{"id":18993,"date":"2019-11-20T14:18:39","date_gmt":"2019-11-20T17:18:39","guid":{"rendered":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/?p=18993"},"modified":"2021-01-20T19:43:39","modified_gmt":"2021-01-20T22:43:39","slug":"deguste-sem-medo-tecnica-genetica-melhora-qualidade-de-ostras-paranaenses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/deguste-sem-medo-tecnica-genetica-melhora-qualidade-de-ostras-paranaenses\/","title":{"rendered":"Deguste sem medo: t\u00e9cnica gen\u00e9tica melhora qualidade de ostras paranaenses"},"content":{"rendered":"<p>Gratinadas, ao vapor, utilizadas na composi\u00e7\u00e3o de pratos \u00e0 base de frutos do mar ou in natura, as ostras s\u00e3o uma iguaria venerada por muitos, mas mesmo esses n\u00e3o deixam de questionar a origem delas antes de apreci\u00e1-las. Classificadas como filtradores (animais aqu\u00e1ticos que se alimentam de part\u00edculas suspensas no mar), esses moluscos, se cultivados em ambientes polu\u00eddos, podem causar contamina\u00e7\u00e3o. A quest\u00e3o tem impacto econ\u00f4mico no Brasil: segundo a <a href=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/agencia-sala-de-imprensa\/2013-agencia-de-noticias\/releases\/16992-pecuaria-municipal-2016-centro-oeste-concentra-34-4-do-rebanho-bovino-do-pais\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pesquisa Pecu\u00e1ria Municipal de 2016<\/a>, do IBGE, a produ\u00e7\u00e3o de ostras, vieiras e mexilh\u00f5es movimenta R$ 68,5 milh\u00f5es por ano no pa\u00eds, onde s\u00e3o produzidas quase 21 mil toneladas desses moluscos.<\/p>\n<blockquote class=\"alignright\"><p>Processo permite identificar as at\u00e9 900 bact\u00e9rias da carne das ostras com apenas uma an\u00e1lise, capaz de substituir centenas de avalia\u00e7\u00f5es<\/p><\/blockquote>\n<p>Tendo a qualidade das ostras como foco, uma pesquisa desenvolvida no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Zoologia (PPGZoo) da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) criou um m\u00e9todo inovador para monitorar a qualidade de lotes destinados ao consumo humano \u2013 e que permite identificar centenas de bact\u00e9rias em uma \u00fanica unidade do molusco. Os resultados da pesquisa realizada entre 2013 e 2017 v\u00eam sendo aplicados por criadores brasileiros a fim de reduzir a quantidade de bact\u00e9rias encontradas nas ostras. Ao microsc\u00f3pio, esses molusco chamam a aten\u00e7\u00e3o pela elevada quantidade de bact\u00e9rias que apresentam, ainda que a maioria desses micro-organismos n\u00e3o transmita doen\u00e7as se ingerida.<\/p>\n<p>\u201cEntretanto, com base em levantamentos bibliogr\u00e1ficos, constatou-se que bact\u00e9rias potencialmente patog\u00eanicas para humanos n\u00e3o constam na legisla\u00e7\u00e3o brasileira, o que pode ser um problema\u201d, observa a bi\u00f3loga Aline Horodesky, autora da tese de doutorado &#8220;<a href=\"https:\/\/acervodigital.ufpr.br\/handle\/1884\/47547\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Influ\u00eancia de fatores f\u00edsicos, qu\u00edmicos e biol\u00f3gicos sobre a sobreviv\u00eancia e sobre a qualidade sanit\u00e1ria de ostras (Crassostrea spp.) em diferentes regi\u00f5es do Brasil<\/a>&#8220;, pelo qual o m\u00e9todo foi desenvolvido. A legisla\u00e7\u00e3o exige que a carne de moluscos bivalves \u2013 caracterizados pela presen\u00e7a de uma concha de carbonato de c\u00e1lcio formada por duas metades \u2014 e as \u00e1guas da regi\u00e3o onde s\u00e3o cultivados sejam periodicamente monitoradas para conhecimento do n\u00edvel de bact\u00e9rias patog\u00eanicas.<\/p>\n<p>Segundo o professor e pesquisador do Departamento de Zootecnia da UFPR, Antonio Ostrensky Neto, orientador da tese, as an\u00e1lises costumam ser realizadas por culturas bacterianas. A amostra de carne ou de \u00e1gua \u00e9 colocada em um meio de cultura para que os microrganismos se desenvolvam e seja poss\u00edvel mensurar a quantidade de col\u00f4nias ou o n\u00famero prov\u00e1vel de bact\u00e9rias no material. O m\u00e9todo tem como base an\u00e1lise gen\u00e9tica: por meio dele, \u00e9 poss\u00edvel identificar as bact\u00e9rias presentes na carne das ostras (entre 800 e 900 esp\u00e9cies) com uma an\u00e1lise.<\/p>\n<p>\u201cAntes seriam necess\u00e1rias centenas de an\u00e1lises para se chegar a esse resultado\u201d, conta o pesquisador, que coordena o Grupo Integrado de Aquicultura e Estudos Ambientais (GIA), criado em 1997. O trabalho desenvolvido na UFPR foi o primeiro do Brasil a utilizar o sequenciamento de nova gera\u00e7\u00e3o para identificar bact\u00e9rias presentes em moluscos bivalves \u2013 como ostras, mexilh\u00f5es e vieiras.<\/p>\n<h2>Visitas a fazendas onde s\u00e3o cultivadas duas esp\u00e9cies de ostras<\/h2>\n<p>O estudo investigou a influ\u00eancia de fatores f\u00edsicos, qu\u00edmicos e biol\u00f3gicos sobre a sobreviv\u00eancia e sobre a qualidade sanit\u00e1ria de ostras em diferentes regi\u00f5es do Brasil. Levantamento bibliogr\u00e1fico e entrevistas com produtores de ostras foram os primeiros passos da investiga\u00e7\u00e3o. \u201cA partir disso, surgiu a ideia de juntar essas informa\u00e7\u00f5es e realizar estudos para chegar a resultados pr\u00e1ticos que tanto produtores como comerciantes e governantes pudessem utilizar, de forma pr\u00e1tica\u201d, relembra a pesquisadora.<\/p>\n<p>A segunda etapa compreendeu visitas a campo para o recolhimento de amostras de ostras do litoral do Paran\u00e1 e do litoral do Nordeste.<\/p>\n<div id=\"nbag-5f12b056b4\" class=\"nbag-wrapper nbag-gallery nbag-design-simple\" data-settings=\"{&quot;template&quot;:&quot;simple&quot;,&quot;nonce&quot;:&quot;5f12b056b4&quot;}\" data-atts=\"{&quot;order&quot;:&quot;ASC&quot;,&quot;orderby&quot;:&quot;post__in&quot;,&quot;id&quot;:18993,&quot;itemtag&quot;:&quot;figure&quot;,&quot;icontag&quot;:&quot;div&quot;,&quot;captiontag&quot;:&quot;figcaption&quot;,&quot;columns&quot;:3,&quot;size&quot;:&quot;thumbnail&quot;,&quot;include&quot;:&quot;19029,19030,19031,19032,19033,19034,19020,19035,19036,19037,19044,19045,19040,19042&quot;,&quot;exclude&quot;:&quot;&quot;,&quot;link&quot;:&quot;file&quot;,&quot;type&quot;:&quot;default&quot;,&quot;ids&quot;:&quot;19029,19030,19031,19032,19033,19034,19020,19035,19036,19037,19044,19045,19040,19042&quot;}\"><div class=\"nbag-pholder nbag-pholder-overlay\" data-nbag=\"holder\"><div class=\"nbag-pholder-i\" data-nbag=\"holder\"><div class=\"thumb-o nbag-pholder-bg\"><div class=\"thumb-w\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"810\" height=\"608\" src=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/1-Fazenda-marinha-de-cultivo-de-ostras-no-Nordeste-do-Brasil-m-1024x768.png\" class=\"attachment-large size-large\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/1-Fazenda-marinha-de-cultivo-de-ostras-no-Nordeste-do-Brasil-m-1024x768.png 1024w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/1-Fazenda-marinha-de-cultivo-de-ostras-no-Nordeste-do-Brasil-m-300x225.png 300w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/1-Fazenda-marinha-de-cultivo-de-ostras-no-Nordeste-do-Brasil-m-768x576.png 768w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/1-Fazenda-marinha-de-cultivo-de-ostras-no-Nordeste-do-Brasil-m.png 1296w\" sizes=\"(max-width: 810px) 100vw, 810px\" \/><\/div><\/div><div class=\"nbag-pholder-c\"><div class=\"nbag-info\"><span class=\"nbag-count\">14<\/span> <span class=\"nbag-count-text\">Imagens<\/span><\/div><\/div><\/div><div class=\"nbag-actions\"><ul><li><a href=\"javascript:void(0)\" data-view=\"slideshow\" class=\"btn btn-default btn-block\"><i class=\"ti__gallery\"><\/i> Mostrar galeria<\/a><\/li><\/ul><\/div><\/div><\/div>\n<p>A pesquisa monitorou a qualidade higi\u00eanico-sanit\u00e1ria de ostras cultivadas na Ba\u00eda de Guaratuba e na Ba\u00eda de Paranagu\u00e1. Duas esp\u00e9cies s\u00e3o comercializadas no litoral paranaense: a ostra-de-mangue \u2014 <em>Crassostrea rizophorae<\/em> \u2014 e a chamada ostra-de-pedra, <em>Crassostrea gazar<\/em>, objeto do estudo. \u201cDurante a pesquisa, mantivemos ostras vivas em Curitiba. Tamb\u00e9m analisamos a qualidade higi\u00eanico-sanit\u00e1ria de moluscos congelados e de pratos feitos \u00e0 base do alimento e comercializados no Paran\u00e1 \u2014 al\u00e9m de estudos da qualidade das ostras vendidas na regi\u00e3o Nordeste\u201d, afirma o ocean\u00f3logo. Parte dos estudos foi realizada no Laborat\u00f3rio de Pesquisa com Organismos Aqu\u00e1ticos (Lapoa) da UFPR, localizado na capital.<\/p>\n<blockquote class=\"alignright\"><p>Processo foi repetido no Paran\u00e1 e em quatro estados do Nordeste, para confirmar aplicabilidade em diferentes ambientes e estruturas<\/p><\/blockquote>\n<p>Cultivos artesanais dos estados de Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e Para\u00edba tamb\u00e9m foram monitorados. \u201cMonitorar esses locais foi importante para que pud\u00e9ssemos desenvolver e testar o m\u00e9todo e validar sua efici\u00eancia em diferentes realidades, em diferentes condi\u00e7\u00f5es ambientais e operacionais\u201d, esclarece Ostrensky Neto.<\/p>\n<p>A \u00e1gua do mar foi captada no litoral do estado e tratada pela estrutura no Centro de Aquicultura Marinha e Repovoamento (Camar) da UFPR, em Pontal do Paran\u00e1. \u201cUm caminh\u00e3o pipa trazia essa \u00e1gua tratada at\u00e9 Curitiba, onde era armazenada e utilizada nos experimentos com as ostras\u201d, detalha o pesquisador. O monitoramento de ostras \u00e9 apenas uma das a\u00e7\u00f5es desenvolvidas pelo grupo de pesquisa, que tem como prioridade pesquisar e desenvolver novas tecnologias relacionadas a ecossistemas e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de organismos aqu\u00e1ticos. Em conjunto com a Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, o grupo desenvolve tecnologias para o cultivo de siris. Pelo Camar, t\u00e3o s\u00e3o realizadas pesquisas sobre o cultivo de esp\u00e9cies nativas de camar\u00f5es marinhos.<\/p>\n<h2>Ponto de partida para uma an\u00e1lise mais pr\u00e1tica e vi\u00e1vel<\/h2>\n<p>O m\u00e9todo desenvolvido a partir da pesquisa foi incorporado aos procedimentos anal\u00edticos de rotina dos laborat\u00f3rios utilizados pelo GIA. \u201cOs resultados s\u00e3o recentes. Estamos publicando-os, na forma de artigos cient\u00edficos, juntamente com a descri\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo. A ci\u00eancia funciona assim, a partir da divulga\u00e7\u00e3o dos resultados, outras pessoas passam a estudar mais, a aprimorar e a utilizar os resultados obtidos\u201d, informa Ostrensky.<\/p>\n<blockquote class=\"alignright\"><p>O m\u00e9todo metagen\u00f4mico permite a caracteriza\u00e7\u00e3o de comunidades microbianas sem a necessidade de isolar ou cultivar bact\u00e9rias espec\u00edficas<\/p><\/blockquote>\n<p>A fase laboratorial iniciou em 2015 e levou cerca de um ano para ser finalizada, estima Aline. \u201cO desenvolvimento de um m\u00e9todo tem suas etapas \u2018complicadas\u2019, que demoram mais tempo e demandam uma certa insist\u00eancia em testar v\u00e1rios procedimentos para chegar a um resultado correto e confi\u00e1vel\u201d. Ap\u00f3s as an\u00e1lises, a tese come\u00e7ou a ser redigida. Os cinco cap\u00edtulos abordam quest\u00f5es ecol\u00f3gicas, de manejo do molusco, referentes \u00e0 qualidade dos ambientes de cultivo e a formas de armazenamento para minimizar a contamina\u00e7\u00e3o. O trabalho tamb\u00e9m explana sobre a qualidade das ostras comercializadas no Paran\u00e1.<\/p>\n<p>Persist\u00eancia e dedica\u00e7\u00e3o foram necess\u00e1rias para refinar o m\u00e9todo. \u201cOs ajustes do m\u00e9todo para an\u00e1lise de metagen\u00f4mica de ostras demandaram um maior tempo e uma grande quantidade de testes, que nem sempre eram positivos. Por isso, acabaram sendo um tanto laboriosos, mas, com um pouco de curiosidade, insist\u00eancia e muito estudo, chegamos a um resultado interessante e confi\u00e1vel\u201d, avalia a bi\u00f3loga. A metagen\u00f4mica \u00e9 um m\u00e9todo que permite a caracteriza\u00e7\u00e3o de comunidades microbianas sem a necessidade de isolar ou cultivar bact\u00e9rias espec\u00edficas.<\/p>\n<p>A pesquisa est\u00e1 em processo de desenvolvimento, no \u00e2mbito de um projeto de pesquisa financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq). Os pesquisadores tamb\u00e9m atuam para aprimorar o sequenciamento de nova gera\u00e7\u00e3o e testam novos procedimentos para que a an\u00e1lise se torne cada vez mais pr\u00e1tica e vi\u00e1vel, tanto para o monitoramento da qualidade das ostras como para as \u00e1reas em que o laborat\u00f3rio do GIA atua. O sequenciamento de nova gera\u00e7\u00e3o, procedimento citado por Aline, foi desenvolvido em 2005 e \u00e9 utilizado em diversos pa\u00edses para an\u00e1lises moleculares em diferentes animais.<\/p>\n<h2>Novas aplica\u00e7\u00f5es da t\u00e9cnica em estudo sobre biodiversidade<\/h2>\n<p>O m\u00e9todo pode ainda ser aplicado a an\u00e1lises que tenham como objetivo fazer o mapeamento completo de bact\u00e9rias ou de outros microrganismos. Segundo os pesquisadores da UFPR, a utiliza\u00e7\u00e3o da nova ferramenta vem ganhando espa\u00e7o, com an\u00e1lises mais baratas, seguras e que demandam menos tempo em campanhas de campo em busca de respostas.<\/p>\n<p>No pr\u00f3prio GIA, um projeto em fase inicial, em parceria com a hidrel\u00e9trica Itaipu Binacional, utilizar\u00e1 o sequenciamento de nova gera\u00e7\u00e3o para monitorar a biodiversidade de peixes no canal de piracema da usina.<\/p>\n<p>O trabalho desenvolvido na UFPR foi o primeiro do Brasil a utilizar o sequenciamento de nova gera\u00e7\u00e3o para identificar bact\u00e9rias presentes em moluscos bivalves \u2014 como ostras, mexilh\u00f5es e vieiras. Com projeto de p\u00f3s-doutorado em andamento na mesma linha de pesquisa, Aline agora explora outro tema. \u201cMeu trabalho visa desenvolver m\u00e9todos moleculares de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o para identifica\u00e7\u00e3o, quantifica\u00e7\u00e3o e monitoramento da presen\u00e7a de esp\u00e9cies invasoras em reservat\u00f3rios de usinas hidrel\u00e9tricas\u201d.<\/p>\n<p>O Laborat\u00f3rio de Histologia e Microbiologia (LHM), base operacional do GIA, tamb\u00e9m foi utilizado para as an\u00e1lises. Os experimentos foram realizados em parceria com o Laborat\u00f3rio de Bioqu\u00edmica e com o Laborat\u00f3rio de Din\u00e2mica Evolutiva e Sistemas Complexos da UFPR. Todas as estruturas est\u00e3o localizadas em Curitiba.<\/p>\n<h2>Cultivos no Paran\u00e1 recebem orienta\u00e7\u00f5es de pesquisadores e do Sebrae<\/h2>\n<p>O monitoramento com o novo m\u00e9todo foi realizado nos principais cultivos onde o Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) atua no Nordeste \u2014 nas cidades de Macau (RN), Tibau do Sul (RN), Marca\u00e7\u00e3o (PB), Passo de Camaragibe (AL), Barra de S\u00e3o Miguel (AL), Brejo Grande (SE) e Indiaroba (SE). O controle tamb\u00e9m foi feito em ostras cultivadas no litoral do Paran\u00e1 e em ostras processadas e comercializadas em dez cidades do estado \u2014 Curitiba, Guaratuba, Paranagu\u00e1, Matinhos, Maring\u00e1, Campo Mour\u00e3o, Guarapuava, Francisco Beltr\u00e3o, Toledo e Foz do Igua\u00e7u.<\/p>\n<blockquote class=\"alignright\"><p>Pesquisa deu origem a uma s\u00e9rie de manuais com informa\u00e7\u00f5es sobre sanidade e profilaxia de ostras nativas<\/p><\/blockquote>\n<p>O trabalho regular de monitoramento da qualidade higi\u00eanico-sanit\u00e1ria das ostras pelos produtores ligados \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Guaratubana de Maricultura (Aguamar) \u00e9 feito de acordo com normativas do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa). Por esse motivo, as an\u00e1lises convencionais continuam sendo realizadas nas ostras cultivadas na cidade.<\/p>\n<p>\u201cEssas normas n\u00e3o t\u00eam exatamente os mesmos objetivos da t\u00e9cnica desenvolvida por meio da nossa pesquisa\u201d, explica Ostrensky. O professor justifica a aus\u00eancia de dados referentes ao volume da produ\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o. \u201cMuitas pessoas desenvolvem a atividade de forma absolutamente informal e sem controle. Por isso, a import\u00e2ncia de monitorarmos e garantirmos a qualidade das ostras\u201d.<\/p>\n<p>A pesquisa deu origem a uma s\u00e9rie de manuais com informa\u00e7\u00f5es sobre sanidade e profilaxia de ostras nativas; com fundamentos e recomenda\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas para a rastreabilidade dos moluscos; com fichas t\u00e9cnicas para identifica\u00e7\u00e3o de organismos que podem prejudicar o cultivo; com boas pr\u00e1ticas para qualidade e seguran\u00e7a na realiza\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios com ostras nativas.<\/p>\n<p>O p\u00fablico-alvo do material produzido em parceria com o Sebrae s\u00e3o produtores de ostras e gestores que atuam na \u00e1rea. Os arquivos est\u00e3o dispon\u00edveis para download no site do GIA (https:\/\/gia.org.br\/portal\/loja\/).<\/p>\n<h3><span style=\"color: #cf6766;\">CULTIMAR LEVA RESULTADOS DAS PESQUISAS DA UFPR A OSTREICULTORES<\/span><\/h3>\n<p>Os resultados da pesquisa sobre qualidade das ostras s\u00e3o aplicados por meio do Cultimar, iniciativa desenvolvida desde 2005 com o objetivo de fomentar a ostreicultura no litoral paranaense. H\u00e1 14 anos, o projeto de extens\u00e3o da UFPR promove a\u00e7\u00f5es com foco social, ambiental, t\u00e9cnico, tecnol\u00f3gico e econ\u00f4mico junto \u00e0s comunidades. O projeto incentiva a gera\u00e7\u00e3o de renda a partir da maricultura, por meio da produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de ostras e de camar\u00f5es para isca-viva. A Ba\u00eda de Paranagu\u00e1 e o estado da Bahia receberam a\u00e7\u00f5es do projeto, hoje restrito \u00e0 regi\u00e3o de Guaratuba.<\/p>\n<p>\u201cMais do que um projeto, ele representa um conceito, uma forma de trabalhar e uma forma de encarar o desenvolvimento sustent\u00e1vel\u201d, explica o professor Antonio Ostrensky Neto, coordenador das atividades. Isso significa que o plano possui diversas frentes de atua\u00e7\u00e3o, entre elas a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o ramo tur\u00edstico, as a\u00e7\u00f5es de marketing, o desenvolvimento do artesanato, a educa\u00e7\u00e3o ambiental, a melhoria nas t\u00e9cnicas de produ\u00e7\u00e3o e o incentivo \u00e0 participa\u00e7\u00e3o dos produtores em feiras. Hamilton de Moura Kirchner cultiva ostras h\u00e1 23 anos e toda a sua fam\u00edlia est\u00e1 envolvida com a atividade.<\/p>\n<p>O ostreicultor e dono de restaurante, que nasceu em Bras\u00edlia, mas se considera cai\u00e7ara, identifica impactos positivos do projeto. \u201cO Cultimar foi um parceiro importante para a aquicultura estadual chegar aonde est\u00e1. Acelerou o desenvolvimento socioecon\u00f4mico, especialmente das comunidades envolvidas na cadeia produtiva da ostra\u201d.<\/p>\n<p>Kirchner diz que foi no trato com os cientistas que descobriu o porqu\u00ea do sabor especial das ostras da regi\u00e3o. \u201cS\u00e3o in\u00fameros fatores, desde a esp\u00e9cie, a \u00e1gua, o clima, o trabalho. Eu me sinto orgulhoso por meu trabalho ter se tornado uma refer\u00eancia de qualidade, ter sido respons\u00e1vel por uma revolu\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica na nossa regi\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>As fazendas vinculadas ao projeto Cultimar receberam a visita de especialistas e pesquisadores de universidades americanas e inglesas. A qualidade das ostras chamou a aten\u00e7\u00e3o. \u201cTrouxemos pessoas da Noruega, da Coreia do Sul. Algumas at\u00e9 trabalharam como volunt\u00e1rias no projeto. O fato \u2018hist\u00f3rico\u2019 foi uma visita, em 2010, de pesquisadores japoneses que estavam escrevendo um livro sobre ostras de todo o mundo. Quando provaram as de Guaratuba, afirmaram que estavam entre as melhores que j\u00e1 haviam provado. Os produtores ficaram t\u00e3o orgulhosos da frase que passaram a us\u00e1-la quase que como um mantra\u201d, comenta o professor.<\/p>\n<p>O Cultimar recebeu, em 2012, o Pr\u00eamio de Inova\u00e7\u00e3o da Financiadora de Inova\u00e7\u00e3o e Pesquisa (Finep) como melhor projeto do Sul do Brasil pelo trabalho com a maricultura associado a a\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o, valoriza\u00e7\u00e3o da cultura local e capacita\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e para o turismo. O reconhecimento tamb\u00e9m veio por meio de premia\u00e7\u00f5es, como o pr\u00eamio internacional entregue pelo Instituto HSBC Solidariedade (IHS).<\/p>\n<p>O projeto conta com conv\u00eanio com a Aguamar para monitoramento higi\u00eanico-sanit\u00e1rio das ostras produzidas pelos associados. O acompanhamento \u00e9 feito sem custos \u00e0 Aguamar, que, em contrapartida, fornece ostras e disponibiliza estruturas e local de pesquisas para p\u00f3s-graduandos vinculados ao GIA. \u201cNossos projetos sempre t\u00eam como objetivo fazer com que os resultados das pesquisas cheguem \u00e0 sociedade de uma forma geral e n\u00e3o se limitem \u00e0 comunidade acad\u00eamica\u201d, afirma Ostrensky.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gratinadas, ao vapor, utilizadas na composi\u00e7\u00e3o de pratos \u00e0 base de frutos do mar ou in natura, as ostras s\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2808,"featured_media":19003,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":"","fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false},"categories":[1619,1608,1126,1620,1,1684],"tags":[1849,1866,1869,1868,1748,1729,1794,1665,1867],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.5 - 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