{"id":19662,"date":"2021-02-24T07:52:21","date_gmt":"2021-02-24T10:52:21","guid":{"rendered":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/?p=19662"},"modified":"2022-09-15T21:57:25","modified_gmt":"2022-09-16T00:57:25","slug":"existem-alternativas-historicas-e-politicas-para-a-experiencia-do-amor-cassiana-stephan","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/existem-alternativas-historicas-e-politicas-para-a-experiencia-do-amor-cassiana-stephan\/","title":{"rendered":"\u201cExistem alternativas hist\u00f3ricas e pol\u00edticas para a experi\u00eancia do amor\u201d | Cassiana Stephan"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Amar \u00e9 singular ou plural? Talvez sem querer, os gregos antigos eternizaram essa d\u00favida do sentimento humano em duas figuras distintas da sua mitologia. A deusa Afrodite, segundo Homero, nasceu adulta da espuma do mar para seduzir os homens e proteger as prostitutas, j\u00e1 com furos nas orelhas para os brincos de ouro e \u201csenhora dos olhos furtivos\u201d. Para ela, o amor foi definitivamente plural. Por sua vez, Medusa foi uma sacerdotisa que recebeu a puni\u00e7\u00e3o de ser transformada em monstro e nunca mais poder colocar os olhos em ningu\u00e9m pelo fato de ter cedido ao ass\u00e9dio implac\u00e1vel de um deus. Acabou enfurnada em uma caverna, com a cabe\u00e7a a pr\u00eamio, por causa de um amor singular. <\/span><cite><\/cite><\/p>\n<blockquote class=\"alignright\"><p>&#8220;Quando paramos para pensar em perspectivas mais libert\u00e1rias acerca do amor, somos capazes de problematizar os v\u00ednculos sociais, tanto no que concerne \u00e0 esfera p\u00fablica quanto no que tange \u00e0 vida privada&#8221;<span style=\"font-weight: 400;\"> \u00a0<\/span><\/p>\n<footer><cite>Cassiana Lopes Stephan, doutora em Filosofia pela UFPR e pela Universidade de Lille<\/cite><\/footer>\n<\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa dicotomia que chegou aos tempos de hoje \u00e9 um dos temas da tese de doutorado &#8220;<a href=\"https:\/\/www.prppg.ufpr.br\/siga\/visitante\/trabalhoConclusaoWS?idpessoal=28281&amp;idprograma=40001016039P7&amp;anobase=2020&amp;idtc=109\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Amor pelo avesso: de Afrodite a Medusa, est\u00e9tica da exist\u00eancia entre antigos e contempor\u00e2neos<\/a>&#8220;, defendida em 2020 pela pesquisadora Cassiana Lopes Stephan no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Filosofia (PPGFilos) da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR). O trabalho faz uma caracteriza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es amorosas na Antiguidade e na Contemporaneidade, em especial no que elas representam de liberta\u00e7\u00e3o e de opress\u00e3o, tamb\u00e9m refletindo sobre as fronteiras entre amor e amizade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em outras palavras, o objeto da pesquisa de Cassiana \u00e9 o amor normativo, isto \u00e9, padronizado ao longo dos tempos em torno do &#8220;romance&#8221;, que \u00e9 marcado por promessas de liberta\u00e7\u00e3o, mas que estranhamente tamb\u00e9m tem elementos de viol\u00eancia. \u201cImagino que minha pesquisa contribua para a reflex\u00e3o acerca da viol\u00eancia atrelada \u00e0 normaliza\u00e7\u00e3o ou \u00e0 normatividade do amor. Essas formas normativas tradicionais excluem o animal do espectro do afeto e impelem as diferen\u00e7as e os diferentes \u00e0 morte e ao suic\u00eddio, isto \u00e9, a um suic\u00eddio que, na verdade, \u00e9 um assassinato\u201d, conta Cassiana, curitibana de 31 anos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesta entrevista, feita por e-mail, a pesquisadora fala mais sobre as conclus\u00f5es do trabalho, que foi orientado pelos professores Andr\u00e9 de Macedo Duarte, da UFPR, e Inara Zanuzzi, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A tese foi <a href=\"https:\/\/www.filosofas.org\/post\/anpof-e-rede-apresentam-o-pr%C3%AAmio-fil%C3%B3sofas-distin%C3%A7%C3%A3o-acad%C3%AAmica-em-mestrado-e-doutorado\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">uma das premiadas no Pr\u00eamio Fil\u00f3sofas de Distin\u00e7\u00e3o Acad\u00eamica em Mestrado e Doutorado de 2020<\/a>, promovido pela Rede Brasileira de Mulheres Fil\u00f3sofas e pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Filosofia do Brasil (Anpof).<\/span><\/p>\n<p>A pesquisadora tem gradua\u00e7\u00e3o e mestrado em Filosofia pela UFPR e fez parte do doutorado na Universidade de Lille, na Fran\u00e7a, com bolsa de doutorado sandu\u00edche da Capes. A pesquisa foi realizada no Centro Michel Foucault em parceria com o Instituto Mem\u00f3ria da Edi\u00e7\u00e3o Contempor\u00e2nea (Imec).<\/p>\n<p><strong>Em que contexto surgiu a sua pesquisa?<\/strong><\/p>\n<p>De modo geral, minha pesquisa se volta \u00e0 caracteriza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es amorosas na Antiguidade e na Contemporaneidade. Estou interessada em pensar de que modo podemos embaralhar as fronteiras entre o amor e a amizade para nos desvencilharmos de v\u00ednculos narc\u00edsicos, autorit\u00e1rios e tir\u00e2nicos, os quais atravessam os diferentes n\u00edveis e aspectos de nossas vidas. Para ser mais precisa, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 mostrar que existem alternativas hist\u00f3ricas e pol\u00edticas para a experi\u00eancia do amor no tempo presente. N\u00e3o estamos fadadas e fadados \u00e0 pr\u00e1tica de amores opressores\/opressivos, repressores\/repressivos. Quando paramos para pensar em perspectivas mais libert\u00e1rias acerca do amor, somos capazes de problematizar os v\u00ednculos sociais, tanto no que concerne \u00e0 esfera p\u00fablica quanto no que tange \u00e0 vida privada. Nesse sentido, minha pesquisa problematiza a pot\u00eancia \u00e9tico-pol\u00edtica do amor-pr\u00f3prio e do amor pelos outros.\u00a0<cite><\/cite><\/p>\n<blockquote class=\"alignright\"><p>&#8220;Minha pesquisa problematiza a pot\u00eancia \u00e9tico-pol\u00edtica do amor-pr\u00f3prio e do amor pelos outros&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>A sua tese \u00e9 escrita em primeira pessoa, o que d\u00e1 um car\u00e1ter pessoal ao que se fala, mas como todo trabalho cient\u00edfico \u00e9 feito para compreens\u00e3o do mundo. Qual a maior contribui\u00e7\u00e3o do trabalho que realizou?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Para a sociedade de forma mais ampla, imagino que minha pesquisa contribua para a reflex\u00e3o acerca da viol\u00eancia atrelada \u00e0 normaliza\u00e7\u00e3o ou \u00e0 normatividade do amor. Essas formas normativas tradicionais excluem o animal do espectro do afeto e impelem as diferen\u00e7as e os diferentes \u00e0 morte e ao suic\u00eddio, isto \u00e9, a um suic\u00eddio que, na verdade, \u00e9 um assassinato. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m de diagnosticar as mis\u00e9rias afetivas de nossa atualidade, minha pesquisa tamb\u00e9m prop\u00f5e alternativas criativas, que nos permitem vislumbrar outras formas de se viver neste mundo, as quais s\u00e3o capazes de transform\u00e1-lo na medida em que concebem e afirmam sua multiplicidade. Ou melhor, essa transforma\u00e7\u00e3o de si, dos outros e do mundo se vincula \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o da perspectiva de que o mundo \u00e9 plural, de modo que n\u00e3o pode ser reduzido a uma \u00fanica e absoluta identidade, como aquela do \u201chomem de bem\u201d ou do \u201cbom cidad\u00e3o\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_19696\" aria-describedby=\"caption-attachment-19696\" style=\"width: 912px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Maladie-de-la-Mort-Asa-Mader.gif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19696\" src=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Maladie-de-la-Mort-Asa-Mader.gif\" alt=\"\" width=\"912\" height=\"728\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-19696\" class=\"wp-caption-text\">Cena do filme &#8220;La maladie de la mort&#8221; (2003), de Asa Mader, baseado no livro de Marguerite Duras: o amor movido \u00e0 estranheza sobre o outro. Fonte: Reprodu\u00e7\u00e3o\/YouTube<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Quais s\u00e3o os avan\u00e7os em rela\u00e7\u00e3o a outros estudos sobre a tem\u00e1tica?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Talvez eu possa dizer que o diferencial de minha pesquisa no que diz respeito a outros estudos sobre o mesmo tema seja principalmente metodol\u00f3gico. Em meu trabalho busco articular a filosofia \u00e0 literatura, \u00e0 hist\u00f3ria e, at\u00e9 mesmo, ao cinema. Ademais, proponho uma \u201ctese-ensaio\u201d, que por vezes faz uso de estrat\u00e9gias narrativas mais liter\u00e1rias do que academicamente filos\u00f3ficas. Atrav\u00e9s de tais recursos, tento mostrar sob um vi\u00e9s feminista que o pessoal tamb\u00e9m \u00e9 pol\u00edtico.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>\u00a0O que a motivou para a escolha do tema?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">De modo geral, minha pesquisa tem como tema as rela\u00e7\u00f5es amorosas e, j\u00e1 no in\u00edcio da gradua\u00e7\u00e3o em Filosofia, dei-me conta da import\u00e2ncia deste assunto. Mais precisamente, ao conhecer o movimento punk, comecei a me questionar sobre as diferen\u00e7as e as complementaridades entre o amor e a amizade no que se refere \u00e0 vida privada e \u00e0 vida p\u00fablica. A viv\u00eancia punk e, sobretudo, a dos punks anarquistas, corresponde a um modo de vida que, mesmo despretensiosamente, possui uma dimens\u00e3o filos\u00f3fica. Este tipo de vida subverte os paradigmas hier\u00e1rquicos que descrevem e prescrevem como devem ser o amor e a amizade. Mais precisamente, os punks nos mostram que para amarmos n\u00e3o precisamos nos sacrificar e nos reduzir \u00e0s normas repressoras e opressoras, referenciadas por s\u00edmbolos transcendentais como Deus, o Estado, a Raz\u00e3o e o Falo. Isso significa que o amor n\u00e3o precisa se limitar e se justificar pela consanguinidade familiar ou pela institui\u00e7\u00e3o do casamento.\u00a0<\/span><cite><\/cite><\/p>\n<blockquote class=\"alignright\"><p>&#8220;Nossos amores vacilam entre Narciso e Medusa, isto \u00e9, por vezes nos pegamos vivenciando amores narc\u00edsicos, mesmo que nos esforcemos em busca da liberdade em rela\u00e7\u00e3o a tal estrutura&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ademais, isto tamb\u00e9m significa que a pr\u00e1tica do amor, no que tange \u00e0 sua dimens\u00e3o \u00e9tico-pol\u00edtica, n\u00e3o se reduz \u00e0 humanidade, ou seja, tal exerc\u00edcio pode \u2013 e talvez deva \u2013 abarcar os outros animais. N\u00e3o abordo os punks, ou somente os punks, em minha tese, mas foi a partir desta experi\u00eancia de vida que passei a problematizar tal tem\u00e1tica no curso de Filosofia. Tamb\u00e9m n\u00e3o posso negar que minha m\u00e3e foi muito importante para a articula\u00e7\u00e3o deste assunto, pois ela sempre temeu que sua figura materna fosse associada \u00e0 opress\u00e3o parental. Minha m\u00e3e dizia que o amor familiar n\u00e3o deveria ser uma obriga\u00e7\u00e3o, n\u00e3o deveria ser mandat\u00f3rio, mas que ele deveria ser como o amor que exercemos entre amigos, isto \u00e9, franco e espont\u00e2neo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Portanto, posso afirmar que este assunto, o das rela\u00e7\u00f5es amorosas ou o do amor e da amizade, acompanha-me h\u00e1 bastante tempo. No doutorado, tive a oportunidade de trabalh\u00e1-lo em diferentes autores e autoras, os quais tentei entrecruzar a partir da chave foucaultiana da est\u00e9tica da exist\u00eancia e, por outro lado, atrav\u00e9s da chave hadotiana dos exerc\u00edcios espirituais. Afrodite e Medusa figuram justamente estes amores libert\u00e1rios cuja pr\u00e1tica pode nos remeter a determinados movimentos culturais e pol\u00edticos, mas tamb\u00e9m a experi\u00eancias \u00edntimas, art\u00edsticas e liter\u00e1rias.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Quais foram as principais conclus\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 dif\u00edcil falar em resultados espec\u00edficos ou objetivos em uma pesquisa de Filosofia. Mas, de modo geral, chego \u00e0 conclus\u00e3o de que podemos praticar o amor de forma alternativa, ou melhor, que nossas pr\u00e1ticas amorosas s\u00e3o capazes de subverter e de transgredir normas anacr\u00f4nicas, que operam compulsoriamente na vida social e na vida ps\u00edquica dos sujeitos. Mostro que s\u00f3 podemos nos transformar eticamente, de maneira a modificar a nossa intera\u00e7\u00e3o com o mundo no tempo presente, a partir da viv\u00eancia de amores outros, os quais nos deslocam de n\u00f3s mesmos, isto \u00e9, de nossa tradi\u00e7\u00e3o humanista e narcisista, que hoje desemboca nos jogos de interesses neoliberais.<\/span><\/p>\n<blockquote class=\"alignright\"><p>&#8220;Minha m\u00e3e dizia que o amor familiar n\u00e3o deveria ser uma obriga\u00e7\u00e3o, n\u00e3o deveria ser mandat\u00f3rio, mas que ele deveria ser como o amor que exercemos entre amigos, isto \u00e9, franco e espont\u00e2neo&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tamb\u00e9m concluo que resistir \u00e0s injun\u00e7\u00f5es normativas e hieraquizantes do amor n\u00e3o requer a nega\u00e7\u00e3o absoluta do nosso status quo e tampouco daquilo que fomos ou somos. Diferentemente, a criticidade que permeia o si mesmo aberto \u00e0 diferen\u00e7a dos outros e \u00e0 pluralidade do mundo manifesta a ambival\u00eancia que nos atravessa e nos constitui, ou seja, as resist\u00eancias n\u00e3o s\u00e3o puras ou absolutas relativamente ao sistema contra o qual resistem, de modo que os amores libert\u00e1rios, criativos ou med\u00fasicos n\u00e3o se constituem como uma nova utopia revolucion\u00e1ria. Nossos amores vacilam entre Narciso e Medusa, isto \u00e9, por vezes nos pegamos vivenciando amores narc\u00edsicos, mesmo que nos esforcemos em busca da liberdade em rela\u00e7\u00e3o a tal estrutura. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dito de outro modo, minha conclus\u00e3o \u00e9 a de que podemos amar nossos amigos e podemos nos tornar amigos de nossos amantes e de que, assim, podemos embaralhar a estrutura que relega o amor ao \u00e2mbito da vida privada e a amizade \u00e0 inst\u00e2ncia masculina da esfera p\u00fablica; embaralhar a lei patriarcal, que prescreve a n\u00e3o-reciprocidade entre homens e mulheres, a reciprocidade entre homens e a n\u00e3o-rela\u00e7\u00e3o entre mulheres; embaralhar as diferentes e diversas orienta\u00e7\u00f5es do desejo, trazendo \u00e0 tona aquilo que fora historicamente recalcado. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Contudo, vale ressaltar que embaralhar \u00e9 tensionar, combater e agonizar, ou melhor, n\u00e3o \u00e9 negar absolutamente. Sabemos que a nega\u00e7\u00e3o absoluta \u00e9 t\u00e3o ut\u00f3pica quanto a afirma\u00e7\u00e3o universal, de tal modo que, quando pomos em a\u00e7\u00e3o a radicalidade da nega\u00e7\u00e3o em sua presun\u00e7\u00e3o absolutamente libert\u00e1ria, somos sobretudo desonestos com n\u00f3s mesmos, j\u00e1 que a resist\u00eancia, em distin\u00e7\u00e3o \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se pretende pura e nem mesmo isenta do sofrimento, seja ele humano ou animal.\u00a0 <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nossa busca obstinada por mais liberdade no amor enfrenta reca\u00eddas e, por isso, n\u00e3o podemos negar que esta busca \u00e9tico-pol\u00edtica \u00e9, sobretudo, um grande e cotidiano esfor\u00e7o que nos incita a continuamente pensar sobre a maneira pela qual nos relacionamos com n\u00f3s mesmos, com os outros e com o mundo.\u00a0 <\/span><\/p>\n<p><strong>O que avalia que \u00e9 importante destacar sobre a tese?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Eu n\u00e3o sei ao certo o que seria relevante destacar sobre minha tese, talvez o fato de que eu tomei a liberdade ou tive a coragem de me posicionar em meu doutorado, revelando o sujeito que est\u00e1 por tr\u00e1s de tal reflex\u00e3o e de tal escrita. Normalmente, na Filosofia, em vista de uma neutralidade ou objetividade cient\u00edfica, tendemos a apagar aquele\/aquela que escreve. Para mim, o fazer filos\u00f3fico \u00e9 ensa\u00edstico e n\u00e3o necessariamente cient\u00edfico. Nesse sentido, sob o bojo da cr\u00edtica filos\u00f3fica, o sujeito que pensa e escreve tamb\u00e9m precisa ser colocado em quest\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><strong>\u00a0Na jornada de produ\u00e7\u00e3o da tese, qual foi seu principal aprendizado (n\u00e3o necessariamente relacionado ao objeto de estudo)?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Foram, na verdade, aprendizados: em primeiro lugar, aprendi a ter paci\u00eancia; em segundo lugar, aprendi que estabelecer boas alian\u00e7as nos ambientes acad\u00eamicos se faz necess\u00e1rio; e, finalmente, que nosso trabalho nem sempre vai agradar todo mundo.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amar \u00e9 singular ou plural? 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