{"id":15179,"date":"2020-06-13T05:54:26","date_gmt":"2020-06-13T08:54:26","guid":{"rendered":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/blog\/2016\/12\/13\/the-2017-met-gala-theme-will-be-comme-des-garconss-rei-kawakubo\/"},"modified":"2022-02-06T13:22:47","modified_gmt":"2022-02-06T16:22:47","slug":"uma-nova-historia-da-humanidade-escrita-a-pedra-fabio-parenti","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/uma-nova-historia-da-humanidade-escrita-a-pedra-fabio-parenti\/","title":{"rendered":"Uma nova hist\u00f3ria da humanidade escrita a pedra | Fabio Parenti"},"content":{"rendered":"<div id=\"nbag-a4daafa39b\" class=\"nbag-wrapper nbag-gallery nbag-design-simple\" data-settings=\"{&quot;template&quot;:&quot;simple&quot;,&quot;nonce&quot;:&quot;a4daafa39b&quot;}\" data-atts=\"{&quot;order&quot;:&quot;ASC&quot;,&quot;orderby&quot;:&quot;post__in&quot;,&quot;id&quot;:15179,&quot;itemtag&quot;:&quot;figure&quot;,&quot;icontag&quot;:&quot;div&quot;,&quot;captiontag&quot;:&quot;figcaption&quot;,&quot;columns&quot;:3,&quot;size&quot;:&quot;thumbnail&quot;,&quot;include&quot;:&quot;16963,16969,16965,16966,16959,16960&quot;,&quot;exclude&quot;:&quot;&quot;,&quot;link&quot;:&quot;file&quot;,&quot;type&quot;:&quot;default&quot;,&quot;ids&quot;:&quot;16963,16969,16965,16966,16959,16960&quot;}\"><div class=\"nbag-pholder nbag-pholder-overlay\" data-nbag=\"holder\"><div class=\"nbag-pholder-i\" data-nbag=\"holder\"><div class=\"thumb-o nbag-pholder-bg\"><div class=\"thumb-w\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"810\" height=\"456\" src=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Homo_Habilis_255-19_Foto-Cec\u00edlia-Bastos-01-1024x576.jpg\" class=\"attachment-large size-large\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Homo_Habilis_255-19_Foto-Cec\u00edlia-Bastos-01-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Homo_Habilis_255-19_Foto-Cec\u00edlia-Bastos-01-300x169.jpg 300w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Homo_Habilis_255-19_Foto-Cec\u00edlia-Bastos-01-768x432.jpg 768w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Homo_Habilis_255-19_Foto-Cec\u00edlia-Bastos-01-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/ciencia.ufpr.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Homo_Habilis_255-19_Foto-Cec\u00edlia-Bastos-01-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 810px) 100vw, 810px\" \/><\/div><\/div><div class=\"nbag-pholder-c\"><div class=\"nbag-info\"><span class=\"nbag-count\">6<\/span> <span class=\"nbag-count-text\">Imagens<\/span><\/div><\/div><\/div><div class=\"nbag-actions\"><ul><li><a href=\"javascript:void(0)\" data-view=\"slideshow\" class=\"btn btn-default btn-block\"><i class=\"ti__gallery\"><\/i> Mostrar galeria<\/a><\/li><\/ul><\/div><\/div><\/div>\n<p>O professor e arque\u00f3logo Fabio Parenti, do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), liderou a parte arqueol\u00f3gica da equipe que descobriu ferramentas de pedra lascada que podem recontar a trajet\u00f3ria evolutiva da humanidade. A data\u00e7\u00e3o revelou em 2019 que as pe\u00e7as t\u00eam entre 1,9 e 2,4 milh\u00f5es de anos e assim sugere que a primeira esp\u00e9cie do g\u00eanero Homo a deixar a \u00c1frica tenha sido o <em>Homo habilis<\/em>, pois o <em>Homo erectus<\/em>, esp\u00e9cie que pensa-se ter sido a primeira, ainda n\u00e3o teria surgido na \u00e9poca.<\/p>\n<p>Parenti, que \u00e9 especialista no reconhecimento de artefatos como os encontrados no vale do rio Zarqa, na Jord\u00e2nia, explica que essas interpreta\u00e7\u00f5es est\u00e3o entremeadas por diferentes posi\u00e7\u00f5es no campo da arqueologia, at\u00e9 mesmo a divis\u00e3o entre as esp\u00e9cies \u00e9 contestada por algumas linhas, contudo, segundo apontamentos do professor Walter Neves (Universidade de S\u00e3o Paulo &#8211; USP) que coordenou a equipe, tal interpreta\u00e7\u00e3o explicaria uma s\u00e9rie de descobertas de f\u00f3sseis que se fizeram no Oriente M\u00e9dio, Europa e \u00c1sia anteriormente.<\/p>\n<blockquote class=\"alignright\"><p>\u201cEssas pe\u00e7as foram lascadas de uma forma bastante sofisticada que nenhum chimpanz\u00e9, nenhum Cebus atual faz\u201d<\/p>\n<footer><cite>Fabio Parenti, professor e arque\u00f3logo do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR)<\/cite><\/footer>\n<\/blockquote>\n<p>O contato de Parenti com o s\u00edtio come\u00e7ou em 1996, quando ainda era arque\u00f3logo aut\u00f4nomo na It\u00e1lia, sua terra natal, quando uma equipe italiana escavou o local. Ao se estabelecer no Brasil, teve a oportunidade de retomar o trabalho que havia sido encerrado. O professor tem uma forte liga\u00e7\u00e3o com o Brasil desde o seu doutorado, feito a partir de escava\u00e7\u00f5es nos s\u00edtios de Pedra Furada, no Parque da Serra da Capivara (Piau\u00ed), de grande riqueza arqueol\u00f3gica e paleontol\u00f3gica. Parenti ajudou a estudar esses s\u00edtios em uma parceria que se mant\u00e9m at\u00e9 os dias atuais com a Funda\u00e7\u00e3o do Homem Americano. Nesta entrevista \u00e0 Ci\u00eancia UFPR, ele fala mais sobre a sua carreira e a sua \u00e1rea de conhecimento.<\/p>\n<p><strong>Para come\u00e7ar poderia falar um pouco sobre o seu trabalho no Piau\u00ed e sobre os s\u00edtios no Parque da Serra da Capivara?<\/strong><\/p>\n<p>O meu doutorado foi publicado h\u00e1 30 anos, portanto \u00e9 um trabalho passado, congelado no tempo. Para mim foi um trabalho maravilhoso, muito bom, eu estava bastante isolado, com poucas pessoas, a Funda\u00e7\u00e3o [do Homem Americano] tinha sido criada em 1987 ent\u00e3o era muito recente, os pesquisadores apareciam apenas ocasionalmente, agora temos um rod\u00edzio, tendo muito mais volume e massa cr\u00edtica de pesquisas. Na \u00e9poca era praticamente s\u00f3 arqueologia e o que estava ajudando muito a funda\u00e7\u00e3o era a parte de sa\u00fade p\u00fablica com a presen\u00e7a da Fiocruz [Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz], do Rio de Janeiro. E teve tamb\u00e9m no final dos anos 80 uma contribui\u00e7\u00e3o italiana de coopera\u00e7\u00e3o para a educa\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o foram montadas escolas e postos de sa\u00fade, o que ajudou muito a lan\u00e7ar a \u00e1rea do parque, declarado patrim\u00f4nio da Unesco em 1991. Ao longo dos anos continuei escavando l\u00e1 v\u00e1rias vezes, publicamos cerca de 25 trabalhos em parceria com alunos brasileiros e, em parte, com colegas italianos. H\u00e1 mais de 1,5 mil s\u00edtios cadastrados em uma \u00e1rea pequena, ent\u00e3o \u00e9 uma densidade enorme, tem cerca de 25 a 30 s\u00edtios escavados e talvez seja a maior cole\u00e7\u00e3o de f\u00f3sseis do Pleistoceno [per\u00edodo entre 2,6 milh\u00f5es e 12 mil anos atr\u00e1s] do Brasil e talvez uma das maiores da Am\u00e9rica Latina. Compar\u00e1vel com aquela que est\u00e1 na Argentina, no Museu de La Plata. \u00c9 uma cole\u00e7\u00e3o enorme de mam\u00edferos f\u00f3sseis, maravilhosamente conservada em S\u00e3o Raimundo Nonato, muito bem estudada por uma equipe francesa. Outros achados importantes s\u00e3o as data\u00e7\u00f5es de camadas arqueol\u00f3gicas antigas, os estudos de clima, estudos de arte rupestre, que \u00e9 muito rica no Nordeste todo, estudos de Antropologia feitos tanto pelo Walter Neves, como por outros pesquisadores. Atualmente est\u00e1 sendo extra\u00eddo o material gen\u00e9tico dos esqueletos encontrados l\u00e1, ent\u00e3o \u00e9 um centro de pesquisa de refer\u00eancia onde se podem fazer muitas coisas em v\u00e1rias dire\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Como se deu a forma\u00e7\u00e3o dos s\u00edtios no vale do Zarqa e qual a rela\u00e7\u00e3o com a data\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as?<\/strong><\/p>\n<p>Estes s\u00edtios se formaram com o preenchimento de um vale que tinha se criado entre 4 e 5 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. Primeiro foi preenchido por basalto vindo da S\u00edria, depois por sedimento fluvial, esse sedimento continha tamb\u00e9m restos de animais e de artefatos, ent\u00e3o \u00e9 tudo misturado. O rio traz esse material e deposita n\u00e3o s\u00f3 na vertente, mas tamb\u00e9m nas beiras, os animais e os humanos v\u00e3o at\u00e9 ali porque t\u00eam um recurso muito importante, sobretudo em uma regi\u00e3o \u00e1rida, a \u00e1gua, ent\u00e3o naquele lugar se junta toda a vida da regi\u00e3o. Assim se formaram os s\u00edtios, s\u00e3o cerca de 7 a 8 quil\u00f4metros quadrados entupidos de material, \u00e9 bem grande. Essa forma\u00e7\u00e3o \u00e9 importante para a data\u00e7\u00e3o porque na base temos minerais vulc\u00e2nicos, que nos permitem saber quando foram depositados, no meio, onde est\u00e3o os artefatos, \u00e9 poss\u00edvel datar atrav\u00e9s de paleomagnetismo, verificando as marcas deixadas pelas mudan\u00e7as de polaridade magn\u00e9tica da Terra, e no topo t\u00eam ur\u00e2nio e chumbo contidos no calc\u00e1rio.<br \/>\nO ur\u00e2nio come\u00e7a a perder is\u00f3topos com o passar do tempo e com isso \u00e9 poss\u00edvel calcular quando foi depositado, essa \u00e9 uma t\u00e9cnica bastante nova capaz de fazer uma medi\u00e7\u00e3o mesmo com uma quantidade m\u00ednima de material. Ela \u00e9 um pouquinho experimental ainda, foi desenvolvida por um laborat\u00f3rio alem\u00e3o, \u00fanico capaz de realiz\u00e1-la at\u00e9 agora em per\u00edodos t\u00e3o recentes (geologicamente). Isso permitiu datar o topo da sequ\u00eancia que cont\u00e9m essa carapa\u00e7a de carbonato de c\u00e1lcio, dura como cimento, que foi a que preservou os s\u00edtios. S\u00e3o estes tr\u00eas m\u00e9todos que permitem obter com uma boa aproxima\u00e7\u00e3o a idade em que todo este material foi depositado e assim saber a idade das pe\u00e7as encontradas. Foi assim que amarramos aquele pacote de sedimento em uma idade entre dois e meio e dois milh\u00f5es de anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>Poderia falar do impacto deste estudo, o que levou a toda essa repercuss\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Bem, isso aconteceu porque envolve indiretamente a evolu\u00e7\u00e3o humana, mas, veja, a descoberta dos objetos \u00e9 uma coisa antiga, de 23 anos atr\u00e1s, j\u00e1 a data\u00e7\u00e3o \u00e9 uma coisa mais recente dos \u00faltimos anos e a publica\u00e7\u00e3o \u00e9 recente, fazer as data\u00e7\u00f5es leva meses de trabalho, as descobertas s\u00e3o fatos casuais e o estudo demora muito tempo, o que ainda n\u00e3o acabou, s\u00f3 que com a data\u00e7\u00e3o firme, como essa, a coisa tem uma perspectiva mais charmosa, afinal o arque\u00f3logo procura entender coisas antigas, ent\u00e3o a idade \u00e9 fundamental. O estudo teve essa repercuss\u00e3o porque, segundo o Walter [Neves], explicaria a grande diversidade dos f\u00f3sseis encontrados na \u00c1sia; por que tem tanta diversidade? Isso \u00e9 estranho. De fato com esses resultados estaremos documentando um momento muito precoce, muito antigo, da expans\u00e3o para fora da \u00c1frica. Que seja o [<em>Homo<\/em>] <em>habilis<\/em> \u00e9 dif\u00edcil dizer, inclusive arque\u00f3logos discutem a pr\u00f3pria exist\u00eancia do <em>Homo habilis<\/em> como t\u00e1xon independente, mas isso n\u00e3o me pertence, sobretudo n\u00e3o nos pertence, porque n\u00e3o temos f\u00f3sseis, ent\u00e3o \u00e9 tudo abstrato; temos unicamente pedras, quem fez essas pedras? N\u00e3o sabemos. Poderia ser <em>habilis<\/em>? Sim ou algo de equivalente em termos de idade, que seria o antecessor do que foi descoberto l\u00e1 na China h\u00e1 2,1 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>O professor poderia falar um pouco sobre o lascamento de pedras pelos primatas, que \u00e9 sua especialidade?<\/strong><\/p>\n<p>Essa caracter\u00edstica, essa tend\u00eancia de bater e de lascar \u00e9 antiga evolutivamente. N\u00f3s batemos pedras h\u00e1 pelo menos dois milh\u00f5es de anos. Outros primatas americanos, que s\u00e3o bem separados de n\u00f3s, coisa de milh\u00f5es de anos, t\u00eam tamb\u00e9m essa tend\u00eancia, ent\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel pensar que seja algo de comum a muitos g\u00eaneros de primatas no mundo. Eu tenho observado o material relacionado ao estudo publicado na Nature sobre as pe\u00e7as do Piau\u00ed feitas por Cebus que s\u00e3o primatas atuais, que s\u00e3o muito simples, porque \u00e9 resultado de lascamento involunt\u00e1rio, e tem algo de parecido com as ind\u00fastrias antigas [as primeiras pedras lascadas utilizadas por antepassados do ser humano atual].<\/p>\n<p><strong>Mas as pe\u00e7as encontradas no vale do Zarqa s\u00e3o muito diferentes destas lascadas involuntariamente? \u00c9 poss\u00edvel saber para que eram utilizadas?<\/strong><\/p>\n<p>Essas pe\u00e7as foram lascadas de uma forma bastante sofisticada que nenhum chimpanz\u00e9, nenhum Cebus atual faz, ent\u00e3o, s\u00e3o, como se diz vulgarmente, humanas, mas n\u00e3o sabemos de qual Homo; o uso \u00e9 dif\u00edcil de se averiguar porque as pe\u00e7as s\u00e3o muito roladas dentro da torrente, salvo algumas poucas, isso apaga os eventuais tra\u00e7os de uso, ent\u00e3o o que n\u00f3s vamos procurar agora em 2020 s\u00e3o lugares, por\u00e7\u00f5es de afloramento, onde as pe\u00e7as sejam bem conservadas, pouco roladas, justamente para fazer esses exames microsc\u00f3picos. Achar lugares de baixa energia no preenchimento do vale, esse \u00e9 o nosso objetivo.<\/p>\n<p><strong>Mas apesar de n\u00e3o se saber exatamente o uso das pedras tem-se uma ideia para que elas serviam, como rasgar carca\u00e7as de animais, certo?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, ou descarnar animais j\u00e1 mortos, tirar pele, tirar tutano, para se alimentar, \u00e9 a coisa mais prov\u00e1vel. Claro, para falar que eram ca\u00e7adores depende de como se interpreta o termo, porque preda\u00e7\u00e3o, ou seja, comer outros animais, \u00e9 uma coisa que muitos primatas fazem, inclusive os Chimpanz\u00e9s. Mas n\u00f3s somos on\u00edvoros, agora, ca\u00e7a como se entende vulgarmente, ou seja, matar atrav\u00e9s de instrumentos, \u00e9 um fato mais recente na hist\u00f3ria evolutiva, talvez essa seja a \u00e9poca, um momento entre 2 e 1 milh\u00e3o de anos atr\u00e1s, em que se come\u00e7a a utilizar as pedras para fazer algo, a primeira coisa \u00e9 lan\u00e7ar, antes que virem uma lan\u00e7a, ou seja um objeto sim\u00e9trico pontiagudo e penetrante, isso demora, mas pode-se lan\u00e7ar seixos para quebrar o cr\u00e2nio de uma gazela, de um herb\u00edvoro. Um seixo balanceado \u00e9 uma arma poderosa, mas, fora isso, a maioria desses sujeitos provavelmente aproveitava de cad\u00e1veres que j\u00e1 tenham sido ca\u00e7ados por outros predadores. L\u00e1 vem o problema da competi\u00e7\u00e3o, um grande predador n\u00e3o pode ser atrapalhado enquanto est\u00e1 se alimentando porque fica, como se diz, uma fera, ent\u00e3o isso tudo implica um conhecimento do contexto dos predadores da \u00e9poca, ou seja da paleontologia, e n\u00f3s n\u00e3o temos isso, n\u00f3s n\u00e3o encontramos nenhum f\u00f3ssil de carn\u00edvoros ali. Temos em outros s\u00edtios, de outras idades, mas a\u00ed a compara\u00e7\u00e3o fica dif\u00edcil, n\u00e3o adianta saber o que tinha na \u00c1frica na mesma \u00e9poca, porque a \u00c1frica, o rift africano, tem 4 mil quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia. \u00c9 como comparar a popula\u00e7\u00e3o daqui com a popula\u00e7\u00e3o, sei l\u00e1, de Detroit, ou do M\u00e9xico, longe de mais. Ent\u00e3o para dizer qual era a popula\u00e7\u00e3o de carn\u00edvoros, precisaria encontrar ossos de carn\u00edvoros naquela regi\u00e3o, daquela idade, e ent\u00e3o, boa sorte!<\/p>\n<p><strong>Ent\u00e3o era uma rela\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia com esses predadores?<\/strong><\/p>\n<p>Bem, se voc\u00ea quer explorar trabalho alheio, tem que ter algu\u00e9m para ser explorado, ou seja, algu\u00e9m que tenha o trabalho de matar um cavalo, de matar uma jovem gazela, ou, sei l\u00e1, um elefante. Um elefan\u00ad\u00adte era bem cobi\u00e7ado porque tem muito material, mas ningu\u00e9m mata um elefante a pedrada, tem que ser um belo tigre ou uma pantera, para fazer o trabalho, depois um qualquer ca\u00e7ador ou coletor pode explorar. Um elefante at\u00e9 hoje em dia consegue-se matar apenas com armas de fogo, ent\u00e3o tem que ter prud\u00eancia ao imaginar a ca\u00e7a, a n\u00e3o ser de animais m\u00e9dios ou pequenos, isso sim, como fazem os chimpanz\u00e9s, ca\u00e7am animais pequenos, comendo ratos ou coisa parecida. N\u00e3o \u00e9 perigoso ca\u00e7ar uma pequena gazela, o que seria o equivalente aqui de uma capivara, ou de um catitu. Animais de m\u00e9dio ou pequeno porte, n\u00e3o carn\u00edvoros, s\u00e3o grandes oportunidades para um grupo de ca\u00e7adores n\u00e3o especializados e sem armas, ou usando um peda\u00e7o de madeira, porque um cacete de madeira pode ser uma arma bem eficaz, mas, naturalmente, n\u00e3o contra&#8230; Um tigre-dente-de-sabre.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 poss\u00edvel se falar em saltos ou momentos de grande acelera\u00e7\u00e3o evolutiva?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, tem momentos de acelera\u00e7\u00e3o evolutiva, tanto f\u00edsica quanto cultural, se voc\u00ea pensar no bipedalismo, no crescimento do c\u00e9rebro, com uma explos\u00e3o muito grande no final do Pleistoceno inferior, no uso de artefatos, na inven\u00e7\u00e3o do fogo, tudo aquilo que est\u00e1 nos livros de escola prim\u00e1ria \u00e9 realmente muito importante. A inven\u00e7\u00e3o do fogo, a pirotecnologia, como se chama, muda tudo radicalmente, voc\u00ea pode ter acesso a um monte de alimentos e transformar mat\u00e9ria de muitas formas. Por isso, podemos falar que h\u00e1 acelera\u00e7\u00f5es, para n\u00f3s \u00e9 quase \u00f3bvio dizer, hoje em dia, que as acelera\u00e7\u00f5es s\u00e3o rapid\u00edssimas. Nos \u00faltimos 200 anos as mudan\u00e7as de estruturas f\u00edsicas na nossa vida social s\u00e3o muito pr\u00f3ximas uma da outra, pense na passagem entre a constru\u00e7\u00e3o de ferrovias e a digitaliza\u00e7\u00e3o do mundo, passaram-se apenas 150 anos. Isso n\u00e3o \u00e9 nada em termos evolutivos, s\u00e3o cinco gera\u00e7\u00f5es. E est\u00e1 sendo muito diferente, at\u00e9 arqueologicamente, tanto \u00e9 que se fala em antropoceno. Os dep\u00f3sitos provocados por essas transforma\u00e7\u00f5es, o que est\u00e1 sendo espalhado de pl\u00e1stico na terra, vai deixar evidentes tra\u00e7os no registro sedimentar, s\u00e3o transforma\u00e7\u00f5es recentes assustadoras, realmente \u00e9 muito r\u00e1pido. No mundo campon\u00eas da Europa de 300 anos atr\u00e1s as pessoas praticamente morriam com aquele mesmo tipo de ambiente t\u00e9cnico que tinham conhecido quando nasceram, os filhos mais ou menos o mesmo, podiam inventar um arado um pouco diferente, mas era a mesma coisa. Do neol\u00edtico para adiante o neg\u00f3cio ficou meio paralisado at\u00e9 a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, hoje, a cada tr\u00eas anos, temos que trocar os programas do computador, temos at\u00e9 que aprender novas rela\u00e7\u00f5es sociais. Parafrasendo o grande bi\u00f3logo americano, Edward Wilson, n\u00f3s temos corpos e instintos paleol\u00edticos, com institui\u00e7\u00f5es e cren\u00e7as medievais e possibilidades astron\u00e1uticas. As possibilidades s\u00e3o maravilhosas, mas arrastamos institui\u00e7\u00f5es antigas, se formos pensar nas nossas institui\u00e7\u00f5es sociais, cren\u00e7as e tudo mais, e temos uma estrutura instintual de ca\u00e7adores e coletores, porque n\u00f3s passamos 3 milh\u00f5es de anos ca\u00e7ando, a agricultura \u00e9 uma atividade muito recente, dos \u00faltimos 10 mil anos, ent\u00e3o \u00e9 tudo muito contradit\u00f3rio.<\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\">\ud83d\udcd6 PUBLICADO ORIGINALMENTE NA REVISTA CI\u00caNCIA UFPR (V. 5, N\u00ba 6, 2020).<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O professor e arque\u00f3logo Fabio Parenti, do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), liderou a parte arqueol\u00f3gica&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2799,"featured_media":16956,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"gallery","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":"","fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false},"categories":[1614,1128],"tags":[1705,2083,2088,2081,2086,2087,1706,2082,2084,2080,2085],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.5 - 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