famero \u00e9 ainda mais expressivo nas popula\u00e7\u00f5es negras e ind\u00edgenas, a exemplo do sul do Brasil, onde mais de 66% das pessoas negras apresentam essa caracter\u00edstica\u201d, revela a professora, que acredita na necessidade de novas diretrizes nutricionais, considerando as caracter\u00edsticas expostas no estudo.<\/p>\n<p>\u201cTer uma dieta rica em latic\u00ednios n\u00e3o deveria ser o padr\u00e3o nas popula\u00e7\u00f5es do nosso continente. Esses guias alimentares precisam ser reformulados conforme as caracter\u00edsticas das popula\u00e7\u00f5es latino-americanas, principalmente em pa\u00edses de maioria negra ou ind\u00edgena\u201d.<\/p>\n<h2><strong>Pioneirismo na \u00e1rea<\/strong><\/h2>\n<p>Marcia chegou ao objeto de pesquisa ap\u00f3s uma experi\u00eancia nos Estados Unidos. Em contato com o trabalho da pesquisadora Alessia Ranciaro, que descobriu as muta\u00e7\u00f5es africanas, ela se sentiu inspirada e come\u00e7ou a questionar sobre quais muta\u00e7\u00f5es poderiam estar presentes no Brasil.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;N\u00e3o havia muitos estudos que tivessem investigado isso. A maioria avaliava s\u00f3 a muta\u00e7\u00e3o europeia e em pessoas brancas. Ent\u00e3o, voltei ao Brasil e, com o apoio da Alessia, minhas alunas come\u00e7aram a desenvolver o projeto\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>A pesquisa feita na UFPR foi a primeira a investigar a persist\u00eancia da lactase em todo o continente americano, com um grande n\u00famero de indiv\u00edduos e com popula\u00e7\u00f5es diversas. \u201cForam 7428 indiv\u00edduos analisados nas Am\u00e9ricas do Sul, Central e do Norte, sendo 25 popula\u00e7\u00f5es de 12 pa\u00edses e 259 indiv\u00edduos afro-brasileiros. Tamb\u00e9m foi o primeiro trabalho a investigar a persist\u00eancia da lactase em uma popula\u00e7\u00e3o quilombola\u201d, declara a pesquisadora.<\/p>\n<figure id=\"attachment_21022\" aria-describedby=\"caption-attachment-21022\" style=\"width: 1600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/IMG-20211125-WA0068.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-21022\" src=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/IMG-20211125-WA0068.jpg\" alt=\"\" width=\"1600\" height=\"1200\" srcset=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/IMG-20211125-WA0068.jpg 1600w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/IMG-20211125-WA0068-300x225.jpg 300w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/IMG-20211125-WA0068-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/IMG-20211125-WA0068-768x576.jpg 768w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/IMG-20211125-WA0068-1536x1152.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-21022\" class=\"wp-caption-text\">Marcia Beltrame atua na linha de gen\u00e9tica de popula\u00e7\u00f5es humanas, incluindo an\u00e1lises evolutivas e funcionais de polimorfismos e estudos de associa\u00e7\u00e3o a doen\u00e7as complexas no Laborat\u00f3rio de Gen\u00e9tica Molecular Humana da UFPR. Fotos: Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p>A falta de verba, no entanto, foi um obst\u00e1culo para o desenvolvimento do estudo. \u201cFoi um grande desafio realizar essa pesquisa com pouqu\u00edssimos recursos financeiros. Tivemos apenas verba interna da UFPR para o projeto de mestrado da Ana Cec\u00edlia Guimar\u00e3es Alves, minha orientanda. Mas o custo da pesquisa era bem maior, ent\u00e3o contamos com recursos de nossos colaboradores\u201d, relata.<\/p>\n<p>Apesar das dificuldades, a professora est\u00e1 contente com o andamento da pesquisa, mas ainda v\u00ea um longo caminho a ser percorrido.<\/p>\n<p>\u201cDo ponto de vista cient\u00edfico, \u00e9 um tema muito interessante, tanto pela gen\u00e9tica em si e pela evolu\u00e7\u00e3o, quanto pelas consequ\u00eancias na sa\u00fade humana. Os dados publicados foram gerados no mestrado da Ana Cec\u00edlia e na inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da Natalie Mary Sukow, ambas sob minha orienta\u00e7\u00e3o, e continuamos nessa linha de pesquisa pois ainda temos muitas perguntas sem resposta\u201d, comenta.<\/p>\n<h2><strong>Linha de pesquisa busca suprir a falta de estudos sobre gen\u00e9tica e sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o negra<\/strong><\/h2>\n<p>A linha de pesquisa, do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Gen\u00e9tica (PPG-GEN) da UFPR, tem como objetivo conhecer a diversidade gen\u00e9tica da popula\u00e7\u00e3o negra no Brasil, as origens e os impactos na \u00e1rea de sa\u00fade. Ela foi criada em 2019 por Marcia, a fim de preencher a lacuna no conhecimento sobre a gen\u00e9tica e a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o negra.<\/p>\n<p>\u201cMenos de 10% das pesquisas gen\u00f4micas no mundo todo s\u00e3o feitas com popula\u00e7\u00f5es africanas ou de ancestralidade africana. Nos Estados Unidos e no Caribe, s\u00f3 2% dos participantes s\u00e3o africanos ou de popula\u00e7\u00f5es negras. No Brasil, n\u00e3o temos dados, mas tamb\u00e9m \u00e9 dif\u00edcil encontrar uma pesquisa na \u00e1rea biom\u00e9dica que tenha sido realizada com pessoas negras ou que tenha inclu\u00eddo um n\u00famero suficiente de negros\u201d, afirma Marcia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_21023\" aria-describedby=\"caption-attachment-21023\" style=\"width: 1600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/IMG-20211125-WA0043.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-21023\" src=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/IMG-20211125-WA0043.jpg\" alt=\"\" width=\"1600\" height=\"1200\" srcset=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/IMG-20211125-WA0043.jpg 1600w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/IMG-20211125-WA0043-300x225.jpg 300w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/IMG-20211125-WA0043-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/IMG-20211125-WA0043-768x576.jpg 768w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/IMG-20211125-WA0043-1536x1152.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-21023\" class=\"wp-caption-text\">Menos de 10% das pesquisas gen\u00f4micas no mundo todo s\u00e3o feitas com popula\u00e7\u00f5es africanas ou de ancestralidade africana<\/figcaption><\/figure>\n<p>A linha de pesquisa foi certificada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) dentro do grupo de pesquisa de gen\u00e9tica de popula\u00e7\u00f5es humanas. Essa linha \u00e9 importante para as futuras aplica\u00e7\u00f5es na sa\u00fade, pois o conhecimento adquirido permite entender as doen\u00e7as que atingem essa popula\u00e7\u00e3o, a origem e as causas dessas doen\u00e7as do ponto de vista biol\u00f3gico e o desenvolvimento de testes diagn\u00f3sticos e tratamentos adequados para a popula\u00e7\u00e3o negra, que \u00e9 mais da metade da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cPensar que no Brasil n\u00e3o h\u00e1 necessidade de fazer estudos voltados para a popula\u00e7\u00e3o negra por conta da miscigena\u00e7\u00e3o \u00e9 um erro e uma face do racismo. A popula\u00e7\u00e3o negra, al\u00e9m de sofrer mais de diversas doen\u00e7as, apresenta maiores frequ\u00eancias de certas variantes gen\u00e9ticas que interferem nessas doen\u00e7as\u201d, explica a pesquisadora que tamb\u00e9m destaca o conhecimento da ancestralidade, poss\u00edvel a partir dos estudos da gen\u00e9tica.<\/p>\n<p>\u201cTem a import\u00e2ncia do resgate de uma hist\u00f3ria de origens africanas da nossa popula\u00e7\u00e3o, de quais povos africanos os brasileiros descendem. Uma hist\u00f3ria que foi violentamente apagada na escravid\u00e3o e que a gen\u00e9tica pode ajudar a reconstruir\u201d.<em>\u00a0<\/em><\/p>\n<h5 style=\"text-align: right;\">Reportagem: Let\u00edcia Barbosa Ribeiro<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: J\u00e9ssica Tokarski<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BOLETIM UFPR | Popula\u00e7\u00e3o negra apresenta tend\u00eancia maior para intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose Pesquisadores do Departamento de Gen\u00e9tica da Universidade Federal&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2806,"featured_media":21014,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":"","fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false},"categories":[1608,1,1610,1795],"tags":[1976,2446,2039,2043,1652,2040,1993,2041,2042],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 mais intolerante \u00e0 lactose devido a variantes gen\u00e9ticas - Ci\u00eancia UFPR<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Estudo gen\u00e9tico avaliou 25 popula\u00e7\u00f5es de 12 pa\u00edses latino-americanos, com \u00eanfase em afro-brasileiros e quilombolas.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 mais intolerante \u00e0 lactose devido a variantes gen\u00e9ticas - Ci\u00eancia UFPR\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Estudo gen\u00e9tico avaliou 25 popula\u00e7\u00f5es de 12 pa\u00edses latino-americanos, com \u00eanfase em afro-brasileiros e quilombolas.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Ci\u00eancia UFPR\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/cienciaufproficial\" \/>\n<meta property=\"article:author\" content=\"https:\/\/facebook.com\/cienciaufproficial\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2021-12-02T10:56:32+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2023-12-31T00:12:46+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pexels-cottonbro-6804184.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1800\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1200\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Reda\u00e7\u00e3o Ci\u00eancia UFPR\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@cienciaufpr\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@cienciaufpr\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Reda\u00e7\u00e3o Ci\u00eancia UFPR\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"12 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/\"},\"author\":{\"name\":\"Reda\u00e7\u00e3o Ci\u00eancia UFPR\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#\/schema\/person\/562217e00c1aa3a8c132639249490a83\"},\"headline\":\"Popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 mais intolerante \u00e0 lactose devido a variantes gen\u00e9ticas\",\"datePublished\":\"2021-12-02T10:56:32+00:00\",\"dateModified\":\"2023-12-31T00:12:46+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/\"},\"wordCount\":2131,\"commentCount\":1,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pexels-cottonbro-6804184.jpg\",\"keywords\":[\"2021\",\"5 mais lidas de 2023\",\"afro-brasileiros\",\"biologia\",\"gen\u00e9tica\",\"negros\",\"pesquisa\",\"popula\u00e7\u00f5es negras\",\"sequenciamento gen\u00f4mico\"],\"articleSection\":[\"Biol\u00f3gicas\",\"Reportagem\",\"Sa\u00fade\",\"\ud83c\udf99 Boletim UFPR\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/\",\"url\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/\",\"name\":\"Popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 mais intolerante \u00e0 lactose devido a variantes gen\u00e9ticas - Ci\u00eancia UFPR\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pexels-cottonbro-6804184.jpg\",\"datePublished\":\"2021-12-02T10:56:32+00:00\",\"dateModified\":\"2023-12-31T00:12:46+00:00\",\"description\":\"Estudo gen\u00e9tico avaliou 25 popula\u00e7\u00f5es de 12 pa\u00edses latino-americanos, com \u00eanfase em afro-brasileiros e quilombolas.\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pexels-cottonbro-6804184.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pexels-cottonbro-6804184.jpg\",\"width\":1800,\"height\":1200,\"caption\":\"Dietas baseadas em diretrizes europeias devem ser reconsideradas, levando em conta caracter\u00edsticas das popula\u00e7\u00f5es latino-americanas. Foto: cottonbro\/Pexels\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 mais intolerante \u00e0 lactose devido a variantes gen\u00e9ticas\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#website\",\"url\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/\",\"name\":\"Ci\u00eancia UFPR\",\"description\":\"Site de temas cient\u00edficos com foco no conhecimento produzido na Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR). Baseado na Revista Ci\u00eancia UFPR.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#organization\",\"name\":\"Revista Ci\u00eancia UFPR\",\"url\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Revista-Ciencia-UFPR-vermelho.jpeg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Revista-Ciencia-UFPR-vermelho.jpeg\",\"width\":992,\"height\":714,\"caption\":\"Revista Ci\u00eancia UFPR\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/cienciaufproficial\",\"https:\/\/x.com\/cienciaufpr\",\"https:\/\/www.instagram.com\/revistacienciaufpr\/\",\"https:\/\/www.linkedin.com\/company\/cienciaufproficial\",\"https:\/\/br.pinterest.com\/cienciaufpr\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#\/schema\/person\/562217e00c1aa3a8c132639249490a83\",\"name\":\"Reda\u00e7\u00e3o Ci\u00eancia UFPR\",\"description\":\"Site de jornalismo e divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edficos sobre o conhecimento produzido na Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR). Baseado na Revista Ci\u00eancia UFPR, editada pela Superintend\u00eancia de Comunica\u00e7\u00e3o (Sucom) desde 2016.\",\"sameAs\":[\"https:\/\/facebook.com\/cienciaufproficial\/\",\"https:\/\/www.instagram.com\/revistacienciaufpr\/\",\"https:\/\/x.com\/cienciaufpr\"],\"url\":\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/author\/revistacienciaufpr\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 mais intolerante \u00e0 lactose devido a variantes gen\u00e9ticas - Ci\u00eancia UFPR","description":"Estudo gen\u00e9tico avaliou 25 popula\u00e7\u00f5es de 12 pa\u00edses latino-americanos, com \u00eanfase em afro-brasileiros e quilombolas.","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 mais intolerante \u00e0 lactose devido a variantes gen\u00e9ticas - Ci\u00eancia UFPR","og_description":"Estudo gen\u00e9tico avaliou 25 popula\u00e7\u00f5es de 12 pa\u00edses latino-americanos, com \u00eanfase em afro-brasileiros e quilombolas.","og_url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/","og_site_name":"Ci\u00eancia UFPR","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/cienciaufproficial","article_author":"https:\/\/facebook.com\/cienciaufproficial\/","article_published_time":"2021-12-02T10:56:32+00:00","article_modified_time":"2023-12-31T00:12:46+00:00","og_image":[{"width":1800,"height":1200,"url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pexels-cottonbro-6804184.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Reda\u00e7\u00e3o Ci\u00eancia UFPR","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@cienciaufpr","twitter_site":"@cienciaufpr","twitter_misc":{"Escrito por":"Reda\u00e7\u00e3o Ci\u00eancia UFPR","Est. tempo de leitura":"12 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/"},"author":{"name":"Reda\u00e7\u00e3o Ci\u00eancia UFPR","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#\/schema\/person\/562217e00c1aa3a8c132639249490a83"},"headline":"Popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 mais intolerante \u00e0 lactose devido a variantes gen\u00e9ticas","datePublished":"2021-12-02T10:56:32+00:00","dateModified":"2023-12-31T00:12:46+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/"},"wordCount":2131,"commentCount":1,"publisher":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pexels-cottonbro-6804184.jpg","keywords":["2021","5 mais lidas de 2023","afro-brasileiros","biologia","gen\u00e9tica","negros","pesquisa","popula\u00e7\u00f5es negras","sequenciamento gen\u00f4mico"],"articleSection":["Biol\u00f3gicas","Reportagem","Sa\u00fade","\ud83c\udf99 Boletim UFPR"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/","url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/","name":"Popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 mais intolerante \u00e0 lactose devido a variantes gen\u00e9ticas - Ci\u00eancia UFPR","isPartOf":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pexels-cottonbro-6804184.jpg","datePublished":"2021-12-02T10:56:32+00:00","dateModified":"2023-12-31T00:12:46+00:00","description":"Estudo gen\u00e9tico avaliou 25 popula\u00e7\u00f5es de 12 pa\u00edses latino-americanos, com \u00eanfase em afro-brasileiros e quilombolas.","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/#primaryimage","url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pexels-cottonbro-6804184.jpg","contentUrl":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pexels-cottonbro-6804184.jpg","width":1800,"height":1200,"caption":"Dietas baseadas em diretrizes europeias devem ser reconsideradas, levando em conta caracter\u00edsticas das popula\u00e7\u00f5es latino-americanas. Foto: cottonbro\/Pexels"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/populacao-negra-e-mais-intolerante-a-lactose-devido-a-variantes-geneticas\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 mais intolerante \u00e0 lactose devido a variantes gen\u00e9ticas"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#website","url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/","name":"Ci\u00eancia UFPR","description":"Site de temas cient\u00edficos com foco no conhecimento produzido na Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR). Baseado na Revista Ci\u00eancia UFPR.","publisher":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#organization","name":"Revista Ci\u00eancia UFPR","url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Revista-Ciencia-UFPR-vermelho.jpeg","contentUrl":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Revista-Ciencia-UFPR-vermelho.jpeg","width":992,"height":714,"caption":"Revista Ci\u00eancia UFPR"},"image":{"@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/cienciaufproficial","https:\/\/x.com\/cienciaufpr","https:\/\/www.instagram.com\/revistacienciaufpr\/","https:\/\/www.linkedin.com\/company\/cienciaufproficial","https:\/\/br.pinterest.com\/cienciaufpr\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/#\/schema\/person\/562217e00c1aa3a8c132639249490a83","name":"Reda\u00e7\u00e3o Ci\u00eancia UFPR","description":"Site de jornalismo e divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edficos sobre o conhecimento produzido na Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR). Baseado na Revista Ci\u00eancia UFPR, editada pela Superintend\u00eancia de Comunica\u00e7\u00e3o (Sucom) desde 2016.","sameAs":["https:\/\/facebook.com\/cienciaufproficial\/","https:\/\/www.instagram.com\/revistacienciaufpr\/","https:\/\/x.com\/cienciaufpr"],"url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/author\/revistacienciaufpr\/"}]}},"views":19554,"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pexels-cottonbro-6804184.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21013"}],"collection":[{"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2806"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21013"}],"version-history":[{"count":25,"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21013\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21930,"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21013\/revisions\/21930"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21014"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21013"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21013"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21013"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}