{"id":18298,"date":"2020-01-05T09:03:08","date_gmt":"2020-01-05T12:03:08","guid":{"rendered":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/?p=18298"},"modified":"2023-06-02T17:34:40","modified_gmt":"2023-06-02T20:34:40","slug":"do-nano-ao-macro-aldo-zarbin-fala-sobre-nanociencia-e-divulgacao-cientifica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/do-nano-ao-macro-aldo-zarbin-fala-sobre-nanociencia-e-divulgacao-cientifica\/","title":{"rendered":"Do nano ao macro: Aldo Zarbin fala sobre nanoci\u00eancia e divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica"},"content":{"rendered":"<p>O professor Aldo Jos\u00e9 Gorgatti Zarbin, do Departamento de Qu\u00edmica da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), se destacou nos \u00faltimos anos n\u00e3o s\u00f3 na sua \u00e1rea de pesquisa, a qu\u00edmica de materiais aplicada \u00e0 nanotecnologia, mas tamb\u00e9m na representa\u00e7\u00e3o dos interesses da comunidade cient\u00edfica. H\u00e1 pelo menos 20 anos ele divide o seu tempo entre a pesquisa e a atua\u00e7\u00e3o em sociedades cient\u00edficas.<\/p>\n<p>J\u00e1 presidiu a Sociedade Brasileira de Qu\u00edmica (SBQ), tornou-se fellow da centen\u00e1ria Royal Society of Chemistry (RSC) em 2018, e \u00e9 membro de v\u00e1rias outras entidades, como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC), a Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat), a American Chemical Society (ACS) e a Materials Research Society (MRS).<\/p>\n<blockquote class=\"alignright\"><p>\u201cO desenvolvimento de um pa\u00eds tem rela\u00e7\u00e3o direta com os investimentos p\u00fablicos em ci\u00eancia e tecnologia\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>\u00c9 por meio dessas associa\u00e7\u00f5es que Zarbin busca dar vaz\u00e3o \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o para demandas da \u00e1rea e pela divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. S\u00e3o atividades que considera essenciais para a sa\u00fade da ci\u00eancia mundial e, particularmente, para a produzida no Brasil. \u201cPol\u00edtica cient\u00edfica e educacional deve ser pensada por cientistas e educadores\u201d, acredita.<\/p>\n<p>Nessa linha, Zarbin defende empenho extra dos pesquisadores na tarefa da divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. \u201cAlguma coisa est\u00e1 falhando\u201d, avalia, ao mencionar a ascens\u00e3o recente de ideias refutadas pela ci\u00eancia. Especialista no desenvolvimento de filmes com aplica\u00e7\u00e3o ao setor de energia, Zarbin tamb\u00e9m comenta nesta entrevista os avan\u00e7os da nanoci\u00eancia, ao mesmo tempo em que faz uma defesa da ci\u00eancia b\u00e1sica.<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-18441\" src=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ABRE-p.-6-Zarbin.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"560\" srcset=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ABRE-p.-6-Zarbin.jpg 500w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ABRE-p.-6-Zarbin-214x300.jpg 214w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/>Poderia falar um pouco sobre a sua pesquisa com nanomateriais?<\/strong><\/p>\n<p>Minha pesquisa \u00e9 na \u00e1rea de qu\u00edmica de materiais, o que significa que \u00e9 voltada \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o de novos materiais para alguma utiliza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Qualquer coisa que tem uma utilidade, uma fun\u00e7\u00e3o, pode ser definida como um material, e essa fun\u00e7\u00e3o depende de algumas caracter\u00edsticas desse material, como por exemplo a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e o tamanho das part\u00edculas que o comp\u00f5em. Por exemplo: o vidro \u00e9 r\u00edgido, transparente e quebradi\u00e7o, enquanto que a borracha \u00e9 flex\u00edvel, male\u00e1vel e opaca.<\/p>\n<p>As caracter\u00edsticas desses materiais t\u00e3o diferentes se devem \u00e0 composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o das mol\u00e9culas ou dos componentes e ao tamanho das part\u00edculas de cada um. Recentemente se descobriu que materiais muito, muito pequenos \u2013 na ordem de alguns nan\u00f4metros [um nan\u00f4metro corresponde a um bilion\u00e9simo do metro, o equivalente ao tamanho de quatro ou cinco \u00e1tomos enfileirados] t\u00eam propriedades muito diferentes, o que deu origem \u00e0 nanoci\u00eancia e \u00e0 nanotecnologia. Os materiais obtidos nessa faixa de tamanho s\u00e3o chamados de nanomateriais.<\/p>\n<p>O primeiro ponto relacionado ao meu trabalho de pesquisa consiste exatamente no desenvolvimento de novas rotas qu\u00edmicas de prepara\u00e7\u00e3o de nanomateriais, principalmente uma classe conhecida como nanomateriais de carbono, cujos representantes t\u00edpicos recebem o nome de nanotubos ou de grafeno, al\u00e9m das chamadas nanopart\u00edculas met\u00e1licas e nanopart\u00edculas de materiais j\u00e1 conhecidos, como o azul da Pr\u00fassia e derivados. Al\u00e9m disso, estudamos m\u00e9todos de prepara\u00e7\u00e3o de combina\u00e7\u00f5es desses materiais com eles pr\u00f3prios ou com outros, resultando nos chamados materiais nanocomp\u00f3sitos.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma parte de ci\u00eancia fundamental, b\u00e1sica, em que o interesse principal consiste em aprender a fazer esses materiais, a controlar as rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas que lhes d\u00e3o origem, a compreender as suas estruturas e como essas estruturas d\u00e3o origem \u00e0s diferentes propriedades. Com essa compreens\u00e3o pode-se moldar as propriedades, visando aplica\u00e7\u00f5es espec\u00edficas. Nosso grupo foi pioneiro na prepara\u00e7\u00e3o de alguns desses materiais e desenvolveu rotas totalmente in\u00e9ditas para faz\u00ea-los, barateando custos e propiciando caminhos mais simples e eficientes de prepara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Gera\u00e7\u00e3o e armazenamento de energia s\u00e3o tamb\u00e9m o foco deste trabalho?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, a segunda vertente do grupo consiste exatamente na aplica\u00e7\u00e3o desses materiais. Nosso foco \u00e9 voltado para aplica\u00e7\u00e3o em c\u00e9lulas solares, baterias, sensores, eletrodos transparentes e cat\u00e1lise. Uma das maiores descobertas que fizemos foi encontrar uma maneira de processar esses materiais avan\u00e7ados e sofisticados na forma de uma fina camada que pode ser depositada sobre diferentes superf\u00edcies. Materiais com essas caracter\u00edsticas s\u00e3o conhecidos como filmes finos. Para se ter ideia da import\u00e2ncia disso, \u00e9 um material na forma de filme fino que recobre celulares e tablets e permite que as informa\u00e7\u00f5es sejam acessadas com um toque \u2013 o touch screen.<\/p>\n<blockquote class=\"alignright\"><p>&#8220;A s\u00edntese de nanomateriais \u00e9 uma parte de ci\u00eancia fundamental, b\u00e1sica, em que o interesse principal consiste em aprender a fazer esses materiais, a controlar as rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas que lhes d\u00e3o origem, a compreender as suas estruturas e como essas estruturas d\u00e3o origem \u00e0s diferentes propriedades&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>Para v\u00e1rias aplica\u00e7\u00f5es importantes, o processamento de materiais na forma de filmes finos \u00e9 fundamental para um bom desempenho. Inventamos uma maneira de preparar esses materiais na forma de filmes finos que podem ser depositados em v\u00e1rias superf\u00edcies, baseado na interface entre dois l\u00edquidos que n\u00e3o se misturam, como \u00e1gua e \u00f3leo por exemplo. Com isso, conseguimos explorar toda a potencialidade desses materiais.<\/p>\n<p>Dentro das aplica\u00e7\u00f5es que temos encontrado com performances surpreendentes, posso citar c\u00e9lulas solares de corante e baterias de \u00edons l\u00edtio, ambas operando em meio aquoso; sensores para diferentes compostos com baix\u00edssimos limites de detec\u00e7\u00e3o e catalisadores para v\u00e1rias rea\u00e7\u00f5es, como a degrada\u00e7\u00e3o de poluentes ou de pesticidas.<\/p>\n<p><strong>Qual a import\u00e2ncia para o Brasil dos investimentos continuados em Ci\u00eancia e Tecnologia (C&amp;T)?<\/strong><\/p>\n<p>O grau de desenvolvimento econ\u00f4mico e social de um pa\u00eds pode ser diretamente relacionado aos investimentos p\u00fablicos em C&amp;T, pois \u00e9 da\u00ed que saem os avan\u00e7os que trazem soberania e d\u00e3o lastro \u00e0 economia do pa\u00eds. Qualquer analista que decida dedicar um pouco de tempo a isso consegue encontrar a rela\u00e7\u00e3o direta entre n\u00edvel de desenvolvimento de uma na\u00e7\u00e3o e a quantidade de recursos investidos em C&amp;T.<\/p>\n<blockquote class=\"alignright\"><p>&#8220;Em ci\u00eancia o tempo perdido \u00e9 irrecuper\u00e1vel, al\u00e9m de perdermos pesquisadores. Grandes cientistas brasileiros est\u00e3o sendo contratados por universidades e centros de pesquisa em pa\u00edses onde o investimento \u00e9 seguro&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>Assumi a presid\u00eancia de uma das maiores sociedades cient\u00edficas da Am\u00e9rica Latina, a SBQ, em 2016. A primeira medida do governo [Michel] Temer foi extinguir o Minist\u00e9rio de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o e colocar esses assuntos em um minist\u00e9rio h\u00edbrido com as comunica\u00e7\u00f5es. O investimento foi reduzido a ponto de, em agosto de 2018, o ent\u00e3o presidente do CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico] vir a p\u00fablico e anunciar que sequer as bolsas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o poderiam ser pagas caso n\u00e3o houvesse mais aporte de recursos, indicando textualmente que a ci\u00eancia brasileira iria parar. O quadro n\u00e3o chegou a esse patamar catastr\u00f3fico muito pela a\u00e7\u00e3o das sociedades representativas, como a SBQ, capitaneadas por um trabalho gigantesco e perene da SBPC e da Academia Brasileira de Ci\u00eancias (ABC).<\/p>\n<p>Os recursos entretanto foram muito diminu\u00eddos em 2017 e 2018, e o or\u00e7amento de 2019 \u00e9 sofr\u00edvel, a ponto de o novo presidente do CNPq, do novo governo, vir a p\u00fablico e dizer o mesmo. E recentemente [em maio de 2019] se anunciou um contingenciamento dos parcos recursos. \u00c9 urgente que esse quadro se reverta, pois em ci\u00eancia o tempo perdido \u00e9 irrecuper\u00e1vel, al\u00e9m de perdermos pesquisadores. Grandes cientistas brasileiros est\u00e3o sendo contratados por universidades e centros de pesquisa em pa\u00edses onde o investimento \u00e9 seguro, para conseguir realizar seu trabalho.<\/p>\n<p><strong>Como devem ser feitos os investimentos em C&amp;T? Deve-se priorizar a voca\u00e7\u00e3o local?<\/strong><\/p>\n<p>Veja, eu sempre digo que o conhecimento cient\u00edfico n\u00e3o tem bandeira. Todo tipo de conhecimento, mesmo o que a princ\u00edpio parece n\u00e3o ter serventia no mundo real, em determinado momento ser\u00e1 usado em benef\u00edcio da popula\u00e7\u00e3o. Ningu\u00e9m esperava no in\u00edcio do s\u00e9culo XX que a qu\u00e2ntica serviria para algo al\u00e9m de um conhecimento b\u00e1sico da natureza e hoje temos computadores e celulares que se utilizam desse conhecimento.<\/p>\n<p>Quero dizer que uma parte importante do investimento em C&amp;T deve buscar o conhecimento per se, sem se preocupar com aplica\u00e7\u00e3o imediata. Entretanto, outra parte desses investimentos deve ser orientada para que se resolvam problemas locais de acordo com as diferentes voca\u00e7\u00f5es. O gestor de pol\u00edtica de C&amp;T deve ter clareza dessas realidades.<\/p>\n<blockquote class=\"alignright\"><p>\u201cEstamos falhando na comunica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, o que permite que absurdos que nos fazem pensar que estamos voltando \u00e0 Idade M\u00e9dia, como terraplanismo, movimento anti-vacina e etc., encontrem adeptos em pleno s\u00e9culo XXI\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Temos in\u00fameros exemplos para nos orgulharmos da ci\u00eancia que se faz neste pa\u00eds: somos os maiores produtores mundiais de soja gra\u00e7as \u00e0 ci\u00eancia que permite safras absurdas em solo antes n\u00e3o cultiv\u00e1vel; conseguimos extrair petr\u00f3leo de \u00e1guas profundas e at\u00e9 na camada do pr\u00e9-sal. Recentemente a ci\u00eancia brasileira mostrou ao mundo a associa\u00e7\u00e3o entre a microcefalia e o zika v\u00edrus. Temos cientistas e estrutura associada \u00e0 C&amp;T de alto n\u00edvel, que respondem quando chamados a faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p><strong>Qual o papel da divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica frente a movimentos que contestam at\u00e9 mesmo conhecimentos consolidados?<\/strong><\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma quest\u00e3o das mais importantes e que merece um mea culpa da comunidade cient\u00edfica. Estamos falhando na comunica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, o que permite que absurdos que nos fazem pensar que estamos voltando \u00e0 Idade M\u00e9dia, como terraplanismo, movimento anti-vacina e etc., encontrem adeptos em pleno s\u00e9culo XXI. Pessoas acessam informa\u00e7\u00f5es ao toque dos dedos em qualquer lugar do planeta, mas acreditam em teorias t\u00e3o toscas e ultrapassadas que beiram o inacredit\u00e1vel.<\/p>\n<p>L\u00f3gico que uma boa forma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e educacional \u00e9 fundamental para evitar essa situa\u00e7\u00e3o. Em 2017 o CGEE [Centro de Gest\u00e3o e Estudos Estrat\u00e9gicos, do MCTIC] divulgou uma pesquisa sobre a percep\u00e7\u00e3o dos brasileiros sobre C&amp;T e o resultado \u00e9 surpreendentemente positivo. Entretanto, mais de 80% disseram desconhecer alguma institui\u00e7\u00e3o de pesquisa ou algum cientista brasileiro de renome.<\/p>\n<blockquote class=\"alignright\"><p>&#8220;Todo tipo de conhecimento ser\u00e1 usado em benef\u00edcio da popula\u00e7\u00e3o. Ningu\u00e9m esperava no in\u00edcio do s\u00e9culo XX que a qu\u00e2ntica serviria para algo al\u00e9m de um conhecimento b\u00e1sico da natureza e hoje temos computadores e celulares que se utilizam desse conhecimento&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>N\u00f3s, cientistas, estamos falhando nessa comunica\u00e7\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o e est\u00e1 no momento de virar o jogo. J\u00e1 come\u00e7amos. A grande m\u00eddia est\u00e1 investindo mais em blogs e colunas de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Cientistas est\u00e3o indo a escolas. Congressos cient\u00edficos no Brasil est\u00e3o cada vez mais se preocupando em organizar eventos para crian\u00e7as. Mas h\u00e1 muito a ser feito.<\/p>\n<p><strong>Por que acha que o cientista deve se envolver com assuntos ligados \u00e0 pol\u00edtica e \u00e0 gest\u00e3o para a ci\u00eancia e a educa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Fazemos pol\u00edtica at\u00e9 quando estamos dormindo. A banaliza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica \u00e9 um grande erro. Pol\u00edtica cient\u00edfica e educacional deve ser pensada por cientistas e educadores. Quando um aluno recebe bolsa para fazer mestrado, essa bolsa \u00e9 fruto de pol\u00edtica educacional e cient\u00edfica. O mesmo quando um pesquisador recebe um aux\u00edlio para seu projeto de pesquisa. Al\u00e9m disso, temos que aprender a jogar o jogo, saber fazer lobby por essas \u00e1reas. Por isso \u00e9 t\u00e3o importante que tenhamos sociedades cient\u00edficas fortes, que lutam pelos interesses da C&amp;T. A maior parte dos pesquisadores no Brasil s\u00e3o estudantes de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o que dependem de bolsas, o que, no geral, leva a descontinuidades e sensa\u00e7\u00e3o de fragilidade.<\/p>\n<blockquote class=\"alignright\"><p>&#8220;Ainda estamos muito aqu\u00e9m do n\u00edvel de doutores desejados para um pa\u00eds desenvolvido. Portanto, n\u00e3o h\u00e1 nenhum problema nisso, pelo contr\u00e1rio. O problema \u00e9 estrutural&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel pensar melhor esse quadro? A quest\u00e3o remete a v\u00e1rias realidades a serem consideradas. \u00c9 necess\u00e1rio que se saiba que 90% do conhecimento cient\u00edfico gerado no Brasil ocorre dentro de uma universidade, em programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, por alunos de mestrado e doutorado. Desses, 90% se d\u00e3o em uma universidade p\u00fablica. Essa realidade precisa ser disseminada, pois o que difere e qualifica uma institui\u00e7\u00e3o de ensino \u00e9 a qualidade da ci\u00eancia que se produz, que afeta positivamente todos os outros polin\u00f4mios, principalmente a qualidade do ensino.<\/p>\n<p>Eu disse que C&amp;T e educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o as chaves para o desenvolvimento de um pa\u00eds e \u00e9 f\u00e1cil perceber que as universidades p\u00fablicas est\u00e3o no cora\u00e7\u00e3o desse processo. A universidade p\u00fablica \u00e9 um verdadeiro patrim\u00f4nio do Brasil e dos brasileiros e deve ser continuamente defendida. A rela\u00e7\u00e3o direta entre a ci\u00eancia produzida aqui e a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o \u00e9 importante porque alia o conhecimento cient\u00edfico de alto n\u00edvel com a forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos qualificados. Ainda estamos muito aqu\u00e9m do n\u00edvel de doutores desejados para um pa\u00eds desenvolvido. Portanto, n\u00e3o h\u00e1 nenhum problema nisso, pelo contr\u00e1rio. O problema \u00e9 estrutural. Temos menos bolsas do que o desejado e o valor pago \u00e9 desanimador.<\/p>\n<p>Estudantes de mestrado e doutorado s\u00e3o profissionais com curso de gradua\u00e7\u00e3o finalizado. \u00c9 preciso que finalmente sejam olhados com os olhos adequados, porque contribuem com grande parcela da gera\u00e7\u00e3o de conhecimento nesse pa\u00eds.<\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\">\ud83d\udcd6 Publicado originalmente na Revista Ci\u00eancia UFPR (V. 4, n\u00ba 5,\u00a02019).<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O professor Aldo Jos\u00e9 Gorgatti Zarbin, do Departamento de Qu\u00edmica da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), se destacou nos \u00faltimos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2799,"featured_media":18440,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":"","fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false},"categories":[1614,1128,2258],"tags":[1849,1783,1706,1793,1729,1794],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.5 - 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